sexta-feira, setembro 28, 2007

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Esta imagem é dedicada ao sadismo do meu Dono, e a um fetiche seu - espero que goste....

A ética no BDSM

"(...)
Não compactuo com violência. É prática minha, a auto observação.
Minha escrava tem palavra de segurança, sabe que poderá usa-la quando quiser. Confia e sabe que eu não iria em frente se ela a dissesse.
Mas por uma questão minha, de ética, de cuidado e de coerência, não preciso esperar que ela a use para saber qual é o limite. Creio que compete a mim, dominadora, saber qual é o limite e não extrapola-lo. Minha escrava várias vezes já me pediu, navalha em punho, para que lhe marcasse as costas.
Poderia faze-lo? Sim! Seria consensual? Sim, novamente.Mas seria ético? Seria coerente? Seria são? Seria seguro? Para mim não! O que viria depois disso? Cortar-lhe um dedo? Cortar-lhe o bico do seio? E para mim, não há diferença se o que aconteceu foi na primeira, ou vigésima sessão.

O acto aconteceu (referindo-se a um qualquer ultrapassar de limites entre um casal D/s) as consequências idem. E não me compete julgar se foi consensual ou não. Mesmo consensual, para mim (minha opinião) seria impraticável. Compreendo que todos nós erramos, que todos nós estamos sujeitos a erros, a nos deixar levar pelo momento. E que a cada um cabe o direito de corrigir-se, de consertar seu erro. (...)"

IMPERATRIZ M (Brasil)

quinta-feira, setembro 27, 2007




O homem, que desagua na boca da mulher...

Ele fez a viagem de três horas de comboio, a pensar recorrentemente em desaguar na boca dela!
Pensava em tudo e dormitava de seguida.
Sonhava sonhos de Dominação e submissão e suspirava na espera.
Encolhia-se mais no banco, mas de seguida corria ao bar para um cigarro ansioso e nervoso.
Voltava ao assento já com o seu formato e tentava imaginar como estaria ela hoje vestida - de saia de certeza, pois adorava agradar-lhe; sem roupa interior, pois era uma regra; talvez maquilhada, talvez não... Ela pedira-lhe para o surpreender e ele acedera na surpresa. Agora achava - como na altura - que a devia ter obrigado a contar o que magicava para ele... Tarde demais... Teria de esperar. Mais ainda - em três horas intermináveis de uma cadência certa e entorpecedora.
Tentava dormitar e não conseguia...
Irritava-se sem mostrar, enrugando apenas a testa - ninguém ao lado imaginando o encontro que se aproximava nos carris...
Sabia o que lhe queria fazer.
Primeiro, desaguar-lhe na boca a língua hirta em espirais de semanas de presença ausente, com muita saliva de desejo e as mãos no sítio certo...
Depois...
Finalmente adormeceu!

Ela esperava-o no carro.
Fumava com curtos intervalos e via-se ao espelho e alinhava a roupa.
Ela desejava que ele desaguasse inteiro primeiro na sua boca.
Mais tarde, outros rios se juntariam ao mar, numa foz espraiada.
Agora, bem acordada e excitada com a espera, contava os minutos e tentava distrair-se e não pensar nos jogos que o fim-de-semana lhes preparara na imaginação.
Tinha a libido ainda encharcada da boca dele e deu consigo a tocar a saia no meio das pernas.
Olhou de novo o espelho retrovisor.
Em redor um e outro carro com ocupantes à espera dos viajantes da noite.
Ela sózinha no carro, à espera.
Ele à espera, sozinho no comboio.

Torrentes de lava separadas, a começarem a ebulição, para que o desaguar fosse mais quente ainda, mais célere ainda e que a boca dela o recebesse como a um vulcão!
SÃO, SEGURO E CONSENSUAL
SENSIBILIDADE, BOM-SENSO E MATURIDADE!