
"TODOS SÃO CAPAZES DE DOMINAR UMA DÔR, EXCEPTO QUEM A SENTE!" William Shakespeare
quarta-feira, outubro 31, 2007
Parabéns ao meu Dono!

Meu Dono, um elogio breve neste dia especial, em que me brinca com a sua presença!
Muitos parabéns e que conte imensos momentos felizes na vida e na Dominação - de preferência comigo a seus pés, Senhor...
"A Virgem e o Cigano", "A criada e o Amo", O Dono e a escrava - às vezes o sonho comanda a Vida!
De olhar baixo, beijo-lhe a mão e agradeço....
segunda-feira, outubro 29, 2007
A minha avó era Domme!

Mantive-me amiga do meu ex-marido desde a separação - há 9 anos.
O meu ex-marido sabe recentemente que sou praticante de BDSM!
E termos como sado-masoquismo, escravas e Donos não lhe são desconhecidos, através de mim...
Há meia hora atrás dizia-me "essa coisa do Dono é que não me entra; não digas isso, por favor...!"
E dei comigo a dizer-lhe que era só um termo, que um Dono era tipo um namorado mas com práticas sado-maso envolvidas.
Fiquei a pensar no que lhe disse.
Não sei bem se definir um Dono nesses termos a alguém exterior a este meio, dá ou não um tom perjurativo à questão, mas se pensar melhor um Dono (como o entendo) não deixa de ser um namorado, com quem se pratica sado-masoquismo (não necessariamente) e Dominação/submissão (quase sempre); talvez o que me escapou referir é que há igualmente total troca de Poder! Não sei se ele entenderia...
Mas a verdade é que muitos dos nossos avós e bisavós eram verdadeiros Donos das nossas avós, numa prática 24/7 for life em que a submissão era oferecida antes da Dominação ser sequer exigida.
Aliás, se remontarmos a um ou dois séculos atrás, as mulheres eram educadas para serem submissas e os homens Dominadores.
A minha avó materna era uma verdadeira Domme, sem práticas SM!
Viúva aos 39 anos com dois filhos menores, classe baixa, no tempo do pós Segunda Guerra, viu-se obrigada pela vida a Dominá-la e a todos à sua volta; mas não era apenas isso, ela era instintivamente Dominadora, apesar de quase ter cegado de tanto chorar quando o marido morreu - nunca saberei se por amor, por desespero, ou por sentir que a vida a tinha traído. Mas a verdade é que conseguiu manter a casa, dar boa educação e uma profissão a ambos os filhos e tornar-se funcionária pública, com a 4ª classe, num tempo em que nem todos eram admitidos pelo Antigo Regime.
Há Dominação e Dominação. E a minha mãe foi Dominada por ela até à sua morte, com mais de 80 anos, por uma mão e determinação férreas... Neste meio, associa-se Dominação imediatamente a SM e não é verdade...
Acho que falei bem ao meu ex-marido.
Um Dono é como um namorado, mas com práticas Sm e D/s.
O meu ex-marido sabe recentemente que sou praticante de BDSM!
E termos como sado-masoquismo, escravas e Donos não lhe são desconhecidos, através de mim...
Há meia hora atrás dizia-me "essa coisa do Dono é que não me entra; não digas isso, por favor...!"
E dei comigo a dizer-lhe que era só um termo, que um Dono era tipo um namorado mas com práticas sado-maso envolvidas.
Fiquei a pensar no que lhe disse.
Não sei bem se definir um Dono nesses termos a alguém exterior a este meio, dá ou não um tom perjurativo à questão, mas se pensar melhor um Dono (como o entendo) não deixa de ser um namorado, com quem se pratica sado-masoquismo (não necessariamente) e Dominação/submissão (quase sempre); talvez o que me escapou referir é que há igualmente total troca de Poder! Não sei se ele entenderia...
Mas a verdade é que muitos dos nossos avós e bisavós eram verdadeiros Donos das nossas avós, numa prática 24/7 for life em que a submissão era oferecida antes da Dominação ser sequer exigida.
Aliás, se remontarmos a um ou dois séculos atrás, as mulheres eram educadas para serem submissas e os homens Dominadores.
A minha avó materna era uma verdadeira Domme, sem práticas SM!
Viúva aos 39 anos com dois filhos menores, classe baixa, no tempo do pós Segunda Guerra, viu-se obrigada pela vida a Dominá-la e a todos à sua volta; mas não era apenas isso, ela era instintivamente Dominadora, apesar de quase ter cegado de tanto chorar quando o marido morreu - nunca saberei se por amor, por desespero, ou por sentir que a vida a tinha traído. Mas a verdade é que conseguiu manter a casa, dar boa educação e uma profissão a ambos os filhos e tornar-se funcionária pública, com a 4ª classe, num tempo em que nem todos eram admitidos pelo Antigo Regime.
Há Dominação e Dominação. E a minha mãe foi Dominada por ela até à sua morte, com mais de 80 anos, por uma mão e determinação férreas... Neste meio, associa-se Dominação imediatamente a SM e não é verdade...
Acho que falei bem ao meu ex-marido.
Um Dono é como um namorado, mas com práticas Sm e D/s.
sexta-feira, outubro 26, 2007

O livro: "Alice No País das Maravilhas" é um livro adorável - narra as (des)aventuras de uma garota adolescente de classe alta que, subitamente, vê o seu mundinho confortável virar às avessas quando aterrisa no País das Maravilhas. Esse novo país põe em xeque tudo o que Alice considera lógico e normal, uma vez que ele é governado pela imaginação e pela fantasia. O conflito da trama, então, é basicamente a sensação de estranhamento de Alice, propiciada por esse universo nonsensical. Mas o mais interessante é quando a graciosa heroína começa a questionar suas próprias percepções do que é “certo” e “errado”.

O autor: Lewis Carroll (1832-1898) era o pseudônimo do reverendo Charles Lutwidge Dodgson, professor de matemática na tradicional Universidade de Oxford.
Homem tímido e reservado, deleitava-se, no entanto, na companhia de crianças, principalmente meninas. "Alice No País das Maravilhas" foi escrito para a sua amiguinha favorita, Alice Liddell. Há inúmeras biografias sobre o autor e muitas se pautam na relação de Carroll com Alice. Sensacionalismos à parte, a sua ligação com Alice é talvez um pouco estranha, como podem comprovar as leituras dos diários de Carroll, bem como de suas cartas e nas inúmeras fotos que ele tirou de Alice. Os diários revelam que ele era um homem cheio de culpas. Acontece que não seria difícil se sentir “culpado” numa sociedade de valores tão moralistas e hipócritas quanto a vitoriana.
in http://publicoeprivado.wordpress.com/2007/01/08/
A propósito de um texto fantástico postado em www.ograaldavida.blogspot.com de nome "um dia na vida", deixo aqui, dedicado ao seu autor, meu Dono, um epílogo menos infantil do que parece...
"Acabou o sonho, queridos meninos,
da nossa Alice, pelo país
que numas horas de fantasia
a fez feliz.
Que também vós tenhais gozado
com o relato da sua aventura
é apenas o que eu desejo.
Vossa ventura,
amados meninos, faz-me feliz,
pois embora estejam longe de mim
os belos anos em que vivi
tal ilusão,
imaginando à minha volta
mil cabecinhas,
apinhadinhas,
ouvindo contos, lendo fábulas,
volta a infância ao meu coração.
A vida é bela com a sua verdade,
mas uma gota de fantasia
põe no passar de cada dia
mais suavidade.
Sede na vida um pouco meninos,
mesmo depois da meninice,
e haverá fulgores de fantasia
a amenizar a vossa velhice."
Epílogo de "Alice No País das Maravilhas", Lewis Carrol
(1ª Edição da Série Selecção/ Bertrand /1974)
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