quinta-feira, junho 21, 2012

Masturbação no Feminino

“Quatro razões porque as mulheres se deveriam masturbar mais frequentemente…”


Por Moushumi Ghose
(MA MFT, Terapeuta Sexual)



"... A palavra masturbação vem do latim, "manustrupare" ou ainda "masturbatio", sujar as mãos, ou prostituir ,daí podemos perceber a enorme conotação negativa que herdamos com relação a prática da masturbação."

in blog "Segredos-Femininos"


 


 
“Como tocar-se a si mesma pode ajudar o seu relacionamento.


Enquanto a masturbação é uma parte valiosa e necessária de uma sexualidade saudável, muitas vezes é a parte silenciosa da sexualidade individual - a parte de que as pessoas muitas vezes têm vergonha. Então, eu estou aqui para quebrar alguns mitos sobre a masturbação. É uma pena que a nossa sociedade incentive a vergonha e a culpa em relação à masturbação. No entanto, apesar da atitude reclusa que a maioria tem adoptado sobre o assunto, a maioria dos homens masturbam-se e reconhecem-no abertamente entre seus pares masculinos.

Quando se trata de masturbação, as mulheres são diferentes. Uma parcela significativamente maior de mulheres ou não se masturba ou nega-o. Bem, senhoras, aqui estão algumas informações sobre porque a masturbação pode ser boa não só para si, mas também para os seus relacionamentos. Aqui estão quatro razões pelas quais se deve masturbar.


1. Masturbação ajuda-nos a conhecer os nossos corpos e as nossas mentes!


Através da masturbação, aprendemos sobre o que nos excita. Mentalmente, podemos entrar em sintonia com as nossas fantasias para entender os tipos de coisas que nos excitam durante a masturbação. Enquanto se masturba, fantasia sobre ser dominada ou ser observada? Estas são pistas que nos ajudam a entender o que nos faz funcionar, e por sua vez, podemos começar a entender como conseguir que as nossas necessidades sejam satisfeitas por um parceiro.

Mulheres que têm problemas com a excitação ou o orgasmo podem beneficiar muito da masturbação e da auto exploração do seu corpo, para conhecer em maior profundidade as suas técnicas corporais. Senhoras, se estão tendo problemas para se masturbar, também sugiro experimentar com alguns "brinquedos". Usar um vibrador, por exemplo, é uma forma comum de as mulheres aprenderem a atingir o orgasmo. Investir num vibrador pode ser algo que você quer juntar ao seu repertório sexual. Familiarizar-se com o seu corpo através do uso de um vibrador também é uma boa maneira de avaliar o que você gosta, e pode ser também divertido e emocionante para introduzir na relação com um parceiro sexual.




2. Masturbação tem benefícios para a saúde!


A masturbação pode aliviar a tensão e o stress e pode ajudar cna incapacidade de dormir. Há evidência de que as substâncias químicas libertadas durante o orgasmo podem ajudar a curar a depressão. Além disso, há um estudo que sugere que as mulheres que se masturbam têm mais probabilidade de se preocupar com sua saúde sexual e visitar o ginecologista com mais frequência. A masturbação é também uma óptima maneira de evitar o risco ou preocupação com gravidez e DSTs.


3. Entregando-se a si mesma você pode ser uma pessoa mais atraente, sexualmente!


O conceito de que uma mulher sexualmente activa não precisa de se masturbar na verdade é uma falácia. Sexo com um parceiro é excelente mas a masturbação também! Por que privar-se de um, só porque tem o outro? Simplesmente não faz sentido. Será que se privaria de um bolo só porque também tem sorvete? Não, eu não penso assim. Na Itália, comem pizza antes de comer macarrão. Um pouco de indulgência no desenvolvimento do seu repertório sexual vai fazer de si uma pessoa mais sexy também.




4. Masturbação mútua durante sexo com um parceiro é excelente!


A masturbação mútua retira o foco da necessidade de satisfazer o outro e pode ajudar os casais a reconhecerem o valor do auto-prazer e auto-estima dentro de um relacionamento. E, claro, ajuda-nos a conhecermo-nos um ao outro um pouco melhor. Saber o que gosta e como agradar a si mesmo vai fazer de si uma amante melhor, mas pode ser também excitante para um parceiro.



Então, vá em frente e procure conhecer-se um pouco melhor! Tire as suas roupas, tome um banho, olhe-se nua no espelho, vista algo sexy e siga em frente e toque-se a si mesma. Ficará feliz por o fazer!”


(Todas as fotos tiradas da Net)


quinta-feira, junho 14, 2012

bondarina vs bondarina III

3. Podes descrever esses diálogos enquanto "a sede apertava"?(J.C.)


* No seguimento do que disse antes, os meus “diálogos” imaginários ao espelho ou na escuridão do leito, giravam em torno de humilhação com ordens e sevícias e garganta seca. O algoz/es e a “vítima” em situação de hierarquia forçada e sem alternativa de fuga. As reproduções de cenas de tortura da Idade Média em filmes, a Literatura que reproduzia os Grandes Julgamentos, etc - eram uma constante transposta para a imaginação. Um pouco retirado dos filmes que via e o resto apimentado por mim; reforço que não era a componente sexual a mais presente, embora o sexo anal fosse constante nas humilhações.

Achas que as tuas vivências e fantasias enquanto criança e adolescente são importantes para o Presente?
(Cruela)


*Sem dúvida que são. Se não tivesse começado cedo a explorar sexualmente o meu corpo, depois com pormenores de dor e castigo e recompensa, certamente seria mais reprimida e mais contida pela vida fora. Nunca fui uma louca, mas em privado sentia uma autoconfiança sexual que me fazia bem e aos meus parceiros, generalizando. Bem como no BDSM – sentindo-me bem com o meu corpo, uma barreira estava ultrapassada…


*Quando dizes: "Sem me aperceber, fazia um pouco da tão em voga masturbação "tântrica" e controlar os orgasmos era um desafio. Pobre vítima...", interpreto que consideravas uma tortura prazerosa e ias-te apercebendo da tua condição submissa. Isso incomodava-te quando saías desse êxtase sexual?
(pergunta de Felídeo)


*Não me ia apercebendo da minha condição submissa, pois na época nada do que falamos hoje, aqui, tinha nome; estava lá, era um facto, não prescindia dos meus momentos de prazer, mas nada tinha nome – apenas tinha consciência de ser “a vítima” em fantasias sexuais (achava então). O sair do êxtase… era tão normal como atingi-lo e nessa idade não perdia tempo a filosofar sobre o que se passava – apenas desfrutava, chegando a adormecer cheia de tralha em mim, após um orgasmo. Era acção/consequência – sem grandes dissertações!


 
(ilustrações retiradas da Net)

terça-feira, junho 12, 2012



Pode parecer incongruente que subscreva esta afirmação no seguimento da exposição a que me propus.
Não é, de todo. Pelo contrário...
Não vivo no Passado mas ele existiu e fez-me como sou hoje, num qualquer caminho em linha recta ou não, mas o Passado justifica o Presente, este meu Presente.
Se me perguntarem se alguém tem algo a ver com a minha vida, a minha intimidade, o meu ser e alma - para me expôr de tal modo - a resposta será não!
Contudo, no contexto BDSM, o percurso de uma submissa pode ajudar outras submissas e, espero eu, Dominadores/as a entenderem melhor quem está na ponta do chicote.
Eu sou apenas uma submissa e não há duas iguais, mas não sou excepcional, portanto talvez a generalização seja possível...
Pena tenho que poucos Doms se revelem e confessem em profundidade e facilitem mais e melhor as relações interpessoais neste contexto.

domingo, junho 10, 2012

bondarina vs bondarina II




by Dom Beto

bondarina entrevista bondarina


2 . Fala-me dos objectos e de que forma os usavas... (pergunta de J.C.)

  • "Nunca fui precoce em nada, excepto na ânsia de ler e ter Conhecimento; ver muita TV, na época, permitia-me criar imaginários e as situações de vitimização eram as preferidas. Quando o meu corpo começou a pedir água, punha mantos e xailes sobre mim, seminua, via-me no espelho e na cabeça construía diálogos. Depois, na cama, as mãos e dedos não chegavam e improvisava - um spray desodorizante (curiosamente chamado IMPULSE) que conservo até hoje, foi o meu primeiro vibrador, vaginal e anal; ganchos de alumínio do cabelo, facilmente dobráveis, prendiam a língua e os lábios vaginais, vendava-me com lenços de cabeça e nao raramente fazia o que viria a ser uma coleira com os ditos trapos. Com a sede por saciar em silenciosos e complicados exercícios nocturnos - mais quatro pessoas a dormir em casa - a necessidade de mais e o prazer na dor orgásmica cresceram e o que pudesse ser usado sem causar danos era apanhado, lavado e posto a uso. Muito jovem e sem nenhuma experiência ou contacto sexual, os meus night games tornaram-se quase vício e podiam demorar até uma hora... Sem me aperceber, fazia um pouco da tão em voga masturbação "tântrica" e controlar os orgasmos era um desafio. Pobre vítima..."






(continua)