domingo, junho 10, 2012

bondarina vs bondarina II




by Dom Beto

bondarina entrevista bondarina


2 . Fala-me dos objectos e de que forma os usavas... (pergunta de J.C.)

  • "Nunca fui precoce em nada, excepto na ânsia de ler e ter Conhecimento; ver muita TV, na época, permitia-me criar imaginários e as situações de vitimização eram as preferidas. Quando o meu corpo começou a pedir água, punha mantos e xailes sobre mim, seminua, via-me no espelho e na cabeça construía diálogos. Depois, na cama, as mãos e dedos não chegavam e improvisava - um spray desodorizante (curiosamente chamado IMPULSE) que conservo até hoje, foi o meu primeiro vibrador, vaginal e anal; ganchos de alumínio do cabelo, facilmente dobráveis, prendiam a língua e os lábios vaginais, vendava-me com lenços de cabeça e nao raramente fazia o que viria a ser uma coleira com os ditos trapos. Com a sede por saciar em silenciosos e complicados exercícios nocturnos - mais quatro pessoas a dormir em casa - a necessidade de mais e o prazer na dor orgásmica cresceram e o que pudesse ser usado sem causar danos era apanhado, lavado e posto a uso. Muito jovem e sem nenhuma experiência ou contacto sexual, os meus night games tornaram-se quase vício e podiam demorar até uma hora... Sem me aperceber, fazia um pouco da tão em voga masturbação "tântrica" e controlar os orgasmos era um desafio. Pobre vítima..."






(continua)

sexta-feira, junho 08, 2012

NOTA

Acerca do post abaixo - bondarina vs bondarina - não se trata de puro narcisismo, mas apenas de uma submissa a falar de si e do seu percurso.

Seria ideal que Doms e subs o fizessem mais e muito, mas eu penso por mim e decidi abrir a alma em contexto BDSM.

Evidentemente que se colocarem perguntas (no comentário) as tentarei responder e se poderá traçar uma linha mais completa sobre BDSM, submissão e esta submissa...

Fica o reparo!
Obrigada.

quarta-feira, junho 06, 2012

bondarina vs bondarina I

by Dom Beto (BR)



bondarina entrevista bondarina

 1) Em que momento entende que o BDSM lhe foi revelado?



"Fisicamente, suponho que teria uns 12 ou 13 anos, ao entrar na puberdade e a descobrir solitariamente o meu corpo.


No entanto, fui criada em casa até entrar na Primária, quatro anos sem irmãos, só a mãe comigo o dia todo. Era uma miúda pacata que se entretinha bastante sozinha e que adorava TV. Então, devorava tudo o que dava na televisão - na época apenas um canal a P/B, num país com censura onde só eram exibidos filmes de cowboys e grandes epopeias. Quando me ia deitar, encarnava as vítimas dos filmes e custava-me a adormecer – então teria 6, 7, 8 anos.


Com a puberdade e a descoberta da minha sexualidade, as fantasias eram repetidamente de vítima – fosse a inocente princesa presa na torre do castelo, no começo, evoluindo até à atraente jovem do Liceu na paragem do autocarro ao entardecer, que acaba raptada de carro por três meliantes é levada para um celeiro, isolada, três dias – sempre sem ver a cara dos assaltantes. Curiosamente, embora sentisse grande excitação sexual, nas fantasias sobressaíam mais a humilhação e impotência que explorava com muita imaginação. Nessa altura, aos 12, 13 anos, já me masturbava com objectos fálicos improvisados, tanto vaginal como analmente, atava-me e vendava-me, etc. Na realidade só comprei o meu primeiro dildo depois dos 35 anos, na mesma altura em que a designação e o termo BDSM chocam comigo de frente, via Internet."

(continua)


(Fica o desafio... Se quiser perguntar algo dentro de contexto e com correcção, não hesite em fazê-lo no comentário e tentarei responder... Obrigada)

Livro Recomendado


"Milhões de Pensamentos Perversos"
 de Ogi Ogas e Sai Gaddam

"Desde sempre, os cientistas que estudam o comportamento se depararam com um problema quase intransponível: como tirar conclusões fiáveis quando a única fonte de informação é aquilo que as pessoas dizem de si próprias. O caso mais difícil é também o exemplo do que há de mais secreto no comportamento humano: as fantasias sexuais.

Até há pouco tempo, aquilo que se sabia era apenas o que as pessoas estavam dispostas a contar. Agora, há um outro instrumento de análise: aquilo que as pessoas deixam registado na Internet.

Foi a esse material que dois neurocientistas norte-americanos se lembraram de recorrer: recolheram, trataram e contabilizaram essas informações e as conclusões a que chegaram estão no livro «Milhões de Pensamentos Perversos».

Em resumo, a conclusão mais evidente não é surpresa nenhuma: homens e mulheres são claramente diferentes e têm fantasias sexuais diferentes.

As conclusões, no fundo, não são propriamente surpreendentes: elas querem histórias, eles querem imagens; elas precisam de vários estímulos para se excitarem, a eles basta-lhes apenas um; elas precisam de romance, eles precisam de aventura. Um caso em que a ciência parece confirmar o senso comum, num livro em que o leitor tem por vezes a sensação de estar a espreitar pelo buraco da fechadura."

29 MAI 2012
 




«Milhões de Pensamentos Perversos»
de Ogi Oggas e Sai Gaddam
Tradução de Michelle Hapetian
 Edição Lua de Papel.

Acabei de chegar...



Na verdade não sei dizer se preciso de spanking ou não, nesta fase de mudança...
SM faz-me falta, mas ternura e carinho também, que por vezes o chá amargo da Vida precisa de açúcar ou mel...
É verdade que não sei se preciso de um spanking ou fisting ou algo que me faça rejubilar os sentidos; talvez sim.
Seria fácil arranjar SM na primeira janela de nick, mas eu não sou assim - SM só faz sentido com D/s como entrada e BDSM como digestivo.
Se tentei? Claro.
Se consegui? Às vezes.
Se valeu a pena...?
Na altura achava que sim, hoje não sei!
As relações interpessoais são tão intrínsecas sem a componente SM que o exercício de o envolver numa colcha de seda nem sempre é fácil.
Se desisti?
Não, embora nunca fosse de ir atrás - as coisas acontecem sem acasos, acredito nisso.
Se me preocupa se preciso de SM com urgência? De todo - a Vida tem tantos degraus que não basta um patamar.
Se vou de viagem?
Não. Acabei de chegar - sem bagagem!