terça-feira, julho 17, 2007


3 comentários:

Inês Ramos disse...

Ternura

Desvio dos teus ombros o lençol
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do Sol,
quando depois do Sol não vem mais nada...

Olho a roupa no chão: que tempestade!
há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
em que uma tempestade sobreveio...

Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...

Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!


(David Mourão-Ferreira)

Um belo poema para legendar esta imagem. Só para ti minha tenra ternurenta!

MissLibido disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
MissLibido disse...

Que boa surpresa :)

E... fits like a glove....

Além de ser fã incondicional do autor que tive a sorte de conhecer pessoalmente...

Obrigada, cherry pie!

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