quinta-feira, junho 08, 2006


by Nawa

Li isto no Fórum do Citador, escrito pelo nick Alfaruk...

"O shibari é o bondage japonês, uma vertente do BDSM, que consiste em atar uma pessoa com várias cordas. Ao contrário do bondage ocidental, o objectivo não é apenas a imobilização mas a criação de forças e tensões que gerem prazer a quem está a ser atado, sendo o atar e apertar dos seios um exemplo; tudo isto ligado a conceitos estéticos sobre a posição do corpo atado e do tipo de nós utilizado. O shibari é uma arte originária do Japão e embora cada vez mais ocidentais se estejam a ligar ao bondage, os maiores Mestres estão lá e são muito sapientes sobre a sua arte. O bondage aparece muitas vezes em clubes BDSM sobre a forma de perfomance. Sim pode magoar, sim pode não magoar, sim pode deixar marcas, sim pode não deixar marcas...depende muito de quem te ata. O shibari é obviamente uma prática ligada, quer à dor, quer ao prazer, onde existe um Dominador e um dominado/submisso. Penso que nas práticas actuais (eu não sou nenhum expert) a humilhação fica de fora... (...) E não façam isto em casa - é preciso saber para não partir a espinha a quem está a ser atado." ( Abril 2005)


E no site ImmortalShibari, em Brasileiro, esta explicação...

http://www.immortalshibari.com.br/artigo.asp?ID=32

Como submissa, comecei no BDSM exactamente pelo shibari, pela mão e paciência de um Mestre português. Desde então, passei pelas cordas de outros Dominadores e continuo a adorar a arte de pressionar a carne e os músculos no sítio certo, sem causar danos irreversíveis... Mas mais do que isso, se bem conseguido, em mim o shibari dá-me uma certa paz (quiçá oriental) em estar naquele momento em sintonia perfeita com o meu corpo e a minha alma; uma trilogia, cocktail de sensações que, quando a entrega é completa, resulta numa explosão de serenidade controlada...
A carne fica marcada, mas a alma fica mais - pelo menos a minha!

1 comentário:

TheVanilla disse...

Cito-me a mim mesma:

'O Shibari é algo de absolutamente transcendente. Uma arte de maravilhosos contornos estéticos que, pelo menos para mim, implica uma envolvência emocional fora do comum. Há algo de divino nos momentos partilhados numa sessão de Shibari. Não sei explicar a sintonia que existe. Não sei explicar o sentir o que o outro sente. Não sei explicar aquele esquecer o mundo. E quando o mundo se impõe, incomoda, como uma interferência não autorizada em algo extremamente intimo.
Tudo se relativiza e desaparece. Tudo perde significado, excepto duas pessoas e as respectivas sensações.
Talvez seja o mais perto de meditação que eu já estive.
Há sensações demasiado especiais para se conseguirem explicar.'

Mesmo assim, um dia destes pode ser que tente explicar melhor ;)