domingo, novembro 21, 2004

Momentos que nem momentos são!

Às vezes, o Tempo pára... e tudo parece mudar de lugar!
Fazem-se quilómetros, muda-se de sítio, muda-se de pele, e tudo permanece igual...
Às vezes, é muito difícil saber o que se anda a fazer, outras vezes não! Decidir doi, porque um erro muda tudo...
Odeio arrepender-me, odeio a sensação azeda do arrependimento, do perder das causas perdidas. As contradições alimentam a alma mas esvaziam o coração, e ele é tão grande e tão mal atafulhado de coisas supérfulas que acabamos por não saber o que meter lá! O que cabe lá...
Às vezes, a vida é outra, e fingimos o que não somos... às vezes, que outras não.
Muitas vezes, nada parece fazer sentido! Outras vezes, ficamos de mãos vazias, mas crispadas, porque nos roubam o que não chegamos a ter! Demasiadas vezes, nem temos força para cerrar os punhos, e ficamos ali, de braços caídos, qual árvore à espera do corte antes do Outono...
E há momentos em que nem sequer esperamos! Há momentos que nem momentos são... Há....

ML

2 comentários:

shortbow disse...

cedo, mt cedo na minha vida, aprendi que não podia confiar... que o melhor que eu posso fazer é não esperar nada de niguem. e assim o fiz... passei pela vida sem em ninguem confiar. em ninguem falar, em ninguem desabafar. um dia, aos meus 18 anos, o meu mundo mudou de maneira quase catastrófica. forçou-me a olhar para mim, e descobrir que era infeliz. que havia algo que precisava.. ansiava absolutamente, necessitava. mas não sabia exactamente dizer o quê. iniciei a minha busca... por saber o que procurava. descobrir qual era o meu objectivo. no caminho até saber.. ou melhor.. conseguir admitir.descobri que não vivia... existia! Descobri que sempre ansiei por algo! Que precisava de algo ao ponto da dor, das lágrimas! mas que não conseguia me levar a aceitar essa coisa. chorei para dentro, porque sentia que não podia chorar para fora, chorava por algo que não tinha, chorava pela sombra de algo que sabia que existia.
Chorei.. chorei mt.. sem ninguem saber.. chorei sozinho, porque não conseguia partilhar esse choro, nem isso conseguia partilhar.chorei por não saber, chorei por não ter, chorei pelo desejo de ter o que não tinha, pela dor... por saber que nunca ia encontrar... todas estas lágrimas soltei-as sozinho. e ainda hoje me queimam como se de acido fossem. hoje em dia continuo a chorar estas lágrimas... elas nunca pararam... pelo que encontrei, pelo que não encontrei, pelo que desperdicei, as piores... pelo que me passou pela mão, mas fugiu antes que eu pudesse fechar a mão... que mas há uma diferença... Sei que tenho alguem em quem confiar... continua a doer como dantes... mas.... posso deixar que alguem me veja as lágrimas... já não são anónimas.
não te posso tirar a dor, apenas dizer-te que já senti o mesmo... que continuo a sentir. que quero abraçar-te. e expremer a dor para fora de ti. e o não poder faze-lo doi...
ass: João....

Anónimo disse...

Há momentos e momentos... e o enfrentar desses momentos tem de ser construido no tempo....
Tudo parte da vida, da nossa visão dela, mas acho que em cada momento há sempre alguém que nos pode auxiliar.
Conseguir tal desiderato é dificil mas por isso mesmo o conceito de amigo é tão vasto... e simples.