sexta-feira, abril 28, 2006

Escravas mãos...

Sem cor.
As grilhetas não têm cor.
Nem a alma. A coleira. Elas...
Sem cor.
Planar não tem destino.
Dar e receber - tem de ser.
Sem cor.
A masmorra é transparente.
A dor é recente.
Infinito o odor.
Sem cor.
Escravas mãos.
Pele cinzenta, escura, incolor.
Olhos brancos - sem nome,
sem vida,
sem dor,
a total ausencia de cor.
Amor!

ML

quarta-feira, abril 26, 2006

BDSM EM PORTUGUES

Devido a problemas técnicos graves, alguns Foruns de canais de BDSM portugueses desapareceram e deram lugar a novos. Agora seguem aqui os principais, já com endereços definitivos!

FORUNS DE CANAIS DE IRC
CANAIS DE IRC
#BDSM-24`7
#Bondage
#BDSM
#Bdsmportugal
#Bondagept
"Essa ideia não é minha; as coisas são sempre todas do Mundo..."
Luís D.P.












Como se tira a coleira da alma...!?

DOMINAÇÃO PSICOLÓGICA

Costumo dizer que Dominação não é fazer uma sessão bem-sucedida com uma submissa, mas sim que a mesma se ofereça para voltar, antes de essa indicação lhe ser dada. Ou seja, Dominação acontece não quando o facto se consume in loco por actos, mas se antes e depois a submissa continua rendida e disponível para alterar o seu percurso na tentativa de servir o seu Dominador. Quando tal acontece, a Dominação já se efectivou e o que pode variar será o método com que se concretiza e prolonga a mesma, o acto prático de entrega física, complementando assim a entrega primeira.
Psicologicamente, Dominação como a entendo vive não só de reflexos condicionados de causa/efeito mas, principalmente, quando existe um olhar, um gesto ou um silêncio que anulam toda a vontade contrária da parte de quem se entrega.
Bater, causar dor, aprendem-se e aperfeiçoam-se, tal como a aguentar a dor e/ou a humilhação; dominação da vontade, não! Há quem a tenha inatamente e quem nunca a chegue a ter. Por outro lado, há gente que se rende nos actos mas não na sua vontade inteira, que nunca deixa de ser soberana, ainda que adaptada às circunstâncias, burilada e lapidada, mas sua! Não hesito no que afirmo - o acto de servir no BDSM não é inevitável: "Dois não fazem, se um não quer!". Consensualidade no modo como se concretiza e complementa a rendição da vontade é fundamental, mas só existe se ambos se entregarem/renderem/derem.

A eterna questão sobre quem Domina quem no BDSM é um ovo sem base para se segurar de pé. Ambos Dominam e contornam os obstáculos à entrega por jogos psicológicos mais ou menos óbvios, mais ou menos conseguidos - é a vontade que tem de se entregar, não o corpo. Fácil será então aguentar a sanção, defícil será não julgar a legitimidade da mesma.
Render-se à vontade de outrem é um processo interior, muito complexo, porque contra-natura em essência: o ser humano distingue-se pela sua vontade e capacidade de decisão. Quando à ausência de vontade têm de se adicionar outros elementos, como o bom-senso, os conceitos sociais de Bem e Mal, os dogmas e ditames religiosos, etc., etc., nessa altura os conflitos internos podem tornar-se não só um turbilhão de sentimentos e emoções, como levantar dúvidas que podem causar dilemas e danos psicológicos difíceis de superar.
Render-se à vontade de outrem aniquilando a sua própria capacidade de decisão e de querer, não é um processo rápido e indolor. A primeira dor na Dominação para um submisso é deixar de ser e passar a estar apenas, porque a vontade é anulada na entrega. E quem reclama esse direito sem sensibilidade nem cuidado especial, nao Domina, antes violenta, deixa de ser um Senhor/Dominador a quem se deve respeito e passa a ser um inimigo a quem se tem medo apenas.
Ajoelhar antes do Senhor o ordenar é resultado da Dominação, ajoelhar agarrada pelos cabelos porque a submissa hesitou no cumprimento da ordem é violência. Se se conseguir Dominar a vontade de... antes de Dominar o corpo, defendo que a Dominação acontecerá em pleno, inevitável e incontornável, mais tarde ou mais cedo, numa entrega que se deseja honesta e duradoura.
Não há regras sobre o processo de exercer Dominação Psicológica que, insisto, tem forçosamente de acontecer antes do controle físico e da inibição da vontade executável. Não se pode dizer "berrar é a primeira regra" ou "dois dias sem falar com a submissa, trazem-na pela trela para sempre!"; cada caso é um caso, e em cada situação o modus operandi tem de se adaptar à situação e não o contrário. Se um Dominador pensa conseguir alcançar psicologicamente a sua submissa apenas com festas na cabeça após cem chibatadas, desiluda-se; marca-lhe o corpo mas nao a alma, ainda que ela finja a maior rendição. O acto reflexo mais básico pode ser infrutífero ou o mais bem conseguido possível, mas o que o distingue é a intenção com que é feito - se se trata de aplacar uma dor, ou de consolidar o Poder; se é apenas inevitável num ritual de causa/efeito ou se tem a intenção de reforçar a entrega da submissa que nunca pode nem deve sentir-se abandonada por "acidente", ou seja, para a cabeça se render tem de lá estar a outra parte, não pode ser omissa.
Dominar dá trabalho e exige invstimento, seja no BDSM como em qualquer outro tipo de relação inter-pessoal; sentimentos implicam entrega, e o BDSM - contrariamente à vox populi - vive dos sentimentos/emoções/sensações que decorrem das intenções e dos actos, antes, durante e depois... da prática do BDSM. Numa qualquer entrega, Amor/ódio/confiança/desconfiança/medo/receio/temor fundem-se num pot-pourri de intrincada complexidade; imagine-se essa fórmula com a componente dor agregada e a palavra incondicional acrescida, com actos que pressupõem ultrapassar limites, e gente entregue a uma afinidade nem sempre entendida...
Dominar Psicologicamente quase implica um acto de amor em que se dá para receber: gera-se a confiança necessária para que a entrega seja incondicional. No limite da certeza, ultrapassada a fronteira da dúvida, resta apenas colher os frutos semeados pela compreensão, ternura, justeza, que o Dominador tem de ofertar à submissa para que o acto de dar se torne mais que uma simples e bem treinada capacidade de resistência à dor.
E a entrega consegue-se com um olhar de compreeensão, com uma mão que afaga o rosto, com a sms que diz "Estou a pensar nas marcas que te fiz, minha cadela!". Cada caso é um caso e não há dois Dominadores, nem submissas, iguais - assim, também não são concebíveis duas Dominações iguais. Há quem só seja Dominado pela língua de uma chibata a lamber a pele, mas a entrega é total quando a língua da submissa lambe as mãos do Dono com os olhos a arder de realização. Sem que ele ordene! Sem que ela possa evitar fazê-lo... Quem tem de se dar está Dominado além do Bem e do Mal.
Depois, conseguir que o Céu e a Terra mudem de lugar e a dádiva não acabe enquanto se dá o corpo pela alma - essa é a pedra-de-toque que abre todas as portas no reino do BDSM.

ML (2005)

terça-feira, abril 18, 2006




«Amemo-nos assim! Vem e desprende da minha ajustada túnica os laços, e ante o meu seio tua pupila acende! É o amor que humilha e que deprava! Não importa! Leva Safo entre os teus braços aonde louco o prazer a torne escrava...»

Mercedes Matamoros (poetisa cubana )





(NOTA: O poema foi-me enviado pela The Vanilla - espero que as fotos ilustrem a beleza do poema...)

segunda-feira, abril 17, 2006





FETICHISMO

"Fetiche é o termo usado para descrever uma particular área de interesse, assim como um fetichista é quem participa nesses fetiches. Há provavelmente mais de cem variantes que podem ser consideradas fetichistas, mas um exemplo representativo refere-se a práticas envolvendo borracha, látex, PVC ou cabedal."

(in glossário www.alt.com)

****BDSM/Fetichismo EM PORTUGUÊS****



13 de Maio em Lisboa



Website: http://www.thegatheringparty.org

Fórum: http://www.thegatheringparty.org/forum

domingo, abril 16, 2006




Este texto é a conclusão de "Volatilização", editado aqui em Março.Porque sim e porque não, mas porque a vida continua a surpreender-me... e a gente na minha vida, para o Bem e o Mal!




Já não modero o forum http://www.bdsmportugal.org/, por decisão do administrador, o mesmo que me convidou para o projecto quando decidiu começar o Forum, depois de ter lançado o seu canal no IRC e me ter oferecido a função de OP (operadora do canal), muito simpaticamente. Nunca prejudiquei nenhuma das suas iniciativas, pelo contrário tentei valorizá-las e tenho todos os users de ambos a comprová-lo.Há razões que até a Razão desconhece!Um gigantesco obrigado a quem me recordou, lá e aqui, para continuar a acreditar que uma Comunidade não pára de crescer se tem valor, mesmo quando há quem o tente impedir, por factos e omissões.Um obrigado por não se irem embora e me lembrarem que vale a pena! Sempre...

sábado, abril 08, 2006


O Silêncioooo...
"(...)
Devemos admirar aqueles que ensinam pelo exemplo, não apenas pela palavra, porque o trabalho que desenvolvem sobre si mesmos serve-nos a nós de orientaçao espiritual. As aventuras eróticas de Marco Vassi só podem ser vistas, e sempre, como tentativas que visam transcender as limitações da liberdade que a Cultura tem vindo a impor a todos nós. A descoberta de que os tabus de ontem não têm validade é também a alavanca na porta do autoritarismo, uma vez que nos leva a questionar dados sociais semelhantes nos domínios da Política, da Ciência e do Progresso.
(...) E que elenco de personagens memoráveis ele não cria nas suas fábulas, personagens que troçam de todas essas pompas e imagens convencionais que tanto preezamos.
(...) Porque Marco Vassi não se contenta em estreitar a distância entre as nossas naturezas masculina e feminina. Procura muito mais que isso. Ele está empenhado na cura do que divide o nosso sentido de audácia e a nossa entropia básica, as nossas visões poéticas e as nossas grosseiras funções corporias, o nosso alheamento existencial e todas as nossas limitações demasiado humanas."

Martin Shepard in prefácio a "As Comédias Eróticas"- Marco Vassi (1981)



"Não há melhor maneira de conhecer a morte, do que ligá-la a qualquer imagem silenciosa."
Marques de Sade

quarta-feira, abril 05, 2006

terça-feira, abril 04, 2006

"(...)
Mandei-a inclinar-se sobre a beira da cama, depois puxei-lhe a camisa para cima da cabeça e admirei uma bonita figurinha, nua, até às ligas.
Havia muito tempo que não usava o chicote e agarrei-o com sensação de prazer que sempre assalta um amante da flagelação quando está em vias de avermelhar um roliço e branco traseiro.
Gostava de a ter chicoteado com força, mas reprimi o meu desejo e só lhe dei doze açoites com a força suficiente para fazer parecer um tom rosa-vivo nas bochechas do seu traseiro. Ela contraía-se a cada pancada, mas não protestou e, quando acabei e a fustigar, estava com um esplêndido tesão, por isso estendi-a ao comprido na cama e forniquei-a com grande satisfação. Era uma mulherzinha simpática e uma boa fornicadora, mas já não estava na flor da juventude e calculo que tivesse sido abraçada por muitos homens, não se podendo portanto comparar sob nenhum aspecto com a minha fresca e jovem Frances. (...)"
"Frank e Eu" - Anónimo (séc. XIX)

sábado, abril 01, 2006

O OUTRO LADO DA FANTASIA

"Os Dominadores rodearam a cama, um pela direita outro pela esquerda.
A minha ordem era manter os olhos no tecto, mas abertos...
Na sala, um mínimo arrastar de correntes lembrava-me que o meu Dono não era meu naquele dia, que alguém o tinha que não eu; suspirei sem ruído. Era aquela a parte difícil - não o saber ali, para tomar conta de mim e, pior, tendo prazer com alguém que não eu. E se ele gostasse mais das escravas dos Senhores que me tinham à disposição? Se descobrisse que, afinal, eu era dispensável porque ele descobrira novos prazeres, novas carnes, novos olhos de entrega cheios? Não é fácil partilhar um Dono, porque a alma se encolhe de medo de o perder - a coleira dá-nos deveres, a nós submissos, mas direitos também, e o maior de todos é o de esperar que o nosso Dono continue nosso, porque entrega é uma rua de dois sentidos; a dádiva é diferente sem dúvida, mas está lá como moeda de troca num compromisso de gente adulta, maior.
Atenta às manchas que o tecto não tinha, senti-me desconfortável por dois completos estranhos me estarem a observar como gaviões - o mais alto, DomX, do meu lado direito, e DomY, mais pequeno e com menos presença, no lado oposto do meu leito de usufruto. Esperava agora o lenço branco que cai a dar a partida - não devia falar, nem queixar-me, nem questionar nada que os dois Senhores intentassem fazer-me, conhecia bem as regras e não era de meu feitio contrariá-las. Iria estar à altura do acontecimento, não desonraria a educação que o meu Dono me dera durante meses, seria a escrava ideal para os Seus amigos, realizar-me-ia na causa e no efeito, dando prazer a quem me tinha como Sua!
Senti um indicador espetado deslizar desde o meu ombro direito até ao dedo grande do mesmo pé, correndo em círculos em redor da mama direita, da anca e das coxas - o momento chegara...
Ouvi na sala um grito abafado e fiquei triste. Triste só por dentro. O tal encolher da alma.
Concentrei-me no que era esperado de mim - estar, para agradar!
O Dom da esquerda soltou-me os punhos da coleira e abriu-me os braços em cruz, murmurando algo que não entendi, mas que percebi ser pra o DomX; voltei a estar imobilizada, mas pelo menos tinha os braços esticados e tornava-se mais fácil. Crispei as mãos fazendo activar o sangue, preguiçoso da espera, indolente, malandro - o maior inimigo de um submisso numa cena de BDSM...
Um apertão súbito no mamilo esquerdo fez-me estremecer com a dor e a surpresa.
Percebi que ia ser partilhada em simultaneo e não em sequência. Esperava aguentar... o Meu Dono merecia.
Subia agora a mão do DomX, espalmada, grande, vagarosa, detendo-se num nicho das coxas, sem tocar o sexo.
- Obviamente que não te é permitido vir sem pedir, nem te queremos molhada sem ordem nossa.
- Sim, Senhores.
Novo esgar de dor, mudo, silencioso, enquanto o mamilo esquerdo era espremido pelo Dom que não era alto. Fixei o tecto com mais vontade, enquanto as minhas caretas de uma certa espécie de dor contida apareciam na minha face. Por reflexo semicerrei os olhos e uma bofetada fez-me acordar. Não havia retorno... A ordem era ter os olhos abertos, porque era ai que os Senhores viam o que eu sentia, não no corpo, mas no poço dos olhos aflitos.
E o silencio, pesado como chumbo, a cair como uma carga nos ombros que tentavam libertar-se sem êxito; aquele silêncio que parecia o calor de Agosto ao bater a uma da tarde. Talvez fosse o que fazia a respiração mais dificil - aquele silêncio da tumba, semelhante a uma mumificação bem feita, a dar tempo para pensar, o segundo inimigo de um acto de entrega como este. Proibido pensar, só sentir!
A mão direita do DomX parou na minha cara, devagar, a deixar as suas impressões como aviso; afagou-a, sufocou-a, disse-lhe que estava ali para ficar. Do outro lado, surgiram molas como dentes afiados, a enterrarem-se na carne da mama esquerda; desta vez ouvi que aquela mama lhe pertencia e que a iria domesticar. Crispei as mãos e retesei os músculos, mas não fazia diferença - a dor era igual senão pior. Muitas molas e muitos esgares e um ligeiro respirar audível reprimido. E uma pancada seca, de cana, na sola do pé direito, que me fez elevar as ancas sem alternativa; e outra, e outra, e outra, e outra, outra, outra, e o meu sexo a contrair-se em espasmos. E a mão esquerda do DomY a acompanhar-me o pensamento e a descer aos meus lábios, a abri-los, a escancara-los, a prepara-los para serem seus; e a marca é posta, no lábio esquerdo os dentes afiados cravam-se e ficam lá a abanar a qualquer gesto mais abrupto, ou tentativa de... Gemo baixinho e não me consigo concentrar, porque há dores diferentes em cada lado do corpo, agito-me o máximo que posso, que é o mínimo possível - aquela corda esticada no pescoço não deixa.
Agora os Senhores falam entre eles mas não consegui perceber.
Até sentir molas cravarem-se entre os dedos do pé direito, que lateja ainda da cana seca que o domesticou. Salto uns centimetros da cama ao sentir ferver a mama esquerda - há cera a solidicar nela e no mamilo erecto, gemo mais alto e devo ter fechado os olhos de novo, porque mais um estalo traz-me de volta ao tecto branco. Sei que não há nada a fazer, sinto o sexo latejar e sei que não vou aguentar; como se me lessem as ideias, ouço - Cadela, se te vieres sem ordem, são 100 chibatadas.
Mirro por dentro, sinto-me sózinha; quero o meu Dono comigo, a Ele dava-lhe tudo com um sorriso, a estes Senhores só dou o corpo... que já nem é meu. E o silêncio que alastrou à sala, como nevoeiro, que não me diz ao ouvido o que se passará lá. O meu Dono e as escravas dos Senhores que me usam hoje, eu, triste.
Fixo o tecto e prometo-me que estarei à altura, nao me posso esquecer disso, faço um lembrete mental para me abstrair do que me espera. Uma ball-gag ataca-me a boca à traição pelo lado direito do leito do flagelo. Um chicote curto e mais suave cai no meu sexo, arrancando as molas por etapas, depois sobe as mamas e faz o mesmo aos dentes afiados do lado esquerdo. Sem hesitar, uma mão direita enterra-se no meu sexo, tres dedos primeiro, entrando e saindo com a furia de uma maré viva de Setembro, quatro depois e só depois da maré cheia, a mão completa. Arfo e babo-me e tento contorcer-me, mas estou presa na minha vontadee há um amargo-doce que finalmente me faz sentir bem - rendo-me e deixo o corpo levar-me pela mão...
Como tenho mordaça não poderei pedir para me vir, e os Senhores sabem disso; as cem chicotadas são garantidas.
A porta abre-se sem ruído e percebo que o meu Dono entra, ouvindo correntes a arrastar na sua peugada. Ele diz - Continuem, é como se eu não estivesse aqui. - O Dom da esquerda responde - Parabéns pela sua cadela, está bem treinada.
- Também gostei das vossas escravas, mas aquela tem de ser domada, se o posso dizer... - O DomX revirava a sua mao direita na minha vagina e dilatou o punho ao ouvir o meu Dono referir-se à sua escrava; respondeu: - É principiante, mas se a quiser ter uns dias consigo, satisfaço-me com esta sua cadela.
Estremeci. - Vou pensar nisso. - disse o meu Dono calmamente. - Continuem, eu fico a ver apenas.
Pelo barulho das correntes, percebi que ele levou uma das escravas até ao canto direito do grande quarto, ouvindo-o mandar sentar e ficar. Recuou entao e no canto oposto sentou-se na sua cadeira de baloiço onde costumava deliciar-se olhando-me atada ou em sofrimento, sempre sem falar. A cadeira queixou-se com o Seu peso, as correntes fizeram barulho e, em voz baixa, um doce "a meus pés, escrava!". A minha alma secou de novo, mirrou, estalou, rangeu... Eu também, e porque fechei os olhos, voltaram a lembrar-me as minhas ordens. Soltaram-me as pernas e dobraram-nas para trás, até os joelhos quase tocarem na cama. Tiraram-me a mordaça e o meu Dono dirigiu-se a mim - Não quero ouvir um gemido, Minha Escrava, entendido?
- Sim, Meu Dono! - disse, entre baba e gemidos abafados.
Tinha uma spread-bar a impedir-me de fechar as pernas, o sexo estava dorido e latejava de varios pequenos orgasmos, a mama esquerda estalava com a cera seca, a boca estava dorida da gag e era dificil respirar naquela posição. Um paddle acertou em cheio numa nádega e três segundos depois na outra - os Senhores já nao tinham lado, uniram-se aos pés da cama e ouvia-os sorrir e comentar, bem-dispostos, algo que também fez rir o meu Dono. Continuei a sentir o paddle acertar-me durante bastante tempo e tentei não gemer mas nem sempre consegui, no entanto sem grande escarcéu; sabia que o meu Dono gostava de me ver naquela posição e estava contente por O agradar. E eu tinha razão...
- Vem cá, escrava, faz-me feliz! - e as correntes de novo a cantarem. O meu Dono estava excitado e queria uma boca que o aliviasse, eu conhecia-o bem. Voltei a sentir uma sombra sobre o peito mas afastei-a, afinal fora a minha submissão que o excitara...
Desde que os Senhores entraram no quarto tinham-se passado umas duas horas, talvez mais, e a madrugada já estava connosco no quarto. O meu Dono gemeu e a cadeira rangeu mais, um estalido e as correntes a voltarem ao chão. No meu anus entrava agora um dildo sem lubrificante. Ouvi os Senhores rir e o meu Dono a arfar de cansaço dizer "Eu nao menti, certo?". Riram todos e eu senti-me corar! O DomY enfiou-me um dedo na boca e mandou-me chupar. Riram mais ainda... O dildo enterrou-se! Alguém o tirou de uma só vez e o meteu de novo, sem qualquer pressa. As nádegas escaldavam do paddle. Chupava o dedo como se o mundo fosse acabar. As correntes da cadela no canto, sozinha, fizeram um murmurio; o Dono dela perguntou ao meu Dono se podia, e ele anuiu. - Vem cá, cadela! - ela obedeceu, deduzi, sempre pelos ruidos que ouvia a olhar o meu céu que era o tecto branco entre as minhas pernas abertas no ar.
O Dono dela deve te-la erguido pelo cabelo, pois ela soltou um gritinho; dobrou-a de pé sobre o meu sexo e disse - Quero que ela se venha, agora!
O dildo continuava a entrar e sair, até ser substituido pelo sexo do DomY que alternava uma palmada seca na nádega esquerda com uma entrada do seu sexo - mecanico e frio, calculado. A escrava rebelde fazia-me agitar e, sem nada na boca, eu suspirava e arfava sem controle, e o DomX resolveu calar-me, ejaculando na minha boca a rir. Vim-me na boca da escrava, sem pedir; afinal, era o que todos queriam k acontecesse, domarem-me o instinto e os sentidos, depois da vontade rendida.
Meia hora depois estava de novo amarrada, mas de costas, com o meu Dono com duas cadelas a seus pés e dois Senhores prontos a castigarem-me pelas ordens desobedecidas. Eram cem chibatadas. Cem dores sem apelo nem agravo, para satisfazer o meu Dono, provando que Ele me fizera uma escrava abnegada, disposta a tudo por ele. Acabaram de me castigar comigo em lágrimas e sairam, sem se dirigirem a mim, levando as escravas pela trela de corrente. O meu Dono levou-os à porta.
Entrou no quarto e sentou-se na cadeira de baloiço, a olhar-me, sempre em silencio. Ficou assim algum tempo e deixou-me acalmar. Quando me viu sorrir, levantou-se. Soltou-me e afagou-me a cara.
- Estou orgulhoso de ti!"