terça-feira, outubro 09, 2007

Humildade

Sinto ainda na pele!
Sabe-me na boca o gosto, a saliva, os poros...
Cheira-me ainda o cabedal e o bambu nas narinas dilatadas...
Ouço ainda os zunidos e zumbidos e zás zás zás...
Vejo-me de cima - aos pinotes como cabra na encosta
aos tropeções até parar...
Escoiceio e esperneio e esbracejo.
Rebolo e rolo até onde as amarras me deixam...
E não pareço eu, a molhar-me e a suar-me e a babar-me
numa orgia de sentidos e coisas novas.
Plano sobre mim.
Vejo-o a ele, frenético, frantico, frágil na força
a trabalhar-me, moldar-me, fazer-me
como se faz um milagre dum pedaço de barro mole.
No fim, somos outros que não nós.
Mas valeu a pena.
Que os fantasmas fujam pé ante pé - e o exorcismo se cumpra.
Olho-me de cima e olho-o de baixo, humilde.
Somos!

quinta-feira, outubro 04, 2007


Agradeço ao meu Dono, guiar-me e orientar-me em tudo na minha vida, como se fosse a sua, com o meu/seu coração e os meus/seus sentidos na palma da sua mão. Agradeço ao meu Dono, guiar-me e orientar-me em tudo na minha vida, como se fosse a sua, com o meu/seu coração e os meus/seus sentidos na palma da sua mão. Agradeço ao meu Dono, guiar-me e orientar-me em tudo na minha vida, como se fosse a sua, com o meu/seu coração e os meus/seus sentidos na palma da sua mão. Agradeço ao meu Dono, guiar-me e orientar-me em tudo na minha vida, como se fosse a sua, com o meu/seu coração e os meus/seus sentidos na palma da sua mão. Agradeço ao meu Dono, guiar-me e orientar-me em tudo na minha vida, como se fosse a sua, com o meu/seu coração e os meus/seus sentidos na palma da sua mão. Agradeço ao meu Dono, guiar-me e orientar-me em tudo na minha vida, como se fosse a sua, com o meu/seu coração e os meus/seus sentidos na palma da sua mão. Agradeço ao meu Dono, guiar-me e orientar-me em tudo na minha vida, como se fosse a sua, com o meu/seu coração e os meus/seus sentidos na palma da sua mão. Agradeço ao meu Dono, guiar-me e orientar-me em tudo na minha vida, como se fosse a sua, com o meu/seu coração e os meus/seus sentidos na palma da sua mão. Agradeço ao meu Dono, guiar-me e orientar-me em tudo na minha vida, como se fosse a sua, com o meu/seu coração e os meus/seus sentidos na palma da sua mão. Agradeço ao meu Dono, guiar-me e orientar-me em tudo na minha vida, como se fosse a sua, com o meu/seu coração e os meus/seus sentidos na palma da sua mão. Agradeço ao meu Dono, guiar-me e orientar-me em tudo na minha vida, como se fosse a sua, com o meu/seu coração e os meus/seus sentidos na palma da sua mão. Agradeço ao meu Dono, guiar-me e orientar-me em tudo na minha vida, como se fosse a sua, com o meu/seu coração e os meus/seus sentidos na palma da sua mão. Agradeço ao meu Dono, guiar-me e orientar-me em tudo na minha vida, como se fosse a sua, com o meu/seu coração e os meus/seus sentidos na palma da sua mão.

quarta-feira, outubro 03, 2007

A Marioneta com Coração


Imaginar uma marioneta com coração é fácil, quando se é submissa/escrava...


Cumprir as ordens do Dono sem sentir é triste e sem razão de ser - representar não é para todos os submissos e, perdoem-me, tal como os Doms/Dommes - também há subs genuínose que sentem.


Defendi sempre que BDSM só pode ter a ver com sentir!


Não só as dores como as alegrias, o Bem e o Mal num limbo quase metástico em que Céu e Terra mudam de lugar...


No passado fim-de-semana, senti-me como na "Pietá", tomada no colo depois da crucifixação, embalada pelo Dono como uma boneca de trapos, a fazer-me festas na cabeça e na alma, depois da purga dos fantasmas dentro de mim...


Uma marioneta, uma boneca sem acção e toda entrega - em silencio a olhar o Dono nos olhos, quem me guia os passos eme dá razaão para continuar a acreditar!



Não é isso BDSM? Um que guia e um que é guiado, em uníssono?



O meu Dono pendura-me na parede e faz de mim o que quer e eu sinto que faz sentido - é a consensualidade de que tanto se fala - sem safewords nem medos - sentir ao ponto da fusão da respiração, apoiada no seu pescoço, amparada no desatar dos pulsos e dos tornozelos - sem nunca me deixar cair...
O meu Dono não me deixa cair e é assim que se faz a estrada, a sentir assim, mais que a pensar...

Como num casamento, nao se começa nada a pensar em divorcio, mas sim em fazer coisas a dois, por muito tempo, às vezes até se pensa para sempre...

O milagre de dar e receber sem palavras - suor nos corpos e marcas na pele, e semén e tremuras nao de frio e o ninho contra a barriga do Dono, e o Dono que descansa depois de aplacada a sua dádiva, e a sub que se sente cada dia mais dele.

Se isso acontecer, é porque a marioneta tem coração - sente as necessidadess do Dono e sabe o que se espera dela - com sentir, com dedicação, com Verdade, nem que a do momento - afinal a mais importante de todas...

Sou uma marioneta com coração ao lado do meu Dono e isso faz-me sentir inteira, porque o vejo feliz!

Coitado do que não Domina nem é Dominado com coração - engana-se apenas, sempre e nao percorre um caminho para parte alguma...
Anda sem destino, ate parar ou o fazerem parar!

Hoje sou feliz!

Tenho fios a conduzirem-me os movimentos e o coração no lado esquerdo, a bater desenfreado cada vez que sou Dominada ou me perguntam o que estou a sentir....

Hoje sou feliz!
O coração bate no sítio certo....

segunda-feira, outubro 01, 2007

Um souvenir do fim-de-semana . numa qualquer parede, como se fosse esperado que eu passasse ali , um porco estilizado - mais um para a minha colecção....



"As saudades antes de partir, são um voltar alegre..." - disse-me o meu Dono há duas horas atrás, a caminho de sua casa.
Acabou mais um fim-de-semana.
Na despedida, visto um vestido preto, sem roupa interior, brilha a minha coleira de prata ao pescoço com as iniciais do meu Dono, o cabelo acabado de lavar solto e saudável e uma casaca cinzenta sobre o trajo; um anel de matizes cinza e preto no anelar esquerdo.
Antes dele se ter feito à estrada, já lhe estou a mandar uma sms a dizer "Tenho saudades do meu Dono!"
BDSM também é isto - cumplicidade, respeito e um fim-de-semana pacato por razões de saude, minhas; e o Dono não faltou e tomou conta de mim e celebramos tranquilamente o primeiro mes sobre a dádiva da sua coleira à sua escrava... Mesmo sem SM, só com D/s e muito respeito e momentos certos para tudo, cresce uma relação bonita e que deixa saudades a cada minuto!
Há quem lhe chame o "BDSM romantico" - aquele que não carece de gritos e ordens de cinco em cinco minutos, mas se faz de forma a deixar saudades, calma e serenamente.
Agradeço ao meu Dono tomar conta de mim, mesmo quando estou incapacitada para servir em SM, agradeço-lhe usar as suas letras, agradeço-lhe confiar em mim, agradeço-lhe vir ter comigo sob algum sacrificio e, na despedida, agradeço-lhe deixar que lhe beije a mão sem que mo ordene.
Dois adultos realizados em BDSM são, seguro e consensual!
Com saudades à partida e a certeza do regresso.
Obrigada, meu Dono, e regresse depressa!!