quinta-feira, outubro 27, 2005

VALSINHA

"Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a para rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado, cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E aí dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos
Como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz"

Chico Buarque/Vinicius de Moraes

7 comentários:

Cris disse...

A respeito do artigo acerca do teu primeiro dono,gostaria de te fazer uma pergunta:-És feliz?...
Recebe um abraço.

MissLibido disse...

Entendo que faz parte da Felicidade, nunca nos arrependermos de nada... Se a tua pergunta se refere a mim na generalidade, por essa perspectiva sou!!!
Um beijo *

Cris disse...

Se és de facto...então eu gostava de te conhecer.
anitsirc_13@yahoo.com.br
Se quiseres claro...está á tua disposição.
*jinho

Vanderdecken disse...

Sempre tive uma predilecção especial por este poema. Obrigado por mo lembrares...
Um beijo amigo

Cris disse...

Fazer amor..

Fazer amor requer arte inconsciente.
Fazer amor transcende o feio e o bonito.
Fazer amor requer a alma despida.
Fazer amor transcende a sexualidade.
Fazer amor é ignorar todos os conceitos formais
da humanidade
e se entregar como quem se doa a si mesmo.
Fazer amor não tem vínculo algum
com o lado físico dos seres.
Fazer amor é um divindade.
Divindade que advém do mais nobre dom da vida:
a própria vida.
Fazer amor é enlouquecer a anatomia.
Não importa a forma.
O que importa é não importar com coisa nenhuma.
Fazer amor é fazer de inconcebíveis palavrões
um lindo poema.
Fazer amor é fazer do corpo
um banquete de sonhos
e fazer da alma o berço do gozo...

MissLibido disse...

Obrigada Cris :) *****

sonia disse...

esse poema é lindissimo, acabei a cantar sem me aperceber. muito interessante o teublog.
beijinhos