sexta-feira, fevereiro 06, 2009

CARTA DE UMA ESCRAVA A SEU DONO!

"Boa noite, meu Dono.

Porque ontem estava indisposta, só agora tive tempo para mais esta tarefa por cumprir, o que lamento…

Ordenou-me um e-mail sobre a minha entrega e a parte que discutimos a que chamei de um certo “ridículo”…

Vou tentar explicar melhor, meu Dono…
Não posso fazer muito mais para lhe provar que a minha entrega a si é total e completa… No entanto, acho que nunca neguei uma prática ou rejeitei um desejo seu… Alguns obstáculos apenas atrasaram o cumprimento, mas jamais me recusei – no entanto, não sei se é isso que faz uma entrega mais forte.

Concordo que as lágrimas aproximam mais Dono e escrava e que os momentos de fragilidade da escrava são os de maior vulnerabilidade e em que se prova que o Dominador dominou a presa, sim…

Concordo que é nesses momentos que o cordão umbilical dá mais voltas e não se deixa cortar facilmente, porque o objectivo não é mesmo esse – pelo contrário.

O que apelidei de “ridículo” foi o motivo do meu “quebrar” no Domingo, porque os meus traumas e os meus obstáculos talvez devessem ser apenas meus e não os devesse deixar preocupar o meu Dono, ou interferir nas nossas práticas.

Aparentemente, em qualquer parte do Mundo, uma mulher de meia idade a chorar com medo de perder o seu Dono por não ser suficientemente hard para os seus mínimos, aparte a circunstância plausível, é uma cena ridícula sim… não as causas mas os efeitos.

Não me sinto ridícula por me entregar – é o que sempre desejei em toda a minha vida – dar-me a alguém que me saiba ler e conter em cada momento certo.
Não me sinto sequer ridícula! Sou BDSMer por opção e salto fora da cena no dia em que me sentir violentada, portanto, não acho k sendo adulta na 2ª idade não tenha direito a escolher o meu caminho – e ele é, indubitável e inquestionavelmente – dar-me por inteiro e finalmente acredito k está a acontecer, porque alguém especial está a aparar-me a queda…

Meu Dono, eu preciso mesmo de rebentar nas suas mãos e sentir-me vazia do k me roi por dentro e inchar como balão ao seu sopro – é isso que me dá paz no BDSM. Raramente consegui esse Nirvana e, quando lhe peço ajuda, apesar do ridículo de ser uma mulher de idade a sentir como menina, não me arrependo e gosto, gosto muito de sentir que lhe pertenço e que não tenho medo de ir consigo até ao fim do Mundo – desde k não me solte a mão ou me pouse em vez de deixar cair.

Por favor, nunca me deixe cair – pouse-me devagar, se chegar o dia….
A sua escrava rendida e nua..."
(2007)

2 comentários:

Secret disse...

Sabes miss, adoro ler-te! às vezes tenho pena que não escrevas mais. Fico sempre agarrada às tuas letras.

Posso pedir mais?

Um beijo.

{ÍsisdoEgito}JZ disse...

Boa noite...

Não me lembro mais como cheguei ate teu delicioso canto, mas sorte minha ter chegado!
E dentre tudo o que li, e não foi muita coisa, esta tua carta, me paou, trsnformou-me em estatua....li, reli, e veja, simplesmente, é divino a transparência com que desfilaste teus sentimentos......
Lindo!!
Ja colcoquei-a entre meus favoritos, e estarei aqui mais vezes.....
Beijos carinhosos
{ÍsisdoEgito}JZ