domingo, março 18, 2007

A Honestidade!

Sempre fui honesta neste blog e vou continuar a respeitar os meus leitores, enquanto gente e submissa...
Perdi a coleira e o meu Mestre, por um erro meu!
Submissas e Dominadores são gente e gente falha, e eu sou apenas mais uma pessoa nessa categoria... e falhei!
Não interessa qual foi o erro, mas foi grave embora fruto de muitas circunstâncias igualmente graves que me motivaram a agir emotivamente - uma vez mais.
Pergunto-me se para ser submissa se deve ter muito desprendimento ou muito auto-controle, porque eu, enquanto submissa sou emotiva e hiper-reagente... Muitos me dizem não ser submissa porque reajo espontaneamente em causa/efeito, mas na verdade apenas me limito a ser!
As mulheres são emotivas e reagem espontaneamente, porque nao o faria uma submissa? Somos todos aquilo que sentimos, até morrer. Eu sou! Mas aparentemente as submissas não podem ser mulheres ou/e espontaneas ou/e reactivas; então as submissas devem ser o quê? Eu falhei porque contei a verdade ao meu Mestre, apesar do acto ser ignóbil, admito... mas seria fácil mantê-lo escondido e ele jamais saberia. Falhei no acto e falhei na intenção e falhei na consequência - para a qual estava preparada. Mas fica a pergunta: falha quem comete um erro e o assume de imediato, sujeitando-se às consequências? Sim, continua a falhar e continua a ser erro. E paga-se o preço com dignidade, assumindo a responsabilidade.
Quem pensa que são sempre os Dominadores que falham, desengane-se. "Só não choram os que morrem!" Só não falha quem não arrisca - seja por desespero, amor, ódio, circunstância ou curiosidade. Eu falhei! Pago um preço alto que, quiçá, talvez não merecesse - mas é o preço de ser e não de representar!
É a diferença entre ser honesto e dar aquilo que agrada! É toda a diferença do Mundo, neste mundo de Dominadores e submissas em que todos falham. Agradeço ao meu Mestre tudo o que me deu. Peço perdão ao meu Mestre por tudo o que não lhe dei...

Este texto foi escrito há 2 meses, postei-o aqui e retirei-o. Hoje reli-o e não faz sentido! Não falhei em NADA com o meu ex-Mestre. Ele é como é e eu como sou! Incompatíveis! Seguimos caminhos diferentes, portanto...

Simplesmente, não tinha de ser assim... Mas não me arrependo de nada! Boa sorte ao meu ex-Mestre!

quinta-feira, março 15, 2007

LEVIANDADE




PIG


"Isn't it strange

How we move our lives for another day

Like skipping a beat

What if a great wave should wash us all away

Just thinking out loud

Don't mean to dwell on this dying thing

But looking at blood It's alive right now

Deep and sweet within

Pouring through our veins

Intoxicate moving wine to tears

Drinking it deep

Then an evening spent dancing

It's you and me

This love will open our world

From the dark side we can see a glow of something bright

There's much more than we see here

Don't burn the day away

Is this not enough

This blessed sip of life

Is it not enough

Staring down at the ground

Oh then complain and pray more from above

Greedy little pig

Stop just watch your world trickle away

Oh it's your problem now

It'll all be dead and gone in a few short years

Just love will open our eyes

Just love will put the hope in our minds

Much more than we could ever know

Don't burn the day away

Come sister my brother

Shake up your bones shake up your feet

I'm saying open up

And let the rain come pouring in

Wash out this tired notion

That the best is yet to come

But while you're dancing on the ground

Don't think of when you're gone

Love love what more is there

We need the light of love in here

Don't beat your head

Dry your eyes

Let the love in there

There are bad times

But that's ok

Just look for love in it

Don't burn the day away

Look

Here are we

On this starry night staring into space

And I must say I feel as small as dust

Lying down here

What point could there be troubling

Head down wondering what will become of me

Why concern we cannot see

But no reason to abandon it

Time is short but that's all right

Maybe I'll go in the middle of the night

Take your hands from your eyes, my love

Everything must end some time

Don't burn the day away

Come sister my brother

Shake up your bones shake up your feet

I'm saying open up

And let the rain come flooding in

Wash out this tired notion

That the best is yet to come

But while you're dancing on the ground

Don't think of when you're gone

Love love what more is there

We need the light of love in here

Don't beat your head

Dry your eyes

Let the love in there

There are bad times

But that's ok

Just look for love in it "



Dave Matthews Band

terça-feira, março 13, 2007


Amores Perfeitos



Amores Imperfeitos

"A um amor que não serve, devia-se deixá-lo morrer à míngua. Levá-lo para o deserto, extirpar-lhe o coração e esvaziá-lo de toda a semente. E se ninguém o reclamasse, deixá-lo a apodrecer nas escaldantes areias até à chegada dos necrófagos, que não tardariam em aparecer. Primeiro bicavam-lhe os olhos, vazando-os das órbitas. Zás! Humores e ligamentos esparramando-se pelos dois lados do crânio.
Fazer um pacto com Hades, o grande senhor dos Infernos, e entregar-lhe a minha vida em troca desse mal de amor. E rezar, rezar somente, para que viesse Caronte e o levasse sem demora.
Durante longas horas sanguinários abutres refastelar-se-iam com as delícias de uma carne defunta, da qual restaria apenas uma carcomida carcaça."
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domingo, março 11, 2007

O CONTO DE UMA ESCRAVA FUGITIVA




Este conto foi-me enviado sem indicação de autoria, mas suponho retirado de um blog brasileiro de BDSM...
Por ser poderoso e reflectir sobre os direitos e deveres de um Dono sobre uma escrava, deixo aqui para uma análise de causa/efeito.


“Sentia-se feliz, já durava há alguns anos a sua fuga.
Livre, podia caminhar para onde quisesse; pensar e falar sem nada temer.
Neste dia, inesperadamente um desconhecido lhe pede informações; responde. Então, ele pede gentilmente que ela lhe conduza até o caminho certo. Prontamente, ela segue até uma curva com ele e então, vem a surpresa.
Sentiu que fortes braços a agarravam, vendada, imobilizada, resistiu o que pode, mas se viu rendida. Foi levada não sabia onde, o corpo exalava medo. Previa.
Deixada só num lugar, por alguém que conhecia, sem nada ver, temeu o pior.
De repente, a venda que lhe cegava foi arrancada. Um susto imenso.
Diante de si, estava o Dono de quem fugira.
Tentou uma desesperada fuga, foi agarrada, imobilizada e colocada a ferros.
Um choro desesperado, misto de medo e culpa invadiu-a.
A hora de pagar pelo seu grave erro havia chegado.
Em seu rosto, começou a explodir tapas. Uma voz grave e pausada lhe dizia:
- Sabes o que me fizeste? Tens noção da gravidade de tua falta?
Não tinha voz para responder, ela era toda medo e pranto.
Sim, era a resposta que teimava em não ecoar. Mas tinha seus motivos, queria conhecer o mundo, queria mais do que aquela sanzala, queria tudo o que sonhava.
Ele obviamente jamais entenderia - fora espoliado do seu bem, traído em sua confiança.
Ela então se resignou e preparou-se para o que estaria por vir.
De novo, aquela voz calma e atroz ecoou no ar:
- Sabes o castigo à tua traição?
Quando teve coragem para olhá-Lo viu em sua mão uma adaga; sentiu o frio da morte. Resignou-se, só teve forças para se ajoelhar mansamente aos pés Dele e, esperar o golpe fatal.
- Levanta. Dou-te a vida e acorrento-te a alma e o corpo.
Agarrada pelo cabelo, foi arremessada a um catre próximo. Foi despida. Nada via, só sentiu em seu corpo o vibrar de uma chibata impiedosa. O corpo foi completa e violentamente atingido várias vezes.
Quanto mais aumentava a dor, aumentava nela o sentimento da redenção. Pagava pelos seus erros, não cabia recurso ou apelo. Ninguém a salvaria.
Alguns minutos torturantes se passaram e a chibata silencia.
Acabou.
Não.
Sente seu corpo sendo aberto, a mão Dele a invadia. Todos os caminhos de seu corpo foram sendo explorados e abertos; gemia. Não havia, para si, nenhum gesto de misericórdia.
A chibata veio novamente insaciável. Ela gritava de dor. Sentiu que não ia aguentar mais por muito tempo. De novo uma pausa assustadora.
Agora, sentia entrando dentro de si, o membro de seu Dono; vinha lascivo, tomando posse do que era Seu por direito. Vinha também sem piedade alguma.
Misturavam-se os sentimentos, ela sentindo-se confusa, não sabia o que acontecia.
Explodiu, orgásmica.
Todo o seu corpo agora relaxava.
Mãos a agarraram fortemente pelos seios.
- De quem és, escrava vadia?
Uma resposta, a pouca voz:
- Sou Tua, Dono de mim.
- Hoje perdoei-te o erro, poupando a tua vida. Amanhã terás a marca incandescente que testemunhará para sempre o teu erro e a quem pertences.
Ela, estática de pavor, soltou um grito.
Ele, completamente feliz, sorria.”