"TODOS SÃO CAPAZES DE DOMINAR UMA DÔR, EXCEPTO QUEM A SENTE!" William Shakespeare
quinta-feira, junho 28, 2012
bondarina Vs bondarina IV
(foto Sir LancelotLX, montagem Aerelon)
4) Como te observas dentro e fora da bondarina? (pulga perguntou)
Deveria ser igual, mas por vicissitudes do caminho, não foi bem assim...
Continuo a mesma pessoa, embora no quotidiano tenha personalidade forte e imposta - o que não altera a minha submissão em contexto. No entanto não me considero uma "submissa de cartilha" - não compactuo num "play/sessão" se estiver desmotivada ou a representar, interrompo-as mesmo; não me entrego facilmente enquanto não sentir total confiança em quem ponho a minha Vida nas mãos; detesto injustiças e se um Dom diz que me vai castigar por uma situação inexistente faço o reparo, embora aceite o que se segue; etc, etc. Não acredito que ser submisso signifique ser vítima ou "o sacrificado" - entendi sempre e defendo que BDSM é um jogo que começa a dois, e as fantasias de ambas devem ser realizadas na medida do possível; se um dos pares apenas e egoisticamente encarna um papel de omnipotente e tirano, para mim deixa de ser BDSM e há sim uma certa "violentação" dos parâmetros.
Porque na minha jornada me deram latitude e adjectivaram e projectaram como "famosa" (suponho que no sentido de gostarem do que afirmava e das minhas posições públicas sobre temas tabú até), porque integrei o Projecto Dominium com visibilidade, porque a certo ponto cheguei a sofrer o "peso da fama" - necessariamente a bondarina fora das entregas a um Dom/Dono teve de se adaptar e fazer mil malabrismos para agradar a gregos e troianos - com muita perda pelo meio, embora valesse a pena!
Mas na essência a bondarina é só uma e será sempre; mantive-me fiel a princípios de que jamais abdicarei e continuo a ajudar quem precisar. Inimigos? Claro que os fiz, mas quem não faz. ao longo da Vida, em qualquer micro-cosmos...
A bondarina/eu fez tudo que tinha a fazer - em público e em contexto BDSM, sem remorsos, culpas ou arrependimentos. O que saiu bem, excelente, o que nao saiu tão bem - faz parte de aprender!
Se a bondarina tivesse de mudar - teria morrido!
sábado, junho 23, 2012
quinta-feira, junho 21, 2012
Masturbação no Feminino
“Quatro razões porque as mulheres se deveriam masturbar mais frequentemente…”
Por Moushumi Ghose
(MA MFT, Terapeuta Sexual)
"... A palavra masturbação vem do latim, "manustrupare" ou ainda "masturbatio", sujar as mãos, ou prostituir ,daí podemos perceber a enorme conotação negativa que herdamos com relação a prática da masturbação."
in blog "Segredos-Femininos"
"... A palavra masturbação vem do latim, "manustrupare" ou ainda "masturbatio", sujar as mãos, ou prostituir ,daí podemos perceber a enorme conotação negativa que herdamos com relação a prática da masturbação."
in blog "Segredos-Femininos"
Enquanto a masturbação é uma parte valiosa e necessária de uma sexualidade saudável, muitas vezes é a parte silenciosa da sexualidade individual - a parte de que as pessoas muitas vezes têm vergonha. Então, eu estou aqui para quebrar alguns mitos sobre a masturbação. É uma pena que a nossa sociedade incentive a vergonha e a culpa em relação à masturbação. No entanto, apesar da atitude reclusa que a maioria tem adoptado sobre o assunto, a maioria dos homens masturbam-se e reconhecem-no abertamente entre seus pares masculinos.
Quando se trata de masturbação, as mulheres são diferentes. Uma parcela significativamente maior de mulheres ou não se masturba ou nega-o. Bem, senhoras, aqui estão algumas informações sobre porque a masturbação pode ser boa não só para si, mas também para os seus relacionamentos. Aqui estão quatro razões pelas quais se deve masturbar.
1. Masturbação ajuda-nos a conhecer os nossos corpos e as nossas mentes!
Através da masturbação, aprendemos sobre o que nos excita. Mentalmente, podemos entrar em sintonia com as nossas fantasias para entender os tipos de coisas que nos excitam durante a masturbação. Enquanto se masturba, fantasia sobre ser dominada ou ser observada? Estas são pistas que nos ajudam a entender o que nos faz funcionar, e por sua vez, podemos começar a entender como conseguir que as nossas necessidades sejam satisfeitas por um parceiro.
Mulheres que têm problemas com a excitação ou o orgasmo podem beneficiar muito da masturbação e da auto exploração do seu corpo, para conhecer em maior profundidade as suas técnicas corporais. Senhoras, se estão tendo problemas para se masturbar, também sugiro experimentar com alguns "brinquedos". Usar um vibrador, por exemplo, é uma forma comum de as mulheres aprenderem a atingir o orgasmo. Investir num vibrador pode ser algo que você quer juntar ao seu repertório sexual. Familiarizar-se com o seu corpo através do uso de um vibrador também é uma boa maneira de avaliar o que você gosta, e pode ser também divertido e emocionante para introduzir na relação com um parceiro sexual.
2. Masturbação tem benefícios para a saúde!
A masturbação pode aliviar a tensão e o stress e pode ajudar cna incapacidade de dormir. Há evidência de que as substâncias químicas libertadas durante o orgasmo podem ajudar a curar a depressão. Além disso, há um estudo que sugere que as mulheres que se masturbam têm mais probabilidade de se preocupar com sua saúde sexual e visitar o ginecologista com mais frequência. A masturbação é também uma óptima maneira de evitar o risco ou preocupação com gravidez e DSTs.
3. Entregando-se a si mesma você pode ser uma pessoa mais atraente, sexualmente!
O conceito de que uma mulher sexualmente activa não precisa de se masturbar na verdade é uma falácia. Sexo com um parceiro é excelente mas a masturbação também! Por que privar-se de um, só porque tem o outro? Simplesmente não faz sentido. Será que se privaria de um bolo só porque também tem sorvete? Não, eu não penso assim. Na Itália, comem pizza antes de comer macarrão. Um pouco de indulgência no desenvolvimento do seu repertório sexual vai fazer de si uma pessoa mais sexy também.
4. Masturbação mútua durante sexo com um parceiro é excelente!
A masturbação mútua retira o foco da necessidade de satisfazer o outro e pode ajudar os casais a reconhecerem o valor do auto-prazer e auto-estima dentro de um relacionamento. E, claro, ajuda-nos a conhecermo-nos um ao outro um pouco melhor. Saber o que gosta e como agradar a si mesmo vai fazer de si uma amante melhor, mas pode ser também excitante para um parceiro.
Então, vá em frente e procure conhecer-se um pouco melhor! Tire as suas roupas, tome um banho, olhe-se nua no espelho, vista algo sexy e siga em frente e toque-se a si mesma. Ficará feliz por o fazer!”
(Todas as fotos tiradas da Net)
domingo, junho 17, 2012
quinta-feira, junho 14, 2012
bondarina vs bondarina III
3. Podes descrever esses diálogos enquanto "a sede apertava"?(J.C.)
* No seguimento do que disse antes, os meus “diálogos” imaginários ao espelho ou na escuridão do leito, giravam em torno de humilhação com ordens e sevícias e garganta seca. O algoz/es e a “vítima” em situação de hierarquia forçada e sem alternativa de fuga. As reproduções de cenas de tortura da Idade Média em filmes, a Literatura que reproduzia os Grandes Julgamentos, etc - eram uma constante transposta para a imaginação. Um pouco retirado dos filmes que via e o resto apimentado por mim; reforço que não era a componente sexual a mais presente, embora o sexo anal fosse constante nas humilhações.
Achas que as tuas vivências e fantasias enquanto criança e adolescente são importantes para o Presente?
(Cruela)
*Sem dúvida que são. Se não tivesse começado cedo a explorar sexualmente o meu corpo, depois com pormenores de dor e castigo e recompensa, certamente seria mais reprimida e mais contida pela vida fora. Nunca fui uma louca, mas em privado sentia uma autoconfiança sexual que me fazia bem e aos meus parceiros, generalizando. Bem como no BDSM – sentindo-me bem com o meu corpo, uma barreira estava ultrapassada…
*Quando dizes: "Sem me aperceber, fazia um pouco da tão em voga masturbação "tântrica" e controlar os orgasmos era um desafio. Pobre vítima...", interpreto que consideravas uma tortura prazerosa e ias-te apercebendo da tua condição submissa. Isso incomodava-te quando saías desse êxtase sexual?
(pergunta de Felídeo)
*Não me ia apercebendo da minha condição submissa, pois na época nada do que falamos hoje, aqui, tinha nome; estava lá, era um facto, não prescindia dos meus momentos de prazer, mas nada tinha nome – apenas tinha consciência de ser “a vítima” em fantasias sexuais (achava então). O sair do êxtase… era tão normal como atingi-lo e nessa idade não perdia tempo a filosofar sobre o que se passava – apenas desfrutava, chegando a adormecer cheia de tralha em mim, após um orgasmo. Era acção/consequência – sem grandes dissertações!
(ilustrações retiradas da Net)
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