terça-feira, julho 24, 2007

24/7 - Dia do BDSM (não-oficial)





Fiz uma pesquisa aturada na internet à procura da pompa e circunstância do Dia do BDSM, algo naive, confesso... Evidentemente que, oficialmente, não existe tal dia mundial!


No entanto, a Wikipedia deu-me muito a aprender num artigo fabuloso e bastante completo sobre BDSM...


Partilho aqui o link por ser um artigo longo e exaustivo!


Parabéns a todos os BDSMers nacionais e internacionais - seriedade e maturidade nesta matéria podem mudar de vez a ideia de que os praticantes de BDSM são um bando de esquisoides sem limites e kamikazes...


Flutes no ar...

terça-feira, julho 17, 2007


Oh To Be In Love

"Oh to be in love
As the light hits you,
As you shift along the floor,
I find it hard to place my face.
How did I come to be here, anyway?
It's terribly vague, what's gone before.
I could have been anyone.
You could have been anyone's dream.
Why did you have to choose our moment?
Why did you have to make me feel that?
Why did you make it so unreal?
**Oh! To be in love,
And never get out again.
Oh! To be in love,
And never get out again.
Oh! To be in love,
And never get out again.
All the colours look brighter now.
Everything they say seems to sound new.
Slipping into tomorrow too quick,
Yesterday always too good to forget.
Stop the swing of the pendulum!
Let us through!
** Oh! To be in love,
And never get out again.
Oh! To be in love,
And never get out again.
Oh! To be in love,
And never get out again.
Oh! To be in love,
And never get out again.
Oh! To be in love,
And never get out again.
Oh! To be in love,
And never get out again."




"The Kick Inside" - Kate Bush (1978)

Para quem acha que apaixonar-se é sinónimo de estupidez e que a ela/ele jamais lhe aconteceria...
Para quem acha que é imune à estupidez, mesmo que se apaixone...
Para quem sempre teve a sorte de não ver os Amigos a pedir que escolha...
Para quem teve a chance de ver as portas mais abertas pelos verdadeiros Amigos quando a sentiram ir atrás do Amor e fazer idiotices...
Para quem sabe que Amar não implica racionalidade, mas sim sentir mais e mais e mais...
Para quem gostava de se perder nas teias do romantismo idiota e que se baba, mas não consegue...
Para quem acha que está defendido de tudo e há coisas que jamais lhes acontecerão...
Para quem não entende nada de gente nem de sentires...
Aqui vai uma achega clínica para reforçar que é muito bom estar apaixonado e fazer disparates e contar com portas abertas!

O resto... só sentindo as dores de ir ao Céu e voltar!


Artigo publicado em BBC Brasil (2004):
«Pesquisadores da University College London (UCL) descobriram que os sentimentos amorosos levam à supressão da actividade em áreas do cérebro que controlam o pensamento crítico.Aparentemente, uma vez que nos aproximamos de alguém, o cérebro reduz a necessidade de julgar o seu carácter, sua personalidade e suas emoções negativas.O estudo, publicado na revista NeuroImage, descobriu que tanto o amor romântico quando o amor materno produzem o mesmo efeito sobre o cérebro.
Preservação
A equipe da UCL mapeou os cérebros de 20 jovens mães enquanto mostravam a elas fotos de seus filhos, dos amigos de seus filhos e de seus amigos adultos.Segundo os cientistas, os padrões de actividade cerebral eram muito semelhantes aos identificados com um estudo anterior sobre os efeitos do amor romântico.Ambas as pesquisas registraram uma maior actividade no chamado "sistema de gratificação" do cérebro. Quando essas áreas são estimuladas, elas produzem sentimentos de euforia.Segundo o chefe da equipe de cientistas,
Andreas Bartels, é fundamental que tanto o amor romântico como o amor maternal funcionem no cérebro de uma maneira altamente positiva, já que ambos são cruciais para a preservação das espécies."As relações humanas empregam um mecanismo atractivo que supera a distância social ao desactivar as redes cerebrais usadas por emoções negativas e preconceitos", disse Bartels. "Esse mecanismo une os indivíduos ao activar o sistema de gratificação, explicando, assim, o poder de motivação do amor."A pesquisa detectou apenas uma diferença entre a resposta do cérebro ao amor romântico e ao amor materno: somente o primeiro aumenta a atividade no hipotálamo, região que controla o desejo sexual.»

SONETOS LUXURIOSOS, de Pietro Aretino


"Gentis espectadores que admirais

Esta que em cona e cu pode saciar-se,

Em mil modos de foder deleitar-se

E a seu modo gozar na frente e atrás.



Os três contentes, certo, bem estais.

Por minha fé que escassos de encontrar-se

São o gosto, o gozar, o deleitar-se.

Eis que os três a um só tempo desfrutais.



Podes os três a um tempo comprazer,

Dama gentil. Será coisa excelente,

Gostosa e delicada. É só querer.



Tola não te achará a sábia gente

De a dois amantes dar igual przer,

Um por detrás e outro pela frente.



É coisa inteligente

Ao mesmo tempo três serem bem servidos,

Eles e tu, em ambos os sentidos."




Uma das obras-primas do Renascimento, Sonetos Luxuriosos de Pietro Aretino, são poemas escritos para acompanhar desenhos de Giulio Romano, em que o pintor mostrava dezasseis admiráveis quadros com as diferentes posições em que os amantes consumam a sua paixão.

Perseguido pelo Vaticano, Aretino viu a sua obra perseguida e destruída...