quarta-feira, maio 15, 2013

Cabaret é o tema!


No mês de Maio, Cabaret é o tema 
do espaço Alternativo & BDSM
 "Vénus / Porto"

"Cabaret: Dá-se conta que os primeiros vestígios de Cabaret aparecem na época da Revolução Francesa e se consolidam ao longo do século XIX, embora seja usual apontar-se que Le Chat Noir (O Gato Negro) tenha sido pioneiro na versão “moderna” do Cabaret.
A França tinha motivos suficientes para apadrinhar esse movimento, que reuniu pessoas de diversas procedências: músicos, pintores, dançarinos, escritores, filósofos, banqueiros, funcionários, jornalistas. A solidão de cada um amalgamava-lhes os espíritos, embalados na fumaça que os transportava ao delírio, único porto a que podiam almejar diante da falta de perspectiva real para as suas vidas vazias de significado.
Le Chat Noir durou pouco mas outros Cabarets apareceram: Le Moulin Rouge, Le Follies Bergère, Le Lido, casas que invadiram os primeiros anos do louco século XX, com a sua lista interminável de conflitos.


E em 1901 surge o primeiro Cabaret alemão, pelas mãos de Ernst von Wolzogen.
A Belle Époque foi um período, na história da França, que começou no fim do século XIX e se estendeu até ao fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918. Foi um período de ostentação, invenção, nobreza adquirida, efervescência cultural. A arte vogava entre o Impressionismo e a Art Nouveau, esta valorizando ornamentos e curvas torneadas, tomadas de empréstimo à elegância de plantas e animais. A política degladiava-se entre as ideias marxistas, já colocadas sobre a mesa das discussões desde 1848, às poderosas concepções da ortodoxia conservadora. A supremacia deste pensamento considerava que a simples presença das novidades tecnológicas como o telefone, o telégrafo sem fio, o cinema, os veículos terrestres, aéreos e marítimos, as livrarias, cafés, casas de ópera e alta costura, casinos, seriam suficientes para determinar a manutenção da velha ordem para um povo em mutação acelerada."

In Wikipédia




Dia 18 Maio * Noite Temática - Cabaret Bondage * 22H/04H
Info & Inscrições - geral.espacovenus@hotmail.com 


CONVITE 18 MAIO / PORTO

Tema: Bondage, Shibari, Rope Bondage

Uma noite especialmente dedicada à prática de bondage.
Partilha de conhecimentos e experiências sobre esta prática secular em algumas vertentes e variantes que a acompanham.
Demonstre as suas experiências nesta área!
Experimente! Desfrute!
Mumificação, película, algemas, gesso, fetiche, cordas...
Espevite a imaginação e, a dois ou mais, dê asas às imagens!




Vénus Place / Porto

Info & Inscrições 
  
...Vénus tem Alternativo!

Vénus Place / Porto


…Vénus é uma mulher.
Voluptuosa, cheia e de seios fartos.
Uma menina em crescimento, imberbe.
Uma anciã, responsável e fraterna…

…Vénus é preto, dourado, vermelho e luz.
A luz de quem dá e de quem recebe.
Um altar de dádivas e entregas.
O sítio dos encontros com risos e dores – alma cheia.
Lugar de gente diferente com imagens iguais nos olhos.



…Vénus

Espaço Alternativo

 & BDSM

Equipado 

Noites Temáticas

Sábados 

Porto (às Antas)




Entrada apenas com inscrição prévia ou/e convite, sujeita a limite de presenças.
Horário – das 22:30H às 4:00H

Divulgação pública da Agenda Mensal Vénus (ou para o vosso email)

Info & Inscrições  – geral.espacovenus@hotmail.com


…Vénus tem 

Alternativo!


Sejam 

bem-vindos!

sábado, fevereiro 02, 2013

Tatoo




Há anos que guardo o símbolo kenji acima - dialecto japonês - para a tatuagem que pretendia fazer um dia.

Significa "escrava" e tem muito significado para mim e para todas as submissas de alma...

Neste exacto momento decidi fazê-la, como prenda de anos para mim, de mim...

Porque não preciso que ninguém me diga o que sou; porque não necessito de ordem para a fazer; porque se me tivesse nascido na pele era igual - uma marca de nascimento.

Nasci com muito para dar e morrerei assim, porque não-formatada, não-standartizada, não redondinha no encaixe teatral de submissa/escrava - nem sempre compreendida, nem sempre amada, nem sempre respeitada...

Porque há escravas, submissas e Dominadores e Donos todos diferentes.
Porque há gente sem o coração do lado esquerdo!
Porque há quem não saiba receber...


...Fica aqui a minha homenagem a Dominadores e escravas em 2013...

O meu acenar ao BDSM.

segunda-feira, dezembro 31, 2012


VOTOS DE QUE TENHAM TUDO AQUILO A QUE TÊM DIREITO! É TEMPO DE PERDER O MEDO E ARRISCAR! OUSEM! SEJAM KINKYS SFF....


















São os meus votos...  bondarina

terça-feira, julho 24, 2012

DIA INTERNACIONAL DO BDSM




"A sigla BDSM

Na década de 90 pensou-se na sigla acima, como a junção dos termos: Bondage (escravidão, imobilização) & Disciplina, Dominação & Submissão, Sadismo & Masoquismo. Seria uma expressão mais abrangente e que permitiria distinguir os mais lights dos mais hards. Daí os que não gostavam de práticas mais violentas se intitulavam D/s (Dominação e Submissão) em contraposição aos mais “violentos”, os sadomasoquistas; o que na verdade não faz sentido algum, pois a violência não é inerente a apenas um dos grupos, mas a todos; assim, uma relação D/s pode ser mais violenta do que uma relação SM, conforme veremos adiante.

Na prática, não existem relações totalmente D/s ou somente S&M ou só B/D, haverá sempre, mesmo que mínimo, um ingrediente de um dos outros grupos.
Sem embargos, didaticamente, podemos estudar de forma separada esses três grupos."

(continua em
http://pt.wikipedia.org/wiki/BDSM)



terça-feira, julho 17, 2012

bondarina vs bondarina VI



BONDA - escrito em cera por Cruela
sobre knife play de Necrosavant

6) O que mais gostas de sentir tendo o BDSM como modo de vida, ou é apenas um mundo imaginário de menina que realizas quando podes, apenas porque sim? (Lunatik)


Nunca faço nada porque sim!
Não sou impulsiva e até demoro a dar-me, a entregar-me - as poucas vezes que o fiz por acção/reacção senti que nao o devia ter feito...

Tenho na minha cabeça infinitas páginas de sessões por realizar e de contextos de plays que ninguém sonha, que encheriam vários livros...
Sou uma Mulher que gosta da casa e da lida da casa, gostaria de ter tido filhos e netos - mas não é o caso. Se pudesse ter um Dono a quem, num contexto familiar, me entregasse 24/7 - seria o meu ideal.


O mel e o fel escorrem dos olhos dos submissos

NOTA: Geralmente as pessoas assustam-se ao falar de 24/7 - pois visualizam as práticas SM antes da D/s. Evidentemente que ninguém consegue estar 24/7 a fazer plays - mas há mais componentes na Dominação que podem perfeitamente encaixar, sem dolo para terceiros ou em demasiada exposição familiar. O Domínio começa na cabeça e pode, ou não, ter o corpo como complemento... Já tive um "ensaio" nesse sentido, mas então faltou honestidade da parte do meu Dono, e as suas fantasias não me foram partilhadas e acabou num caos. Se ele tivesse revelado todo o seu ser e desejo, o céu teria sido o limite, pois eu confiava  nele a 100% e estava entregue por Amor; teria feito de tudo (mais) para o fazer feliz.


"Tia Hook"
Sepia toned Silver Gelatin Print
Copyright 2002
VICTOR

O que mais gosto de sentir? A cumplicidade de alma, corpo e mente entre as partes, num ponto de clash que não tem nome, numa fusão em que bastam os olhares para saber que estamos protegidos e bem entregues. Que alguém vela o meu sono e toma conta de mim - mesmo a marcar-me a fogo, que seja. Esta é a minha versão idealista do BDSM - uma espécie de amor que cola e funde as partes, quebrando limites e abrindo horizontes.
A versão realista?
Pobre, muito pobre - enquanto a hierarquia não for abalada pelo princípio de que não é por ser Dom/Domme que já ganhou o jogo e eles se vão instalando confortavelmente atrás de chicotes e chibatas sem mais adoçantes e sem entrega, continuará a ser o que temos mais no Meio.
E com a mudança de mentalidade que permitiu que de voyeurs todos se tenham tornado participantes - a coisa piora; passou-se a fogueiras de vaidades e competição pela teatrialidade dos actos perpetuados em concursos fotográficos sem fim. De um extremo a outro. O que levanta a pergunta - é preciso "mostrar currículo" para se ser Dom/Domme ou sub?
Não critico, mas tenho consciência que quem chega de novo, adquire a noçao de que se nao tiver umas 500 fotos para partilhar jamais será aceite e conhecido e poderá perder acessibilidade ao Meio.
Já caí na armadilha também; durante anos tive fotos minhas, em sessão, escondidas e, por arrasto, recentemente acabei por expor algumas, por variadas razões - para agradecer a quem me submeteu, porque gostei das fotos e naquele momento faziam sentido e por questões pessoais que, reconheço agora, foram o pior motivo de todos. Mas quem não o fez já?

Não faço BDSM quando posso.
Todos tivemos uma endurance de sessões descartáveis no começo do nosso percurso e fizeram sentido, mas a partir de certo ponto - chega e há outro nível a ascender.
Já tive vários Donos e coleiras em relações mais ou menos prolongadas - desde 1 ano a quase 4 anos...
Não sou submissa de saltar de Dom para Dom - porque não é o SM que me move, mas o BDSM e esse carece de emissor/receptor a tempo inteiro. Mas já fiz SM em contexto amigavel de festa, sempre com alguem que sei não me deixará cair... nao sessão, mas olhos a brilhar e corpo à espera e alma a borbulhar.
Adianto até que o último Dono que tive, recentemente, nem sonhou que fui sua, sem sexo, coleira ou futuro. Mas enquanto durou foi assombroso...


Há Doms/Dommes que não reconhecem um submisso que se lhes entrega nem que eles o escrevessem na sua testa - a febre da dor altera a visão da entrega.

(Continua...)

sábado, junho 30, 2012

bondarina Vs bondarina V


("escrava" em dialecto Kenji/Japão)


5) Quando descobriu o BDSM na Internet, assumiu logo, visualmente, ser submissa?  
Ao pesquisar online, descobri um paraíso escondido, especialmente no tão famoso (por mérito) site "Desejo Secreto" (BR) e por indicação "INSEX" (EUA).
Pelo lado gráfico, visual, relativamente à minha descoberta virgem, a primeira indicação fez-se com as Dominadoras, curiosamente.Imagens poderosas de mulheres fortes em roupa sexy e com o Poder na mão, em oposição às desgraçadas nuas, descalças e a rastejar num chão sujo - as submissas. Não reparei na parte masculina - nem nos submissos, nem nos Dominadores. E senti total aversão por imagens mais fortes de SM - a beleza do acto de Dominar e ser dominado fascinou-me - digerir a dor em contexto visual nao me seduziu, causando até alguma aversão.
Tendo eu uma personalidade forte no quotidiano, numa primeira impressão não me atraíu minimamente a imagem física passada das mulheres dominadas; de imediato avaliei (erradamente, soube depois) falta de dignidade e auto-estima.
Portanto, não arquivei a ideia de submissa, até passar das imagens aos textos (especialmente relatos na 1ª pessoa) e quando finalmente senti a luxúria entrepernas, a instalar-se como um vírus, a ganhar caminho.
Nessas descrições, a imediata colagem ao que sentia nas minhas fantasias e até no ocasional rough sex emergiram e ganharam forma.

E a concretização das fantasias aconteceu de ânimo leve e rapidamente?
Não. Talvez pelo facto de ser uma pessoa de forte personalidade e tímida, retraída (apesar de disfarçar bem), o processo foi moroso. Continuei a querer saber e perceber mais e mais, especialmente nos Canais temáticos de IRC/MIRC (então em voga) e ao fazer amizade nética com "veteranos/as" no BDSM Português.
Ainda hoje reconheço ter tido muita sorte, numa primeira fase, ao conhecer as pessoas certas, algumas que até hoje se mantiveram Amigas, anos volvidos.
Complementava a aprendizagem com leituras temáticas clássicas, idas a sites e blogs do tema; ainda hoje considero os últimos, generalizando, os espaços mais credíveis para se entender o que é, na pele, o BDSM. Na altura não havia a febre nética que se verifica agora, nem tanta oferta, donde, todos líamos e conhecíamos, inevitavelmente, as mesmas referências e "nicks".

...One Lock One Key...

Que idade tinhas quando tiveste a tua primeira sessão? (fear)
Trinta e nove anos.
Depois de me informar imenso e com consciência, vontade e determinação.
Aliás, defendo que a prática do BDSM ou/e do B, D/s e do SM - deveria ter uma idade mínima reconhecida, pelos 30 anos e nunca menos.
Não se trata de maturidade quantitativa, mas de experiências vividas, auto-conhecimento de desejos e rumos, e capacidade de auto-controle.
A Dominação/submissão mexe profundamente com alma e mente e o SM com o corpo e os limites individuais; em qualquer das vertentes, o vício da adrenalina instala-se e o horizonte muda de sítio a cada hora. Pode ser perigoso e deixar marcas eternas.
Jovens a iniciar o seu caminho, sem referências pessoais, não terão a mesma couraça ou/e consciência de perigo ao colocar a sua Vida na mão de outrem ou terceiros.
Nem falo agora nos motivos que levam alguém a praticar BDSM, senão o SEXO acessível estaria no topo da lista - e eu refuto essa tendência...

Como descobriste a tua posição no BDSM? E nunca duvidaste da mesma? (Cruela)
Curiosamente através de swingers - um casal e um single, separadamente. Com o meu mentor (do casal) eram noites infinitas a debater o assunto e a trocar info para beginners (até ao primeiro encontro com ambos), com o single, além da inicial conversa aprazível e útil trocada e uns laivos eróticos via MSN, só in loco ele tirou as dúvidas, numa abordagem que deveria ser meramente sexual mas que ele explorou para um soft D/s e eu correspondi. Considero esse o momento carnal da revelação e primeira sessão, embora sem esse título no momento...



Se já duvidei da minha tendência submissa? Não.
Como todas as mulheres enganadas ou traídas, há um dia na Vida em que amaldiçoamos o Homem e até verbalizamos que o mataríamos de pancada, mas isso é teoria e passa depressa.
Não tive nem tenho tendência Dominadora, mas já experimentei SM em homens, duas ou tres vezes e gostei - a prática do SM per si, em que, vendo bem, estou igualmente a dar ao Homem o que ele deseja, não me assusta nem me baralha.
Dominação não é SM e eu jamais tive interesse/necessidade em ser a Dona da Alma dum Homem Submisso.
As práticas SM podem ser estanques e isso soube-me muito bem, enquanto fiz o parceiro feliz; noutro contexto, seria impensável. Claro que, como sucede com muitas ex-subs, seria mais fácil "vingar-me dos gajos" e passar a arrear-lhes, porque sim - não acontece comigo e se depender de mim, jamais acontecerá.
Portanto, com mais ou menos chibatada a pedido de Amigos homens submissos, para os fazer felizes - não, nunca me ocorreu ser Domme! Apesar de me dar prazer essa interacção...

(continua)

quinta-feira, junho 28, 2012

bondarina Vs bondarina IV


(foto Sir LancelotLX, montagem Aerelon)


4) Como te observas dentro e fora da bondarina? (pulga perguntou)

Deveria ser igual, mas por vicissitudes do caminho, não foi bem assim...

Continuo a mesma pessoa, embora no quotidiano tenha personalidade forte e imposta - o que não altera a minha submissão em contexto. No entanto não me considero uma "submissa de cartilha" - não compactuo num "play/sessão" se estiver desmotivada ou a representar, interrompo-as mesmo; não me entrego facilmente enquanto não sentir total confiança em quem ponho a minha Vida nas mãos; detesto injustiças e se um Dom diz que me vai castigar por uma situação inexistente faço o reparo, embora aceite o que se segue; etc, etc.  Não acredito que ser submisso signifique ser vítima ou "o sacrificado" - entendi sempre e defendo que BDSM é um jogo que começa a dois, e as fantasias de ambas devem ser realizadas na medida do possível; se um dos pares apenas e egoisticamente encarna um papel de omnipotente e tirano, para mim deixa de ser BDSM e há sim uma certa "violentação" dos parâmetros.

Porque na minha jornada me deram latitude e adjectivaram e projectaram como "famosa" (suponho que no sentido de gostarem do que afirmava e das minhas posições públicas sobre temas tabú até), porque integrei o Projecto Dominium com visibilidade, porque a certo ponto cheguei a sofrer o "peso da fama" - necessariamente a bondarina fora das entregas a um Dom/Dono teve de se adaptar e fazer mil malabrismos para agradar a gregos e troianos - com muita perda pelo meio, embora valesse a pena!

Mas na essência a bondarina é só uma e será sempre; mantive-me fiel a princípios de que jamais abdicarei e continuo a ajudar quem precisar. Inimigos? Claro que os fiz, mas quem não faz. ao longo da Vida, em qualquer micro-cosmos...
A bondarina/eu fez tudo que tinha a fazer - em público e em contexto BDSM, sem remorsos, culpas ou arrependimentos. O que saiu bem, excelente, o que nao saiu tão bem - faz parte de aprender!
Se a bondarina tivesse de mudar - teria morrido!

quinta-feira, junho 21, 2012

Masturbação no Feminino

“Quatro razões porque as mulheres se deveriam masturbar mais frequentemente…”


Por Moushumi Ghose
(MA MFT, Terapeuta Sexual)



"... A palavra masturbação vem do latim, "manustrupare" ou ainda "masturbatio", sujar as mãos, ou prostituir ,daí podemos perceber a enorme conotação negativa que herdamos com relação a prática da masturbação."

in blog "Segredos-Femininos"


 


 
“Como tocar-se a si mesma pode ajudar o seu relacionamento.


Enquanto a masturbação é uma parte valiosa e necessária de uma sexualidade saudável, muitas vezes é a parte silenciosa da sexualidade individual - a parte de que as pessoas muitas vezes têm vergonha. Então, eu estou aqui para quebrar alguns mitos sobre a masturbação. É uma pena que a nossa sociedade incentive a vergonha e a culpa em relação à masturbação. No entanto, apesar da atitude reclusa que a maioria tem adoptado sobre o assunto, a maioria dos homens masturbam-se e reconhecem-no abertamente entre seus pares masculinos.

Quando se trata de masturbação, as mulheres são diferentes. Uma parcela significativamente maior de mulheres ou não se masturba ou nega-o. Bem, senhoras, aqui estão algumas informações sobre porque a masturbação pode ser boa não só para si, mas também para os seus relacionamentos. Aqui estão quatro razões pelas quais se deve masturbar.


1. Masturbação ajuda-nos a conhecer os nossos corpos e as nossas mentes!


Através da masturbação, aprendemos sobre o que nos excita. Mentalmente, podemos entrar em sintonia com as nossas fantasias para entender os tipos de coisas que nos excitam durante a masturbação. Enquanto se masturba, fantasia sobre ser dominada ou ser observada? Estas são pistas que nos ajudam a entender o que nos faz funcionar, e por sua vez, podemos começar a entender como conseguir que as nossas necessidades sejam satisfeitas por um parceiro.

Mulheres que têm problemas com a excitação ou o orgasmo podem beneficiar muito da masturbação e da auto exploração do seu corpo, para conhecer em maior profundidade as suas técnicas corporais. Senhoras, se estão tendo problemas para se masturbar, também sugiro experimentar com alguns "brinquedos". Usar um vibrador, por exemplo, é uma forma comum de as mulheres aprenderem a atingir o orgasmo. Investir num vibrador pode ser algo que você quer juntar ao seu repertório sexual. Familiarizar-se com o seu corpo através do uso de um vibrador também é uma boa maneira de avaliar o que você gosta, e pode ser também divertido e emocionante para introduzir na relação com um parceiro sexual.




2. Masturbação tem benefícios para a saúde!


A masturbação pode aliviar a tensão e o stress e pode ajudar cna incapacidade de dormir. Há evidência de que as substâncias químicas libertadas durante o orgasmo podem ajudar a curar a depressão. Além disso, há um estudo que sugere que as mulheres que se masturbam têm mais probabilidade de se preocupar com sua saúde sexual e visitar o ginecologista com mais frequência. A masturbação é também uma óptima maneira de evitar o risco ou preocupação com gravidez e DSTs.


3. Entregando-se a si mesma você pode ser uma pessoa mais atraente, sexualmente!


O conceito de que uma mulher sexualmente activa não precisa de se masturbar na verdade é uma falácia. Sexo com um parceiro é excelente mas a masturbação também! Por que privar-se de um, só porque tem o outro? Simplesmente não faz sentido. Será que se privaria de um bolo só porque também tem sorvete? Não, eu não penso assim. Na Itália, comem pizza antes de comer macarrão. Um pouco de indulgência no desenvolvimento do seu repertório sexual vai fazer de si uma pessoa mais sexy também.




4. Masturbação mútua durante sexo com um parceiro é excelente!


A masturbação mútua retira o foco da necessidade de satisfazer o outro e pode ajudar os casais a reconhecerem o valor do auto-prazer e auto-estima dentro de um relacionamento. E, claro, ajuda-nos a conhecermo-nos um ao outro um pouco melhor. Saber o que gosta e como agradar a si mesmo vai fazer de si uma amante melhor, mas pode ser também excitante para um parceiro.



Então, vá em frente e procure conhecer-se um pouco melhor! Tire as suas roupas, tome um banho, olhe-se nua no espelho, vista algo sexy e siga em frente e toque-se a si mesma. Ficará feliz por o fazer!”


(Todas as fotos tiradas da Net)


quinta-feira, junho 14, 2012

bondarina vs bondarina III

3. Podes descrever esses diálogos enquanto "a sede apertava"?(J.C.)


* No seguimento do que disse antes, os meus “diálogos” imaginários ao espelho ou na escuridão do leito, giravam em torno de humilhação com ordens e sevícias e garganta seca. O algoz/es e a “vítima” em situação de hierarquia forçada e sem alternativa de fuga. As reproduções de cenas de tortura da Idade Média em filmes, a Literatura que reproduzia os Grandes Julgamentos, etc - eram uma constante transposta para a imaginação. Um pouco retirado dos filmes que via e o resto apimentado por mim; reforço que não era a componente sexual a mais presente, embora o sexo anal fosse constante nas humilhações.

Achas que as tuas vivências e fantasias enquanto criança e adolescente são importantes para o Presente?
(Cruela)


*Sem dúvida que são. Se não tivesse começado cedo a explorar sexualmente o meu corpo, depois com pormenores de dor e castigo e recompensa, certamente seria mais reprimida e mais contida pela vida fora. Nunca fui uma louca, mas em privado sentia uma autoconfiança sexual que me fazia bem e aos meus parceiros, generalizando. Bem como no BDSM – sentindo-me bem com o meu corpo, uma barreira estava ultrapassada…


*Quando dizes: "Sem me aperceber, fazia um pouco da tão em voga masturbação "tântrica" e controlar os orgasmos era um desafio. Pobre vítima...", interpreto que consideravas uma tortura prazerosa e ias-te apercebendo da tua condição submissa. Isso incomodava-te quando saías desse êxtase sexual?
(pergunta de Felídeo)


*Não me ia apercebendo da minha condição submissa, pois na época nada do que falamos hoje, aqui, tinha nome; estava lá, era um facto, não prescindia dos meus momentos de prazer, mas nada tinha nome – apenas tinha consciência de ser “a vítima” em fantasias sexuais (achava então). O sair do êxtase… era tão normal como atingi-lo e nessa idade não perdia tempo a filosofar sobre o que se passava – apenas desfrutava, chegando a adormecer cheia de tralha em mim, após um orgasmo. Era acção/consequência – sem grandes dissertações!


 
(ilustrações retiradas da Net)