segunda-feira, agosto 14, 2006






A noite amarrou-me à árvore e a nuvem chorou gotas de água enormes e grossas na minha cara.
A madrugada atou-me a vontade.
O Homem fez o resto!

sexta-feira, agosto 11, 2006

Andei a matutar sobre o direito de todos a querermos ser especiais!
Não me sai da cabeça uma frase que diz "Se aceitarmos metade daquilo que merecemos e temos direito, então só merecemos mesmo metade daquilo a que temos direito!"
Sempre tomei as minhas decisões de coração aberto e lavado.
Nunca de ânimo leve nem a querer mais do que merecia.
Gente é um bicho complicado e uma submissa continua a ser gente, talvez até o seja mais - porque tem de se desdobrar a entender sensações e sentimentos que advêm de entregas duras e novas.
Ser Dominador também não é fácil, nunca duvidei.
Mas a autoridade não é uma sensação nova e descoberta num percurso - é algo inato em todos nós, mas que se pode desenvolver ou não na prática. Daí, talvez erradamente, julgo que seja mais difícil gerir emoções e sentimentos a uma submissa. Ou talvez não. Mas sei que não é fácil.
Estou farta de divagar sobre o que é uma submissa e na verdade, é como descobrir o sexo dos anjos... Uma questão sem fim! Porque não há duas submissas iguais e mesmo perante o mesmo Dominador não há duas entregas iguais...
Mas sei também que não há duas mulheres iguais! Ou dois homens! Daí o perigo das generalizações... Homens e Mulheres, Dominadores e submissos - são gente de carne e osso.
Entregas são de muito jeito e feitio. Dar e receber é dificil quando não se quer dar, ou dar demais, ou nao se quer receber, ou receber de menos. Entregas em BDSM são uma rua de dois sentidos. Só se entrega quem sabe que quer ser recebido. Não pela metade ou em terços, não em saldos de ocasião, mas por inteiro.
Pessoalmente só me sei dar por inteiro.
E por achar que quando alguem se me dá por inteiro, isso é especial, também me quero sentir especial!
Como submissa, como mulher, como gente.
Nunca apreciei desumanização em BDSM por isso mesmo - apenas reduzir gente a objectos ou animais anula todo o conceito de Dominação, porque não se Dominam seres inanimados, apenas se manipulam a bel-prazer, sem resistência. Um pouco as vaginas insufláveis, no fim...
Quem quer Dominar sem resistência - genética e natural no ser humano - naõ quer receber entrega, mas sim condicionar a entrega como a consegue receber, e vicia o jogo. Influencia a entrega pelo comando da autoridade e não a molda como a deseja; poe um biombo a tapar a luz, mas do outro lado a luz continua lá!
Já tive Donos e Doms apenas, mas não resultou.
Tenho fama de ser uma sub difícil para uns e uma "Domme encapotada" para outros.
Poucos me conhecem a saber que só se honra um Dominador se o fizermos dar o melhor dele, não o mínimo; não consigo respeitar alguém que se dá por baixo; quero um Dominador firme, inabalável, que queira uma submissa totalmente rendida e não a representação de uma entrega em tempo livre de recebimento.
Posso estar enganada, até porque me acusam de usar a minha verdade como bitola; talvez esteja, mas ser-me-ia tão fácil representar a farsa da submissa certinha e atinada que não contesta o Mestre porque é suposto não pensar e não ser, que acho um insulto ao Dominador que recebe essa pseudo-entrega.
Conseguiria ser uma submissa típica, sempre pronta a dizer a frase certa na hora certa, só para agradar, mas para mim isso é que é desrespeitar o Mestre - dar-lhe menos do que ele pode ter!
Sou uma submissa atípica porque sou racional nas minhas entregas, depois de sentir que as minhas entregas são demais - "dei-te quase tudo e quase tudo foi demais!" Se sentir que Dom e sub estão em sintonia-boomerang sou apenas emotividade e moldável como plasticina, sempre a rir sem motivo!
Numa sessão hard, em tempos, um Dom disse-me a olhar-me: "Vês, até pareces mais nova! Uma criança!" Sentia os olhos brilharem e o coração pulsar! Viva! Feliz, apesar de ter o corpo massacrado! A paz de quem dá e recebe!
Quuando comecei a praticar BDSM perguntavam-me o que me movia.
No começo nao respondia.
Devagar, comecei a crescer e a perceber: a paz!
BDSM deve dar a paz de quem encontra um equilíbrio, nao de poder ou autoridade, mas de paz!
Recentemente um Dom disse-me "Se calhar tenho apenas de te dar abraços mais vezes!" - BINGO!
A minha paz vem no sentir que o meu Dom me abraça ou me afaga o cabelo ou me dá um olhar maior na hora do orgasmo; que se interessa em sentir-me sua, totalmente, e colabora na minha caminhada - nao de submissa - mas de SUA submissa!
Divagações...
Remoques de uma submissa que é atípica mas genuína... que não representa entregas de DVDs de 3ª, ou de filmes kinky de trazer por casa; de quem continua a sentir, mesmo de coleira, trela e gag e nao disfarça que sente; que dá o melhor de si a implorar ao Dom que receba o que ela tem para dar...
Seja com os olhos de Hentai, seja com lágrimas, seja em silêncio envergonhado...

HOMENAGEM!

quarta-feira, agosto 02, 2006

Vou de férias...
Perdoem-me novo interregno mas preciso de me ausentar de novo.
A vida nem sempre é o que fazemos dela e eu não estou imune!
Mas sonhar é de borla e vale a pena...
Pessoalmente faço sempre o melhor possível.
E vou continuar a acreditar em mim, sem me esconder!
É crime querermos ser especiais...?
Pensem nisso!
Até breve...

terça-feira, julho 25, 2006

Quase em directo...





O meu Mestre acabou de me sodomizar na cozinha.
Arfo e tenho o suor a escorrer pelo corpo todo, aliás, colado na roupa preta de puta que visto, porque o meu Mestre gosta... Numa esquina, de madrugada, assim trajada, decerto passaria por uma prostituta, com esta micro-saia preta, meias de renda até meio da coxa, blusa preta de toque de seda aberta no decote e o cabelo em desalinho.
Sinto o suor pingar e o anus lateja ainda da fricção.
O meu Mestre não me poupou e também me marcou as nádegas e coxas com uma colher de pau.
Mas deixou-me trotar sozinha até perto de um orgasmo antes e depois.
O meu Mestre mandou-me contar aqui, quase em directo, com o cheiro a sexo ainda no ar, a saia levantada e o cabelo colado na testa, que quando ele me quer puta, sou puta de mini-saia e saltos altos.
Ele está a dois metros de mim e espera que eu acabe esta ordem.
Depois vamos jantar e ele vai sair.
Eu vou-me despir então, mas a puta submissa que o agrada não sai com a roupa que deixarei cair no chão...
E depois de duas semanas de ausência, voltei...

Aproveito para agradecer todas as ajudas e colaborações dadas ao Projecto Dominium, que viu a Revista Dominium lançada em 15 de Julho no Salão Erótico Internacional de Lisboa, na Fil.
Em breve indicarei aqui como poderão adquirir a Revista Dominium, mas até lá visitem o site www.dominiumonline.com , o blog www.dominiumdailynews.blogspot.com ou/e o Fórum www.dominiumonline.com/forum

A todos muito obrigada!