sexta-feira, setembro 28, 2007

...CLICAR SOBRE A IMAGEM...
Esta imagem é dedicada ao sadismo do meu Dono, e a um fetiche seu - espero que goste....

A ética no BDSM

"(...)
Não compactuo com violência. É prática minha, a auto observação.
Minha escrava tem palavra de segurança, sabe que poderá usa-la quando quiser. Confia e sabe que eu não iria em frente se ela a dissesse.
Mas por uma questão minha, de ética, de cuidado e de coerência, não preciso esperar que ela a use para saber qual é o limite. Creio que compete a mim, dominadora, saber qual é o limite e não extrapola-lo. Minha escrava várias vezes já me pediu, navalha em punho, para que lhe marcasse as costas.
Poderia faze-lo? Sim! Seria consensual? Sim, novamente.Mas seria ético? Seria coerente? Seria são? Seria seguro? Para mim não! O que viria depois disso? Cortar-lhe um dedo? Cortar-lhe o bico do seio? E para mim, não há diferença se o que aconteceu foi na primeira, ou vigésima sessão.

O acto aconteceu (referindo-se a um qualquer ultrapassar de limites entre um casal D/s) as consequências idem. E não me compete julgar se foi consensual ou não. Mesmo consensual, para mim (minha opinião) seria impraticável. Compreendo que todos nós erramos, que todos nós estamos sujeitos a erros, a nos deixar levar pelo momento. E que a cada um cabe o direito de corrigir-se, de consertar seu erro. (...)"

IMPERATRIZ M (Brasil)

quinta-feira, setembro 27, 2007




O homem, que desagua na boca da mulher...

Ele fez a viagem de três horas de comboio, a pensar recorrentemente em desaguar na boca dela!
Pensava em tudo e dormitava de seguida.
Sonhava sonhos de Dominação e submissão e suspirava na espera.
Encolhia-se mais no banco, mas de seguida corria ao bar para um cigarro ansioso e nervoso.
Voltava ao assento já com o seu formato e tentava imaginar como estaria ela hoje vestida - de saia de certeza, pois adorava agradar-lhe; sem roupa interior, pois era uma regra; talvez maquilhada, talvez não... Ela pedira-lhe para o surpreender e ele acedera na surpresa. Agora achava - como na altura - que a devia ter obrigado a contar o que magicava para ele... Tarde demais... Teria de esperar. Mais ainda - em três horas intermináveis de uma cadência certa e entorpecedora.
Tentava dormitar e não conseguia...
Irritava-se sem mostrar, enrugando apenas a testa - ninguém ao lado imaginando o encontro que se aproximava nos carris...
Sabia o que lhe queria fazer.
Primeiro, desaguar-lhe na boca a língua hirta em espirais de semanas de presença ausente, com muita saliva de desejo e as mãos no sítio certo...
Depois...
Finalmente adormeceu!

Ela esperava-o no carro.
Fumava com curtos intervalos e via-se ao espelho e alinhava a roupa.
Ela desejava que ele desaguasse inteiro primeiro na sua boca.
Mais tarde, outros rios se juntariam ao mar, numa foz espraiada.
Agora, bem acordada e excitada com a espera, contava os minutos e tentava distrair-se e não pensar nos jogos que o fim-de-semana lhes preparara na imaginação.
Tinha a libido ainda encharcada da boca dele e deu consigo a tocar a saia no meio das pernas.
Olhou de novo o espelho retrovisor.
Em redor um e outro carro com ocupantes à espera dos viajantes da noite.
Ela sózinha no carro, à espera.
Ele à espera, sozinho no comboio.

Torrentes de lava separadas, a começarem a ebulição, para que o desaguar fosse mais quente ainda, mais célere ainda e que a boca dela o recebesse como a um vulcão!
SÃO, SEGURO E CONSENSUAL
SENSIBILIDADE, BOM-SENSO E MATURIDADE!

quarta-feira, setembro 26, 2007

segunda-feira, setembro 24, 2007

...lágrimas de cera...


"Edward pinned me against the desk and hiked my skirt up. He was taking me there, rough and fast.
- Don’t hold back, baby, cry for me. I like it when you cry.
And, so i let the tears flow. That wasn’t as easy as it once was. I was jaded by, then. The pain wasn’t worth crying over. The shame wasn’t worth crying over. None of it was. This was just my life. A hole for someone to shove their cock in. I had gotten used to it.
That fact made me cry."


in http://www.thechainedangel.com/screamingsecrets/

As lágrimas de uma submissa numa sessão.
Como é humilhante e libertador.
Como se passa a fronteira do reprimir para o libertar numa décima de segundo.
A Verdade da carne e da alma e da dôr e do prazer e de tudo, que se misturam num pot-pourri sem nome, para alguns "subspace"...
As lágrimas, que rolam a medo de início, com os lábios a morder a língua, e depois deslizam como comboio em carris oleados, sem parar.
As lágrimas de uma escrava para o seu Dono.
Uma dádiva sem preço que, sem medo, começam a ganhar vontade própria e motivos insuspeitos.
Desde que nao haja violência ou violentação - uma purga maior dos sentidos e das sensações!
Lágrimas.
Sessão.
Dádiva.
Submissão.
Escrava.
Dono.
Entrega.
Sim...

O que é dogwoman em BDSM?

...clique sobre a foto...



"Bem... Desde os primórdios o cão sempre acompanhou o homem e é, até hoje, considerado o servo fiel e o grande companheiro... (...)

Agora, tento explicar como é esta prática e como é o lado psicológico de agir como uma cadela.

Segundo uma definição mais técnica, dogwoman é um jogo D/s que engloba artifícios de S/M. A(o) submissa(o) é tratada(o) como uma cadela(cão): usa coleira, bebe leite em vasilhas e até late. Prazeroso, se feito com inteligência e uma dose de sarcasmo. Também é usado em jogos de humilhação. Esse jogo tem muitas variações e é bom conversar com seu(sua) Dom(me)/sub antes de executá-lo. É um jogo de forte apelo psicológico. O apelo é forte para quem não está acostumado a jogos que incidem em humilhação explícita/direta. O lado psicológico está diretamente ligado à humilhação e à prontidão para servir.

A melhor forma de você se adaptar a este jogo é estudando o comportamento de um cachorro (especificamente na fase na qual você quer se encontrar; por exemplo, sou uma cadela de 8 meses, quase entrando na fase adulta), estudar seus hábitos, reações e movimentos. O mais importante é tentá-los reproduzir com dedicação e muito treino, principalmente para subir e descer de determinados lugares e em algumas atitudes. O essencial também é encontrar uma raça e espelhar-se nela... Sou uma labrador desde o primeiro instante pelo meu porte físico e pela agilidade e por ele ser um cachorro dócil e fiel APENAS a um Dono.

O jogo em si consiste em um D/s onde você, a partir do momento que está submetida(o), passa a adquirir as características de uma cadela (ou de um cachorro), seus hábitos e a forma como um adestrador ou dono a(o) trataria. Entre as práticas mais comuns, eu destaco:

  • Posicionamento: para andar (somente em 4 apoios), sentar (com as pernas abaixadas e os braços estendidos juntos), deitar (de lado, braços levemente cruzados e pernas sobrepostas), posição de descanso (aquela da esfinge, braços apoiados nos cotovelos, cabeça erguida e ajoelhada, corpo sobre os braços). Para subir em algum lugar: apóie os braços bem juntos e os cotovelos junto ao corpo no lugar que você vai subir, impulsione com as pernas juntas apoiadas nos pés (nas pontas) e apóie-se nos braços apenas. Para descer (apóie-se nas mãos e depois as pernas). O melhor é como eu disse: observar um cão real.

  • Quando receber uma ordem, manter a cabeça em posição de atenção, voltada para o Dono, com a vista baixa SEMPRE (mesmo sendo cadela, você é sub). -

  • Repreensão: quando repreendido, normalmente o cachorro fica amuado e deve ir para a casinha. Combine com seu Dono um local onde possa ser "Tua Casinha" (eu tenho a minha) ou uma almofada... algo do gênero. E, após uma punição, permaneça com a cabeça baixa e o focinho (rosto) entre as mãos, na posição de espera.

  • Jogos: Ir pegar a bolinha: esperar o Dono jogá-la e imediatamente ir buscá-la sobre 4 apoios e trazê-la. Procurar Objetos: faça de conta que está farejando enquanto procura algo, etc. Detalhe: quando pegar um objeto com a boca, atente para não colocá-lo demais nela ou não deixar cair. Chicotes, chibatas e coisas longas: tome cuidado ao atravessar portas, porque pode enroscar nos batentes ou você apoiar sobre tiras soltas. Coisas pequenas, como bolinhas, deixe aparecendo sempre, não engula! -

  • Comer numa terrina: Bem, a princípio torna-se complexo pelo fator psicológico, pela exposição que você passa... Não é todo mundo que se adapta, mas é muito legal a partir do momento que você o pratica. Tente apanhar os alimentos com a boca apenas e sem apoiar o queixo ou deixar escorregar. O ideal é só usar a boca, mas, se precisar, pode se tombar a terrina (de leve) com a mão, como um cachorro faria, batendo a pata. Outra coisa é beber água ou outro líquido (já tive que beber guaraná e foi uma festa, pois as bolinhas de gás param no queixo e ardem um pouco): use APENAS a língua, sem sugar com os lábios; você, devagar e com treino, começa a usar apenas a língua... Para treino, pegue um tupperware com água e apenas lamba a água lentamente... Ou ponha um cubo de gelo e tente pegá-lo com a língua apenas...

  • Saltar: Os cães geralmente apóiam-se nas patas traseiras e com elas impulsionam o corpo para frente. Do mesmo modo, apóie-se nas pontas dos pés, encolha suas pernas e com os braços junto ao corpo e flexionados vá lentamente se esticando até dar um impulso (LEVE) e ir para o outro lugar. Detalhe: veja antes se o local é bem firme e que você possa ter onde e como apoiar-se. NUNCA use banquinhos soltos ou cadeiras sem apoio e JAMAIS cadeiras ou móveis de rodinhas (a experiência não deve ser nada boa...) Para começar é legal pôr em frente a um sofá ou cama uma mesinha ou poltrona larga.

  • Após o banho: Se teu Dono resolver te dar um "banho" de cadela, mantenha-se de quatro e deixe-o lavar-te e enxugar, afinal cachorros não se enxugam. MAS é fundamental ao menos uma vez dar aquela "chacoalhada'' de leve para não ficar excesso de água... Mas, cuidado para não fazer molhadeira!

  • Fora estas práticas, existem coisas do tipo subir e descer duma cama, pular de um lugar para o outro, que requer treino. Concentração é TUDO no Dogwoman. VOCÊ tem que estar sempre atenta a ordens, pedidos e principalmente estar preparada SEMPRE para qualquer solicitação.

Não dá para prever e escrever tudo por que vai depender do que teu(tua) Dono/Dona vai solicitar... E varia muito do tipo de relação e exposição que você tem em relação a teus limites. Têm Donos que até fazem a gente urinar como uma cadelinha no box do banheiro e têm outros que gostam de nos levar passear.

NOTA: a força de quem pratica o jogo dogwoman concentra-se nos pulsos e tornozelos. Se seus pulsos são mais fracos sugiro o uso de munhequeiras para evitar lesões como, por exemplo, para descer da cama (vc põe todo peso sobre eles). Pelo menos para treino eu uso...

Importante: Os objetos mais comuns à cena são: coleira, terrina, ossinhos de couro sintético, a casinha, guias, etc. As regras de higiene para outros objetos valem aqui também (somos cadelinhas e não porquinhas!!!). Como os ossinhos e bolinhas ficam direto no chão, o ideal é a prática num lugar asseado e lavar a bolinha SEMPRE e os brinquedos em água corrente com sabão neutro. Ossinhos de couro sintético (aqueles que imitam ossos reais) o ideal é colocar magicpack para não ficar com gosto de "couro" na boca. A terrina também não pode ficar com água parada por vários dias porque pode juntar bactérias e limbo e o gosto da água fica desagradável.

Prefiro as guias de adestramento (mais curtas), pois o contato é direto. Conselho: coleiras, sempre aquelas de couro e não muito apertadas (a menos que você curta asfixia). As coleiras mais bonitinhas devem ser encapadas por dentro, pois geralmente são feitas de veludo ou de feltro e, quando você transpira, pode sair a 'tinta'. As de nylon machucam se muito apertadas, mas são as melhores visualmente. Procure NUNCA exagerar!!! Se, na primeira vez, você não conseguir fazer algum truque, treine mais, mas não force a "barra" logo de cara, querendo saltar objetos... Cuidado sempre!"

Vitar@ in http://www.desejosecreto.com.br




domingo, setembro 23, 2007

Fazia tempo que ninguém me oferecia flores...

Acordei com uma oferta do meu Dono, para ter um dia mais feliz!...

Agradeço, rendida e partilho aqui o gesto.

O que uma escrava deve saber...

"É importante que seja falado - o que uma escrava deve saber, os seus skills - uma escrava não é só sexo e está a andar... e as meninas esquecem-se disso..." - disse-me o meu Dono.

O meu Dono ordena e eu obedeço!
Quer que disserte sobre o que uma escrava (não uma submissa) deve saber, e eu digo de pronto - um pouco de tudo!
Efectivamente não é à toa que defendo que deveria haver uma idade mínima para praticar BDSM, digamos acima dos 30 anos - não só porque é necessária maturidade física, social e principalmente espiritual (para quem leva BDSM a sério), mas porque a experiência de vida conduz a bom-senso e ele é fundamental.

Neste caso, falamos das "especialidades" de que uma escrava deve ser titular, porque sexo apenas para agradar ao seu Dono, não é o bastante. Conheço escravas que não sabem cozinhar ou passar a ferro - todas temos um ponto fraco, mas convém alguma tentativa de aprendizagem na manutenção da qualidade de vida do seu Dono.
A escola Inglesa é a mais severa nesse aspecto - os blogs de escravas anglo-saxónicas estão pejadas do valor inerente às tarefas caseiras e muitos Dominadores britânicos meus amigos defendem que as suas escravas têm de saber tudo sobre a lida da casa e sua manutenção.

Por aqui - até porque, ao que sei, há pouca vivência 24/7 - dá-se nenhum valor às capacidades inerentes a uma escrava completa, isto é, que nao seja apenas uma boa cunt, uma boa slut ou uma boa maso....
Pelo contrário, lá fora (UK, nomeadamente) dá-se preferência a um currículo de escrava que inclua saber fazer a lida da casa, receber convivas, conviver socialmente, saber estar em qualquer ambiente, jardinagem, costura, etc, etc, etc...
Isto porque uma escrava é pensada a longo termo e nao apenas para sexo descartável - a escrava torna-se a fada do lar de dia e a perfeita anfitriã sexual na intimidade.

Muitas pretensas candidatas a escravas, principalmente as mais jovens, deviam ter isso em conta - saber cozinhar o prato preferido do Dono, usando a perfeita maquilhagem e convidando os amigos preferidos demonstra capaciade de agradar, além de organização e planeamento. Surpreender o Dono antes que ele tenha de ordenar é uma mais-valia!
E quem não sabe fazer ou pensa não ter "what it takes" para ser uma boa escrava nessa vertente, pode tentar aprender e/ou instruir-se (sózinha ou junto de outras escravas já experientes) para ser o que o Dono espera que ela seja - Mulher, Fêmea e Submissa - numa escrava devotada em dar total qualidade de vida ao seu Senhor e não apenas satisfazê-lo sexual ou sadisticamente...

sexta-feira, setembro 21, 2007

A pureza


" Gosto da cor da tua pele... - disse o Dominador

- Antes ou depois do spanking ou do chicote...? - perguntou a escrava.

- Antes e depois! Antes porque significa a pureza e depois porque significa que é minha essa pureza! - respondeu o Dominador"



A pureza - uma palavra tão em desuso, por ser um estado tão raro...

Acho que no BDSM seria impensável usá-la, excepto no que toca à alma.

Por mais voltas que dê, encalho sempre na alma... mas no que toca a pureza, parte mesmo da alma, aquela gruta donde partem as ordens para a rendição ou para o ataque...


A escrava que é inocente e desprovida de malícia, está em estado de pureza ou é uma idiota chapada?

O Dominador que torna a carne mole a golpes de chicote, de olhos húmidos e coração acelerado num momento de entrega, está a sentir a pureza/o sagrado do momento, ou simplesmente a divagar?

Quando se passa o auto-limite e se quebram tabus e regras para chegar a um estado de graça, é isso a pureza da alma?


Só quem já praticou BDSM pode entender isto, mas pode-se ser puro no BDSM, como em tudo na vida; mas na prática de infligir e receber dor, na Dominação e submissão - o estado de pureza é o subspace onde a maioria nunca chegou...


A pureza....

quinta-feira, setembro 20, 2007

Um post lindo - ordem do meu Dono...




O meu Dono ordenou-me que hoje postasse aqui algo "lindo"...

Decidi dar-lhe algo que, penso, o vai encantar.

Trata-se de um quadro de Paula Rego - de nome "Dogwoman"
A sua obra é reconhecida em todo o mundo. Paula Rego nasceu em Lisboa em 1935, estudou pintura em Londres e aí fixou residência desde 1976. Reconhecida internacionalmente, foi considerada, em Inglaterra, um dos quatro melhores pintores vivos do mundo. Pinta com os olhos de uma criança a devorar histórias antes do sono. “Desenvolveu uma imagem, dentro de si, daquilo que são pessoas vulgares. Foge aos padrões de beleza normais, criando figuras muito rudes”, diz a fadista Kátia Guerreiro.



"To be a dog woman is not necessarily to be downtrodden; that has very little to do with it. In these pictures every woman's a dog woman, not downtrodden, but powerful. To be bestial is good. It's physical. Eating, snarling, all activities to do with sensation are positive. To picture a woman as a dog is utterly believable."



"Ser uma mulher-cadela não significa necessariamente ser oprimida; tem muito pouco a ver com isso. Nessas imagens todas as mulheres são mulheres-cadelas não rejeitadas, mas poderosas. Ter bestialidade é bom. É físico. Comer, rosnar, todas as actividades que se relacionam com sensações são positivas. Visualizar uma mulher como uma cadela é absolutamente credível."

quarta-feira, setembro 19, 2007

Elegia Alegre



Na passada quinta-feira, morreu uma grande Amiga e minha guia espiritual - alguém com uma doença terminal que lutou até ao fim porque "a Ciência avança todos os dias, e temos de ter a mente desperta!" Era Budista e foi cremada e dizia que sabia que ia "para um lugar melhor".

Internada anos e dependente de terceiros, confessou-me um dia que "sei que aqui no hospital, estou muito mais defendida e à sombra do Mundo, que vocês lá fora..." Lúcida até ao fim, deu-me razões para acreditar na vida enquanto ela esperava a morte. Assim o suicídio não é possível, porque nos envergonhamos...

Era a fã número um do grupo GNR, conhecia pessoalmente Rui Reininho e esteve apaixonada por ele até ao fim - escreveu-lhe cartas a que ele nao respondeu. Fiz em vida o que podia para ela ser feliz e nao fui ao funeral porque ela já lá nao estava.
Amava a cor rosa! Adorava flores...

No sítio melhor onde agora está, sabe que continuarei sempre a pensar e a senti-la perto e, como uma festa na cabeça ou um abraço demorado, deixo-lhe aqui uma prenda que, sei, a vai fazer sorrir...



Dunas / GNR

"Dunas, são como divãs,
Biombos indiscretos de alcatrão sujo
Rasgados por cactos e hortelãs,
Deitados nas Dunas, alheios a tudo,
Olhos penetrantes,
Pensamentos lavados.
Bebemos dos lábios, refrescos gelados
Selamos segredos,
Saltamos rochedos,
Em camara lenta como na TV,
Palavras a mais na idade dos "PORQUÊ"
Dunas, como que são divãs
Quem nos visse deitados de cabelos molhados bastante enrolados
Sacos camas salgados,
Nas Dunas, roendo maçãs
A ver garrafas de óleo boiando vazias nas ondas da manhã
Bebemos dos lábios, refrescos gelados,nas dunas!
Em camara lenta como na TV,
Nas dunas..Nas dunas..Naasss duunas...Naasss duunas...
Refrescos gelados...Como na Tv.
Nas duunas..."

PS: Letra dedicada à praia de Leça da Palmeira, que a minha Isabel amava do coração...



terça-feira, setembro 18, 2007

Agulhas / Needle Play







Needle play
Needle play is the practise of inserting needles under the skin of the submissive. Needle play is considered Edge play and care should be taken to follow all appropriate safety precautions when engaging in play in order to avoid injury or infection. Only use sterile needles approved for medical use, and not reuse them after they have been used. Used needles are dangerous and should be disposed in a sharps container.






About Needles
The smaller the gauge, the larger the needle diameter. Common needle guages for play piercing are 26 through 18. Different gauges of needles have different color hubs, but these colors are not consistent across brands. On the needle package, the needles are commonly identified first by gauge, and second by needle length (in inches). Thus, a package labelled "22 1 1/2" would contain 22 gauge needles with a length of 1 1/2 inches.



The plastic disposable protection around the needle is called the sheath. The plastic portion permanently attached to the needle is called the hub. Needless to say, care must be taken in handling needles as they can easily cause injury to the handler and those around him/her. If you have not used needles before then it is strongly advised to learn from an experienced user first. You can also practice on a raw chicken



Basic Principles
The basic idea is that the needle should travel just underneath the surface of ordinary skin, to emerge through the skin a short distance from where it was inserted.
The needle tips have a bevel. With regard to the skin being pierced, the bevel may be up or down (it's personal preference.
Shallower = More Pain, Larger Diameter Needle = More Pain






Safety
Do not stick needles into internal organs, bones, eyes, etc. Again, the idea is that the needle should travel just underneath ordinary skin, passing only through skin and the subcutaneous layers just underneath the surface.



Play piercing involving the genitals is a special topic, with special precautions that must be followed to avoid causing permanent damage; don't try any sort of genital piercing without further training from someone who is familiar with and competent at genital piercing.



Temporary nipple piercing is enjoyed by people who like intense nipple play. The needle can be thrust through back of the nipple, taking care to include areolar tissue. An entire rosette of needles can be inserted. This of course can be dangerous, with potential exchange of bodily fluids and other infection.



Don't pierce wrists, hands, or spines, or near them. In general, piercing near a nerve tract (eg, near joints); avoid piercing where bones are close to the skin surface. Waist to shoulders is usually fine, though one should avoid the armpit and sternum.



The surface to be pierced should be disinfected first. There are three types of substances that may be used for this: ;Iodine. :This is opaque (which may be a problem) and shouldn't be used on someone who is allergic to shellfish. ;Alcohol. :This should be 70%-90% rubbing alcohol (isopropyl). One shouldn't use it on someone who is on Disulfiram or Antabuse. ;BAC. :These kill a broader spectrum of pathogens than alcohol, and allergic/irritation reactions are rare. Allergic reactions (distinct from irritation) are characterized by pale skin, sweating, localized redness, and asthma-like symptoms.



Some people prefer to wear latex or nitrile gloves as they do piercing, and to use the needle sheath to press down the skin in front of the needle as it is going through so that their hand or finger is not in the needle's way. Although most gloves will not protect you should you stick yourself with a needle, they can protect your hands against any blood (of uncertain infectious status) that may flow from skin punctures.



The primary danger in play piercing is infection. Be sure that the person you are playing with would recognize the signs of infection should they occur, and if so to go receive proper medical care. Some people are in special danger from infection as a result of medical conditions. A common example is diabetes mellitus in which circulation is frequnetly imparired; diabetics often require much longer healing times for any injury, including neadle punctures.



See Also
Body piercing Medical Equipment Sadomasochism Tattoos
External Links
http://www.iron-rose.com/ir/docs/NeedlePlay.htm

This entry in the BDSM Dictionary incorporates text from the Needle play article in Wipipedia.)
This entry is published under the terms of the GFDL. People with profiles on Informed Consent can improve this entry: see the BDSM Dictionary help page for details.

segunda-feira, setembro 17, 2007


"Uma escrava é como o castelo do seu Dono..." MA
Sim, se pensarmos que é na escrava que o Dono se realiza e onde se sente seguro, nela, dentro dela, com ela - na sua propriedade... E cada partida e chegada traz promessas de novas estadias cheias de surpresas e revelações, nem que nas lágrimas que a escrava oferta ao Dono em sacríficio e a fazem mais dele!
Sim, uma escrava é o castelo do seu Dono - o refúgio onde ele se sente preenchido e cheio de novas sensações e cheiros e tacto... E se um Dono não sente isso com a sua escrava, melhor procurar outro castelo onde se sentir o Dono da casa, o guerreiro que ali descansa das cruzadas, o viajante que regressa a casa...
E de cada vez que parte promete que volta e regressa ansioso por tomar o que é seu, sem pressas e sem gritos - devagar, a semear uma terra fértil que só precisa de muita água e uns pingos de ternura.

domingo, setembro 16, 2007


Depois de um fim de semana juntos, o sentimento é de plenitude.

Rir, chorar, amar, vivenciar momentos de intimidade e criar cumplicidades, de sentir eternidades.

Agora no final desse fim de semana, a sensação de "alma saciada" é grande e faz desejar a próxima vez que nos vamos encontrar.

Deixo um bocado da minha alma atrás e levo um bocado de alma da minha escrava, bondarina_MA, e isso é como uma jura ou uma promessa de mais felicidade.


João, MestreDeAviz

quinta-feira, setembro 13, 2007

Um código de barras condensa toda a informação referente a um produto...
Neste caso, define a identificação de uma escrava, pelo seu Dono!
TheSlaveRegister (EUA) reúne escravos e Donos de todo o Mundo - provas de entregas e dádivas de gente adulta, sob consentimento...
Sou uma escrava registada, pela primeira vez no meu percurso no BDSM ,e a estrada para cá chegar foi tortuosa, mas valeu a pena!
Em silêncio agradeço, com o olhar, ao meu Dono, por me ter feito Sua!

terça-feira, setembro 11, 2007

Hoje o meu Dono disse-me "alma pura que se arrasta pela lama não se suja, e acaba por brilhar"...

Fiquei a cogitar na importância desta frase, no contexto da nossa conversa entre Dono e escrava, e como seria raro no BDSM em geral alguém tocar no conceito da alma referido à troca de emoções, sensações, direitos e deveres entre submissos e Dominadores...
Tantas vezes se defendeu que um submisso é apenas um complemento descartável, uma embalagem, que muitos nem se lembrarão que pôr ou tirar uma coleira a um submisso mexe directamente com a alma - de ambas as partes.
Quem dá imenso ou quem recebe imenso só se pode sentir inundado de dádiva e não olhar o outro como se fosse um objecto dispensável.
Subspace ou Domspace - tudo o que nos leva a um êxtase passa pela alma, portanto toca a lembrar a uns e outros que alma é a pedra-de-toque do BDSM.

"alma pura que se arrasta pela lama não se suja e acaba por brilhar"
Alma pura... Quem não morde mas é mordido, porque a sua essência é crédula e inocente, casta e intocada - seja Dominador ou submisso. O que tem em si nobres sentimentos e objectivos puros e nao usa de artimanhas para sobreviver, seja Dominante ou dominado...
Alma que se arrasta na lama... A lama do BDSM dos egoístas e dos falsos super-heróis, de novo sejam Dominadores ou submissos, que pretendem quantidade e não qualidade, usando todos os meios para atingir os fins, praticamente sem sentir porque move-os o protagonismo e uma falsa sensação de liderança ou de ser liderado - tantas vezes ridiculizados em toppings from the bottom bem dissimulados...
Alma que acaba por brilhar... Quando depois de ser usado, rasgado, traído, enxovalhado, submisso ou Dominador, consegue erguer-se das cinzas e, como Fénix, renascer, apoiado nas muletas de uma alma grande onde cabe tudo. O brilho dos que se elevam - subs ou Doms - numa espécie de humildade e sensatez que nao interfere com o percurso de terceiros e, no seu caminho escolhido pelo bom-senso, e intuição, servem de farol com o olhar cheio de esperança e luz.
São esses que importam no BDSM, os que não sujam as asas do seu sonho, da sua procura, da sua cruzada, na lama da idiotice velada e do falso elitismo de quem berra e nao sussurra - vendedores de banha da cobra em templos improvisados fora das sessões... Suponho que é desses e para esses que o meu Dono fala e que eu assino por baixo, porque só quem sonha merece ter os seus sonhos realizados - de alma pura e a brilhar!



Continuo Feliz!


... E gosto....

SUBSPACE

"Houve um momento, durante o último encontro com meu Mestre, que tive a sensação que de tudo ficou muito longe. Foi durante um spanking, e só me consigo lembrar que a sensação que tinha era a do toque e não da dor. Não durou muito tempo porque meu Mestre notou que havia algo diferente na minha reacçao e parou imediatamente a cena. Não estava ruim, mas fiquei com a idéia que não poderia reagir, nem que quisesse - o que não foi o caso. Seria isso o tal subspace?"

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística de Doenças Mentais, o DSM-IV (o livro texto que define sintomas, doenças, síndromes psiquiátricas e transtornos psicológicos), a característica essencial dos fenômenos dissociativos é “uma perturbação nas funções habitualmente integradas de consciência, memória, identidade ou percepção do ambiente”.
O fenômeno conhecido como “ subspace” é tb um estado alterado de consciência que varia de pessoa para pessoa, mas mantendo o denominador comum de uma alteração importante na atenção. O/a sub encontra-se imerso/a em sensações de tal monta que o torna desligado de qualquer outra coisa como tempo, ambiente, ou até identidade. Outros desligam-se totalmente, entrando num estado de transe sem consciência de suas ações, experiências e do que lhes cerca. Em ambos os casos fica claro que o subspace pode ser considerado um tipo de fenômeno dissociativo. Entretanto, pelo menos todos nós queremos pensar assim, a natureza da mudança de consciência é diferente daquela relacionada com traumas.

A dissociação traumática é uma reação de defesa, um tipo de fuga de uma situação. Começa como uma reação a eventos insuportáveis mas pode tornar-se algo habitual e ser desencadeado como resposta a um estimulo - o chamado “gatilho emocional” que pode ser algo que simbolize uma experiência traumática no passado. Não é descrito como uma sensaçao agradável, além do que, muito freqüentemente, a pessoa tem uma amnésia em relação ao “gatilho” - e portanto não sabe o que a deixou naquele estado.

Nesse sentido, o subspace, apesar de ser uma reaçao dissociativa, é mais uma resposta à uma estimulaçao intensa e pode estar relacionada, mesmo que parcialmente, a alterações bioquímicas (liberação de endorfinas, por exemplo), desencadeadas por estimulação física e/ou emocional durante uma cena .

É muito importante dar-se conta que a implicação direta dessa situação, por conceito, é que tendo alcançado este estado, a pessoa envolvida não está mais apta para decidir quando parar com a cena (o que não difere do que você mesma se deu conta). O ideal é que situações desse tipo só aconteçam entre parceiros que se conheçam muitíssimo bem, pois só assim poderá haver uma leitura correta da linguagem corporal do parceiro em subspace.

Bibliografia : Manual de Diagnóstico e Estatística de Doenças Mentais
Henkin: Consensual Sadomasochism
Moser : Bound to be freeDissociação (Master Yves)

(*) Se você tem dúvidas sobre este assunto ou sobre outros temas relacionados com a sua saúde sexual, escreva para: mskinky_md@desejosecreto.com.br

segunda-feira, setembro 10, 2007


Les Femmes, Les Femmes....

"Mesmo que a conduta do marido seja censurável, mesmo que este se dê a outros amores, a mulher virtuosa deve reverenciá-lo como a um deus.
Durante a infância, uma mulher deve depender do seu pai, ao se casar de seu marido, se este morrer de seus filhos e, se não os tiver, do seu soberano.
Uma mulher nunca se deve governar a si própria."
Leis de Manu (Livro Sagrado da Índia)
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"Quando uma mulher tiver conduta desordenada e deixar de cumprir suas obrigações do lar, o marido pode submetê-la à escravidão. Esta servidão pode, inclusivé, ser exercida na casa de um credor de seu marido e, durante o período em que durar, é lícito a ele (ao marido) contrair novo matrimónio" Código de Hamurabi (Constituição Nacional da Babilônia -outorgada pelo rei Hamurabi, que a concebeu sob inspiração divina - séculoXVII A.C.)
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"A mulher deve adorar o homem como a um deus.
Todas as manhãs, por nove vezes consecutivas, deve ajoelhar-se aos pés do marido e, de braços cruzados, perguntar-lhe: Senhor, que desejais que eu faça?"
Zaratustra (filósofo persa, século VII A.C.)
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"As mulheres, os escravos e os estrangeiros não são cidadãos.".
Péricles (político democrata ateniense
- século V A.C. -
um dos mais brilhantes cidadãos da civilização grega)
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"A mulher é o que há de mais corrupto e corruptível no mundo."
Confúcio (filósofo chinês, século V A.C.)
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"A natureza só faz mulheres quando não pode fazer homens.
A mulher é, portanto, um homem inferior".
Aristóteles
(filósofo, guia intelectual e preceptor grego de Alexandre, o Grande)
século IV A.C.
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"Que as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar. Se querem ser instruídas sobre algum ponto, interroguem em casa os seus maridos."
São Paulo (apóstolo cristão, ano 67 D.C.)
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"Os homens são superiores às mulheres porque Alá outorgou-lhes a primazia sobre elas. Portanto, dai aos varões o dobro do que dai às mulheres. Os maridos que sofrerem desobediência de suas mulheres podem castigá-las; deixá-las sós em seus leitos, e até bater nelas.
Não se legou ao homem maior calamidade que a mulher."
Alcorão
(livro sagrado dos muçulmanos,escrito por Maomé no século VI, sob inspiração divina)
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"Para a boa ordem da família humana, uns terão que ser governados por outros mais sábios que aqueles; daí a mulher, mais fraca quanto ao vigor da alma e força corporal, estar sujeita por natureza ao homem, em quem a razão predomina."
São Tomás de Aquino
(italiano, um dos maiores teólogos católicos da Humanidade, século XIII)
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"Inimiga da paz, fonte de inquietação, causa de brigas que destroem toda a tranqüilidade, a mulher é o próprio diabo".
Petrarca (poeta italiano do Renascimento, século XIV)
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"O pior adorno que uma mulher pode querer usar é ser sábia".
Lutero (teólogo alemão, reformador protestante, século XVI)
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"As crianças, os idiotas, os lunáticos e as mulheres não podem e não têm capacidade para efectuar negócios".
Henrique VII (Rei da Inglaterra, Chefe da Igreja Anglicana, século XVI)
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"Enquanto houver homens sensatos sobre a terra, as mulheres letradas morrerão solteiras".
Jean-Jacques Rousseau
(escritos francês, precursor do Romantismo, um dos mentores da Revolução Francesa)
século XVIII
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"Todas as mulheres que seduzirem e levarem ao casamento os súbditos de Sua Majestade mediante o uso de perfumes, pinturas, dentes postiços, perucas e recheio nos quadris, incorrem em delito de bruxaria e o casamento fica automaticamente anulado".
Constituição Nacional Inglesa (lei do século XVIII)
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"A mulher pode ser educada, mas a sua mente não é adequada às ciências mais elevadas, à filosofia e a algumas das artes".
Friederich Hegel (filósofo e historiador alemão do século XIX)
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"Quando um homem for repreendido em público por uma mulher, cabe-lhe o direito de derrubá-la com um soco, desferir-lhe um pontapé e quebrar-lhe o nariz para que assim, desfigurada, não se deixe ver, envergonhada de sua face. E é bem merecido, por dirigir-se ao homem com maldade de linguajar ousado".
Le Ménagier de Paris
(Tratado de conduta moral e costumes da França, século XIV)
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"A mulher que se negar ao dever conjugal deverá ser atirada ao rio".
Constituição Nacional Suméria (civilização mesopotâmica, século XX A.C.)

sábado, setembro 08, 2007


D.Quixote.
Hoje parecia um D.Quixote.
De manhã vi moínhos brancos e cinzentos no cimo de um monte.
À noite, cavalguei no meu cavalho alado a 160 à hora para chegar mais depressa ao destino que me faz feliz, depois de despachar mil e um compromissos inadiáveis.
Tinha pressa de chegar porque não queria falhar, não posso e não devo.
É minha condição não querer falhar?
É do meu ser precisar de estar à altura e ficar doente se não cumprir?
Que parte de mim é D.Quixote louco e que parte é Sancho Pança realista?
As submissas e escravas também podem sonhar e perseguir os seus sonhos, nem que a 160 à hora?
Eu sei que sim.
E que vale a pena...
Porque sou aquilo que consigo ser e nem um milímetro mais.
Porque sou quem me fazem e nada menos!
Dei-me e não me tenho e basta-me, mas...

sexta-feira, setembro 07, 2007


...O Que é Uma Escrava...

(Infelizmente, não tive tempo nesta fase para traduzir este texto.
Fá-lo-ei assim que possível.
As minhas desculpas...)
"My essay on what a slave is, to me…

i had trouble writing this. i started over and i couldn't get it.
Then i seen something someone said...a girl said about trying to write
something and having trouble with it.....i just started writing with my
heart........and that is what i did. i went and let my thoughts gather
and i wrote from my heart. i 'm pleased with what i have written. i hope
You are also Master.

(note: it was written a long time ago. i´ve learned allot more and if i
wrote this same piece over again it would probably sound slightly
different and have some new thoughts in it.)

What is a slave to me....

i remember when i was young. i remember having this feeling that is
hard to explain. i know now what it is. i wanted to belong, but more
than that i didn't much care to belong to a group. if there was a group
of people i thought i wanted to be with it was always the most strong
one in the group i wanted to associate myself with. i didn't much care
about the others. i wanted the acceptance of that one and the love and
devotion of that single person.

i remember when it came to attention i couldn't get enough. i was
always disappointed and for all my life i look at people and i
think......why? why are they so shallow? why doesn't a friendship that i
put my all into last? why when i identify myself with someone they
eventually loose heart in what is happening between us. i'm meaning
friends, lovers family all of it. where is the devotion and why does it
always for one reason or another end up falling away.

i have had this thing in me where i wanted to share it all. every
detail of my feelings, every secret, every little thing and not leave
one speck of me out. i wanted to find someone who could take it, make it
theirs, so i could be totally explored and totally understood....completely open and that to me is like sunshine and flowers and a big field of rest. I've always wanted that.

i came close once. it is gone now. the person never knew me and knows
me less now. what a shame, and i feel so let down and betrayed. so
disappointed and misunderstood and........unloved. and how about this
one......alone, when i think of this person and all i shared with her,
that is what is left of the relationship in feelings.

i remember this one time when i was getting a bit older. gosh how deep
i felt things. my friends thought i was strange and maybe i was and
maybe i still am. we were walking home through a sections of woods. it
was so quiet your voice would carry a long way and it was warm. i
remember saying to the person...have you ever wanted to be so close to
someone, so close as to be like one person. To know them and them know
you and you be absorbed by that person to the point of loosing yourself
and have that persons total obsessed watching over of you. have you ever
wanted to literally crawl into another persons skin and belong inside
them? live inside them and be lost inside there......literally inside
that persons skin? i have, i do and nothing less will ever satisfy me.

sometimes i think im just submissive. and being a slave is too hard
and something i cant do because i cant totally give over obey and not
hold a grudge. i cant feel totally un-wronged sometimes. then because of
the way i wish to be used, the way i want to belong to someone, the
intense feeling i have of those times i cannot resist......i think im
very much slave.

i think a slave is someone who wants to trust, love, belong, be owned,
and obey totally. someone who has this desire. someone who doesn't want
to be a separate entity any longer in any way. who doesn't want to own
one thing inside herself. she wants to be consumed and have all her
decisions taken care of by someone she trusts. it cant be half way for
her. she not only wants and dreams of this.....she pursues it and is
only half complete without it.

sometimes in her search for it she becomes warped. It takes a strong
Master and One who knows how to love a slave and take her completely to
help her be what she was meant to be, and what the world always tries to
take away from her. Its strange, the natural order of things says.....be
a slave. but then when it tries to come out and she tries to be what she
is, she is shunned, kicked down and she closes off. Becomes rebellious
and suspicious. its a sad thing....she becomes totally un woman like.

i had started to list all the qualities of a slave in reference to her
Master. i wont do that here. i want to talk about the heart of a slave
and what she is inside. with or without a Master to guide and love her.
ive seen many of these essay's from other girls and they usually list
quotes or sections of the Gor books for a reference. i will take from
the bible, at the risk of being sacrilegious.....which i do not have any
intention of.....but this keeps coming to my mind....

Charity=Love.
a slave should love the one she serves. she should have the attributes
of what love is.

Charity suffereth long, and is kind: charity envieth not; charity
vaunteth not itself, is not puffed up,

The behavior of a slave should be like this. she should be kind
and considerate in her actions and not be offended at the One she serves
and loves. long suffering is like patience. her Master might not be the
easiest at all times but she must be patient and endure.

Doth not behave itself unseemly, seeketh not her own, is not easily
provoked, thinketh no evil; a slave shouldn't behave in a manner that isn't pleasing and she shouldn't put herself first and her wants, but those of the one she serves. her thoughts should be on how to serve better and not on how to
get around that. she should not become offended at her Masters correction.

Rejoiceth not in iniquity, but rejoiceth in the truth; a slave doesn't find any joy in disobeying her Master, even if He has no clue she has done so. she should serve in truth and from her heart.

Beareth all things, believeth all things, hopeth all things, endureth
all things.

Charity never faileth.........she bears the responsibility for her actions and accepts whatever her Masters decisions are concerning her. weather easy to bear or hard. She endures without complaint, and this kind of love.......put into
action......will never fail her.

But the fruit of the Spirit is love, joy, peace, long suffering,
gentleness, goodness, faith, Meekness, temperance: against such there is no law.

i mean this totally out of the context of religion and what the
scripture is referring to. i mean it according to a slave, and how her
training effects her. under her Masters hand she should grow and add
these things to her character concerning how behaves and views things.

In essence a slave loves at all times, and she follows all the laws of
love. she gives herself to instruction and is wise. a slave directs this
towards her One and becomes whole and complete in herself. a slave has
this desire inside her and she needs a place to direct it, a Master to
bring it out in her and allow her to be all she is. she obeys and is
happy to do so. she is happy to be pleasing. she loves attention
showered on her and goodness to be rewarded in her. she wants to give
all, trust with all she has, and be the girl she was intended to be
completely and totally. That is feminine. that is a woman. that is a
slave.

A slave controls her emotions. she has a quiet spirit in that she is
at rest and at peace with herself and who she is. she knows herself well
and she studies the One she serves. Serving, and all that comes with it,
is her first and only responsibility. With all her feelings and thoughts
she looks to Him.

This is probably not complete. i could probably go on and on and have
many more thoughts on the subject. but ill stop here. i think i've said
enough.”


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quinta-feira, setembro 06, 2007


Golpes de Ternura...

Nem sempre...
Nem sempre me perco onde caminho.
Vou e venho na viagem dos dedos dos pés,
devagarinho, como uma gueixa...
Por vezes fico.
Ali e aqui.
Sem saber porquê, mas por sentir que sim...
Vou-me dando aos goles e gosto que me engulam,
pelos olhos, pelos poros, pela pele, pelas palmas dos pés.
E recebo - a ternura e os golpes da ternura, de quem pode e de quem dá,
alternadamente, sem pressas e sem medo.
Nem sempre, contudo.
Nem sempre, que a vida é rápida no seu passo de trote
e nós somos peões no tabuleiro.
Como um Bispo e mastigo-o devagar, cuspo-o depois e recomeço!
Marcho em direcção ao sol e nem tenho medo que queime.
Vogo numa folha de fim de Verão que caiu do meu cabelo,
e gosto, gosto muito, por entre quedas de água gelada
e rios cheios de margens sinuosas.
Mas nem sempre...
Agora sim.
É o momento de não-retorno, porque ainda estou a tempo de fugir,
disse-me um Homem do outro lado do Tempo...
Mas não - o momento é de ficar e ver o dia nascer, aos soluços, com o grito da manhã.
É altura de esticar os lençóis e fazer a cama.
De nos esticarmos na cama.
De desfazer a cama.
Em golpes de ternura... em golpes da dor que exsuda da ternura.
Em golpes fatais... de nós!

ML

quarta-feira, setembro 05, 2007


MINHA HISTÓRIA
"Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente
E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente
Ele assim como veio partiu não se sabe pra onde
E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe
Esperando, parada, pregada na pedra do porto
Com seu único velho vestido cada dia mais curto
Quando enfim eu nasci minha mãe embrulhou-me num manto
Me vestiu como se fosse assim uma espécie de santo
Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher
Me ninava cantando cantigas de cabaré
Minha mãe não tardou a alertar toda a vizinhança
A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança
E não sei bem se por ironia ou se por amor
Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor
Minha história é esse nome que ainda hoje carrego comigo
Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome Menino Jesus"

Chico Buarque

(Não sei explicar, mas o meu Dono fez-me voltar esta letra fantástica à memória.
Talvez por falar de um homem que fala pouco, com tatuagem no braço e que faz as mulheres entregarem-se perdidamente. Por falar de um salvador.
Mas talvez não...)

terça-feira, setembro 04, 2007

Crucificada



O Masoquismo como um Caminho Espiritual
por Dorothy C. Hayden

“Apenas nos últimos cem anos o masoquismo tem sido visto como perversão. Quando o psiquiatra do século XIX Krafft-Ebing colocou o termo masoquista sob a rubrica de "Patologia Geral" em seu famoso livro "Psichopathia Sexualis", o masoquismo começou a ter uma fama ruim. Poucas décadas mais tarde, Freud escreveu sobre o masoquismo como uma função de sexualidade infantil, desenvolvimento incompleto, crescimento impedido, e irresponsabilidade infantil. Desde então, o masoquismo foi irrevogavelmente delegado ao gueto de "perversão" e a comunidade clínica viu isso como uma aberração patológica que precisava ser curada.
Nos milhares de anos antes disso, entretanto, uma conexão masoquista-espiritual prevaleceu através da maioria das civilizações. Onde a psicologia considerou masoquismo como uma doença, as religiões pré-século XIX viram como cura. Os antigos estavam em contacto com os valores espirituais, físicos e emocionais do masoquismo. Para eles, era uma parte essencial da realidade; uma combinação da alma num estado de tortura, numa delícia arrebatadora, dor rara e paixão invencível que os levava para a experiência de uma união com algo maior que seus egos individuais.
Na tradição das religiões orientais, o desejo de ser batido e chicoteado reflectia o desejo de "penitência" que muitas vezes envolvia humilhação, vergonha, dor, adoração e submissão. Nos mosteiros e igrejas, cabeças curvadas, joelhos amarrados, mãos dobradas, cabeças cobertas e o corpo todo em prostração reflectia a postura básica masoquista. Os escritores do Novo Testamento fizeram frequentes menções à flagelação e à dor física. A "cena da paixão" de Cristo inteira, a narrativa que foi encaixada em nosso psiquismo colectivo por milhares de anos, envolve bondage, flagelação e crucifixão sendo sujeitado à vontade de um poder superior e a subsequente ressurreição para uma consciência transcendental. Os Psalmistas usavam a prática de chicotearem a si mesmos todos os dias. Era parte da tradição judaica, 500 anos antes de Cristo, chicotearem-se uns aos outros com açoites depois de terminarem suas preces e confessado seus pecados.
Flagelação em mosteiros e conventos eram a ordem do dia. Santos como São William, São Rudolph e São Dominic ordenavam sempre aos seus discípulos para se açoitarem nas costas nuas. De flagelarem-se a si mesmos, os padres começaram a flagelar os penitentes como parte da penitência. Tal era para ser seguido como necessário acto de submissão a Deus. Alguns homens santos sustentavam que o açoitamento tinha o poder de resgatar almas do inferno. Eles acreditavam que humilhação e a dor física forneciam um meio para o indivíduo se tornar um ser humano completo.
Todas as ordens cristãs recentes usaram a flagelação como parte de sua disciplina espiritual. Santa Teresa, fundadora das Carmelitas, usava flagelação severa com parte sua prática diária. Através da bétula e do chicote ela entrava em estados de misticismo estático. A freira carmelita Caterina de Cardona usava continuamente correntes de ferro que cortavam sua carne. Ela se fustigava com as correntes e ganchos o mais frequentemente possível e às vezes por duas ou três horas seguidas. Dizia-se que através dessas práticas ela estava sujeita a êxtases místicos e visões da graça celestial.
No início do século XI, eremitas monásticos na Itália aceitavam a prática de auto-flagelamento e fugiram dos mosteiros tomando ruas e igrejas. Chamada de Seita dos Flagelantes e organizada por Santo Antonio, estes monges criavam para si mesmos desejos frenéticos que só encontravam satisfação quando rasgavam suas carnes e se auto-degradavam. Os Flagelantes iam de uma cidade à outra em procissão, arrebanhando novos penitentes enquanto passavam. Às vezes chegando a dezenas de milhares, iriam marchar até à frente de uma igreja, formar ali um círculo e produzir uma cerimónia penitencial altamente ritualizada. Despidos até a cintura, os penitentes entoavam hinos e prostravam-se em contrição. O ritual culminava em flagelação severa de todos os participantes, muitas vezes durante horas. Ao final, estas figuras esquálidas, faces contra o chão com vergonha e prazer, as costas em carne viva, os chicotes tingidos de sangue, eram elevados em êxtase como se uma transformação espiritual ocorresse com eles.
A cultura oriental não detém um poder exclusivo no uso da subjugação e da dor como parte da disciplina espiritual. Os mosteiros zen-budistas são conhecidos pelo mestre usar um bastão nos discípulos e pela "bofetada" Zen que serve para levar a pessoa para um grau de consciência mais elevado. Os estudantes do Zen quase sempre se sentam com as pernas cruzadas num acolchoado por 14 horas por dia, sete dias por semana, submetendo-se a uma agonia física de ficar completamente imóvel face à dor inflexível por longos períodos de tempo. Discípulos hindus subjugam suas vontades à vontade do Guru; Budistas Tibetanos seguem a vontade de seu Lama sem questionamentos. Um santo tibetano recente, Milarapa, foi forçado por seu orientador a submeter-se a um trabalho físico duro, doloroso e árduo sem questionar a vontade do mestre antes de ser aceito como aluno.
Se, de facto, a história da civilização é recheada de relatos sobre uma conexão masoquista/espiritual, como a atitude masoquista se liga à transformação espiritual? Qual, exactamente, tem sido o apelo da submissão masoquista a personagens espiritualizados através das eras?
Uma resposta possível é que a sociedade moderna foi muito influenciada pela mentalidade de "áspero individualismo" de Horatio Alger. As metas da psicoterapia contemporânea têm sido direccionadas para construir egos fortes, competitivos, racionais e bem resolvidos. Tenha responsabilidade, tenha controle. Garanta você mesmo. Mas, a que preço? A construção de um ego forte é apenas um lado da moeda. Para experimentar a abundância da experiência humana, precisamos de passividade e receptividade assim como de asserção. Precisamos de estar em contacto com o que o psicanalista Carl Jung chamou de "a sombra" - o fraco, limitado, degradado, pecador lado de nós mesmos como também o lado forte, amável, compassivo e competente.
Precisamos deixar o ónus de nosso egocêntrico modo de ver a vida; de abdicar do controle e ao mesmo tempo, tê-lo. A submissão masoquista, centrando na falta, inadequação e fragilidade, coloca-nos em contacto com o todo de nossa humanidade. Humanidade plena requer rendição ao lado baixo da vida como também ao alto. Penitentes religiosos sabiam dos desejos de sofrimento da alma. Eles sabiam que isso nos afasta da insolência, ou do orgulho que nos mantém na limitada perspectiva de ter muita fé em nossa competência e habilidades. Os Cristãos e místicos orientais sabiam disso. "Humilhação é o caminho para a humildade e sem humildade, nada agrada a Deus," dizia São Francisco de Assis.
Uma cena desnuda o ego de suas defesas, ambições, conhecimento de si mesmo e sucesso. O ego começa a ser subserviente ao Mestre, ao Dominador, à Alma, ou a Deus. Se chamamos isso submissão ao Dominador ou à vontade de Deus, ainda assim será submissão - uma das indicações da postura masoquista. Os componentes masoquistas - a vontade de servir, de submeter-se, de entregar-se ao outro sexualmente, emocionalmente e fisicamente, faz um escravo tanto a um homem, a uma mulher ou a Deus. Submissão a uma paixão é degradação divina.
Outra similaridade entre masoquismo e êxtase místico é que ambos são motivados pelo desejo de esquecimento e libertação; para livrar-se da carga de si mesmo com todos os seus conflitos, pesos e limitações. Em outros tempos isso poderia ser chamado de busca por um êxtase místico no qual o indivíduo é tão arrebatado de si mesmo que sua identidade se extingue em sublime união com algo superior.
Na submissão, o indivíduo é tirado de suas limitações pessoais e transcende as sanções sociais enquanto ao mesmo tempo é reduzido, enfraquecido e humilhado. Com os narizes pressionados contra a realidade presente do sofrimento humano, é a um só tempo uma derrota agonizante e uma magnífica jornada espiritual.”
Dorothy Hayden, CSW

segunda-feira, setembro 03, 2007

Three Days In Life!




Os Beatles têm uma música que se chama “One Day In Life” e daí ter adulterado o título deste post, porque se justifica…

Ainda saboreio os últimos três dias passados com o meu Dono.
Estivemos juntos e as horas passaram a voar e não tivemos fome e devoramos BDSM – cumplicidade, afecto e honestidade.

Agora, dentro de mim as marcas de ser usada e usufruída por aquele a quem me entreguei com segurança, sanidade e consensualidade.
Por fora, a dificuldade em sentar porque as suas marcas provam a minha e sua entregas a registarem três dias na vida do BDSM entre adultos.
Honra-me ele assim com a sua deferência em tornar-me sua, honro-o eu sofrendo na pele a sua satisfação pela minha entrega incondicional…

Despedimo-nos com saudades ainda antes do partir, o que o faz mais Dominador porque mais Homem e a mim mais submissa porque completamente fêmea embevecida!
Devia ser sempre assim – uma chicotada e um beijo, um carinho e uma prova de submissão – equilíbrio…

Provavelmente teremos muitos mais três dias juntos…
Mas porque me fez ajoelhar à sua chegada, para me pôr no pescoço dobrado a coleira com as suas iniciais, serão sempre três dias muito especiais.
Porque a entrega começou antes, mas a certeza da incondicionalidade e da cumplicidade seladas, fez-se no momento em que lhe dei a minha exclusividade de fêmea, de corpo e alma.
Para o fazer feliz e lamber-lhe as rugas da testa até desaparecerem… para o fazer contente… para o fazer rir… para nos permitirmos viver em pleno fantasias e desejos neste Reino Encantado de Magia onde se troca muito mais que Dor e Prazer.

Trocam-se almas – sejam nos olhos boquiabertos ou na garganta seca ou na carícia dada sem pressas na cabeça da sua bichinha…

Três dias na vida – e a minha vida a recomeçar.
E só me resta agradecer todas as migalhas de felicidade e dádiva que o meu Dono me permite sentir.
E então agradeço….