"TODOS SÃO CAPAZES DE DOMINAR UMA DÔR, EXCEPTO QUEM A SENTE!" William Shakespeare
terça-feira, julho 25, 2006
domingo, julho 09, 2006
Sou uma puta submissa...
Eu sou uma puta submissa e é suposto falar na terceira pessoa ao falar com o meu Mestre.
Assim, esta puta submissa sente-se feliz pela entrega a esse Mestre e tudo faz para sentir o seu Mestre feliz.
Mas a puta submissa é uma pessoa também, como o Mestre da puta submissa o é igualmente.
E essa submissa desse Mestre anda a aprender a agradar-Lhe e como o satisfazer; fisicamente essa submissa sabe que, mais ou menos, conseguem ambos sentir-se realizados. Mas há uma nuvem no céu...
O Mestre dessa submissa não a tem em exclusividade, mesmo não a tendo encoleirado, e essa submissa sente-se insegura na dualidade das entregas; quer entregar-se com um sorriso e sem hesitar, mas partilhar esse Mestre com outras putas submissas, fá-la sentir-se menor, a receber apenas uns décimos de uma entrega que qualquer submissa deseja plena do seu Mestre, mesmo que se resigne e diga nao se importar.
Eu sou uma submissa que não representa as suas entregas, uma de cada vez, e mesmo sem estar encoleirada, não careço de procurar nada mais, pois o meu Mestre dá-me água suficiente para matar a sede. Mas às vezes a água sai aos borbotões e a minha sede estende-se por tempo prolongado e acaba por me fazer doer o corpo, a alma... Talvez por não ser uma jovem de 20 anos, deseje mais do que as jovens de 20 anos, mas sei que uma submissa deve receber o que lhe dão com humildade (que sempre tive) e não esperar nada. Mas sou uma submissa, uma mulher e uma pessoa, e as entregas fazem-se plenas e sem gavetas estanques, senão são meias entregas apenas.
Essa submissa que sou, sempre entendeu que só se honra o Mestre se nos dermos inteiras e, ainda que sem esperar mais logisticamente, tenho como ideal numa relação D/s um Mestre que se realize por inteiro comigo também...
Não é o caso aqui e essa submissa que sou nunca reclamou nem exigiu nada, sempre aceitou o que lhe era dado, mas isso não significa que a água em jorros entrecortados, apesar de me mitigar a sede, me dê paz para conseguir sorrir quando esse Mestre se dá a outras putas submissas.
Esse Mestre, que não posso chamar "meu Mestre" por ser Mestre de mais submissas, faz-me feliz quando se dá a mim sob forma de um ensinamento, uma carícia ou um castigo.
Esse Mestre faz-me feliz por o deixar fazer feliz, embora com a consciencia de que a seguir qualquer outra submissa o vai fazer feliz.
Esse Mestre faz-me crescer, mas a verdade é que nao me dá nada especial a mim, porque no fim entendo que dá o mesmo a qualquer outra submissa.
Estou feliz com o meu Mestre até se cansar de mim e descobrir que outra das suas submissas precisa da parte da entrega que Ele me dava então. Sei que vai acontecer, mais cedo ou mais tarde. E só por isso a água me mata a sede, mas não me faz dormir.
Não é um post triste este, nem de reclamação.
É um post a cumprir uma ordem desse Mestre que tenho por justo, dedicado, excelente Dominador e uma pessoa fantástica. Falo dessas entregas entre nós com a placidez de uma asa de libélua a roçar um lago no Verão. Mas até as libéluas se despenham às vezes... E as pessoas também. Só as submissas não, porque em definição são feitas para aguentar tudo e é assim que deve ser - resignação e abnegação, sem esperarem nada para si mesmas.
Essa submissa que sou eu não espera nada mais do que tem, mas deseja mais sim.
Honrar o seu Mestre tornando-o especial através da sua entrega - a coisa mais dificil do Mundo.
Não é legítimo uma submissa se querer sentir especial também?
Beijo os pés ao Mestre!
Assim, esta puta submissa sente-se feliz pela entrega a esse Mestre e tudo faz para sentir o seu Mestre feliz.
Mas a puta submissa é uma pessoa também, como o Mestre da puta submissa o é igualmente.
E essa submissa desse Mestre anda a aprender a agradar-Lhe e como o satisfazer; fisicamente essa submissa sabe que, mais ou menos, conseguem ambos sentir-se realizados. Mas há uma nuvem no céu...
O Mestre dessa submissa não a tem em exclusividade, mesmo não a tendo encoleirado, e essa submissa sente-se insegura na dualidade das entregas; quer entregar-se com um sorriso e sem hesitar, mas partilhar esse Mestre com outras putas submissas, fá-la sentir-se menor, a receber apenas uns décimos de uma entrega que qualquer submissa deseja plena do seu Mestre, mesmo que se resigne e diga nao se importar.
Eu sou uma submissa que não representa as suas entregas, uma de cada vez, e mesmo sem estar encoleirada, não careço de procurar nada mais, pois o meu Mestre dá-me água suficiente para matar a sede. Mas às vezes a água sai aos borbotões e a minha sede estende-se por tempo prolongado e acaba por me fazer doer o corpo, a alma... Talvez por não ser uma jovem de 20 anos, deseje mais do que as jovens de 20 anos, mas sei que uma submissa deve receber o que lhe dão com humildade (que sempre tive) e não esperar nada. Mas sou uma submissa, uma mulher e uma pessoa, e as entregas fazem-se plenas e sem gavetas estanques, senão são meias entregas apenas.
Essa submissa que sou, sempre entendeu que só se honra o Mestre se nos dermos inteiras e, ainda que sem esperar mais logisticamente, tenho como ideal numa relação D/s um Mestre que se realize por inteiro comigo também...
Não é o caso aqui e essa submissa que sou nunca reclamou nem exigiu nada, sempre aceitou o que lhe era dado, mas isso não significa que a água em jorros entrecortados, apesar de me mitigar a sede, me dê paz para conseguir sorrir quando esse Mestre se dá a outras putas submissas.
Esse Mestre, que não posso chamar "meu Mestre" por ser Mestre de mais submissas, faz-me feliz quando se dá a mim sob forma de um ensinamento, uma carícia ou um castigo.
Esse Mestre faz-me feliz por o deixar fazer feliz, embora com a consciencia de que a seguir qualquer outra submissa o vai fazer feliz.
Esse Mestre faz-me crescer, mas a verdade é que nao me dá nada especial a mim, porque no fim entendo que dá o mesmo a qualquer outra submissa.
Estou feliz com o meu Mestre até se cansar de mim e descobrir que outra das suas submissas precisa da parte da entrega que Ele me dava então. Sei que vai acontecer, mais cedo ou mais tarde. E só por isso a água me mata a sede, mas não me faz dormir.
Não é um post triste este, nem de reclamação.
É um post a cumprir uma ordem desse Mestre que tenho por justo, dedicado, excelente Dominador e uma pessoa fantástica. Falo dessas entregas entre nós com a placidez de uma asa de libélua a roçar um lago no Verão. Mas até as libéluas se despenham às vezes... E as pessoas também. Só as submissas não, porque em definição são feitas para aguentar tudo e é assim que deve ser - resignação e abnegação, sem esperarem nada para si mesmas.
Essa submissa que sou eu não espera nada mais do que tem, mas deseja mais sim.
Honrar o seu Mestre tornando-o especial através da sua entrega - a coisa mais dificil do Mundo.
Não é legítimo uma submissa se querer sentir especial também?
Beijo os pés ao Mestre!
sábado, julho 08, 2006
LANÇAMENTO PÚBLICO REVISTA DOMINIUM
Chegou o dia do lançamento da Revista Dominium, já divulgada aqui antes, destinada a estilos de vida alternativos, em Português...
A primeira apresentação pública acontecerá na II Edição do Salão Erótico de Lisboa entre amigos, visitantes do Salão e comunicação social. De referir que a I Edição contou com 35 mil visitantes, sendo a projecção para a II Edição de 50 mil pessoas.
Um projecto que se destina a divulgar sub-culturas com comunidades internacionais, nem sempre bem tratadas à distância e facilmente condenadas por serem isso mesmo - minorias com afinidades fora do mainstream.
A todos quantos se interessaram pelo desenvolver deste projecto e que procuravam uma data de lançamento, fica aqui não só o obrigado da equipa Dominium como a informação de ser dia 15 de Julho, na FIL, em Lx.
Mais informações em www.salaoerotico.com
A primeira apresentação pública acontecerá na II Edição do Salão Erótico de Lisboa entre amigos, visitantes do Salão e comunicação social. De referir que a I Edição contou com 35 mil visitantes, sendo a projecção para a II Edição de 50 mil pessoas.
Um projecto que se destina a divulgar sub-culturas com comunidades internacionais, nem sempre bem tratadas à distância e facilmente condenadas por serem isso mesmo - minorias com afinidades fora do mainstream.
A todos quantos se interessaram pelo desenvolver deste projecto e que procuravam uma data de lançamento, fica aqui não só o obrigado da equipa Dominium como a informação de ser dia 15 de Julho, na FIL, em Lx.
Mais informações em www.salaoerotico.com
terça-feira, julho 04, 2006
sábado, julho 01, 2006
Um submisso quer-se sentir especial, servindo...
Quando me perguntam porque um Dominador domina um submisso, invariavelmente costumo responder "Porque pode, porque lhe é dado esse poder!..."
Mas nunca me perguntam porque serve um submisso.
Suponho que um submisso serve a um Dominador, uma escrava a um Dono ou uma kajira a um Mestre, porque depois de conferido esse poder, passam a não ter alternativa; por outras palavras, um submisso serve porque não pode evitar de se dar, dando!
Assim sendo, define-se uma relação de reciprocidade, de feed-back, que acaba por ter apenas um objectivo - ambos se fazem especiais, dando e recebendo numa entrega diferente, mas que não deixa de ser entrega mútua.
O submisso sente-se especial por ter quem lhe receba a entrega e o Dominador sente-se especial não só por ser "o tal" no horizonte do submisso mas também por ter uma alma na mão que pode moldar, assim consiga.
É assim que eu vejo a dualidade Dom/sub, Dono/escrava, Mestre/kajira.
O facto de a relação D/s ser especial só acontece quando ambos se sentem escolhidos e nenhum dos dois dispensável, senão a entrega é falsa, de ambos os lados às vezes.
É como manter um carro ou uma amante - fácil de ter mas difícil de manter...
A manutenção de uma entrega (ou duas, como defendo) passa sempre pela tomada de consciência de que uma entrega ou/e uma alma (ou ambas) é que tornam a relação especial, não o complemento directo da causa, os actos.
Um submisso que se entrega brevemente para uma prática nao é menos submisso, mas a sua entrega é perene e não chega (na maioria dos casos) para o Dominador se entregar igualmente, como o entendo...
E um e outro dos lados é que fazem a equação resultar - eu só sou especial se a minha entrega for especial; preciso de alguem que ampare a minha entrega e a faça unica, senao seria facil dar-me repetidamente a Dominadores vários e não procurar "o tal", nem desperdiçar a minha entrega. Por outro lado, o Dominador tem de se sentir o unico detentor da entrega do submisso, senao sente que não é especial e a relação D/s nao faz sentido; o Dominador tem de sentir que a entrega lhe é dirigida e nao partilhada, o que o banalizaria e vulgarizaria.
Todos queremos os nossos 15 minutos de fama, mesmo sem consciência do facto.
Os submissos sentem-se especiais ao elegerem o seu Dominador o tal, o único... quem sentem ser capaz de receber a entrega, por ser... especial.
Os Dominadores devem sentir-se especiais porque num universo de chavetas abertas, foram eleitos e são agraciados com a Verdade total - dos sentidos, das palavras, dos actos, da entrega!
E se isso nao chega, não há, decididamente, muito a fazer...
Mas nunca me perguntam porque serve um submisso.
Suponho que um submisso serve a um Dominador, uma escrava a um Dono ou uma kajira a um Mestre, porque depois de conferido esse poder, passam a não ter alternativa; por outras palavras, um submisso serve porque não pode evitar de se dar, dando!
Assim sendo, define-se uma relação de reciprocidade, de feed-back, que acaba por ter apenas um objectivo - ambos se fazem especiais, dando e recebendo numa entrega diferente, mas que não deixa de ser entrega mútua.
O submisso sente-se especial por ter quem lhe receba a entrega e o Dominador sente-se especial não só por ser "o tal" no horizonte do submisso mas também por ter uma alma na mão que pode moldar, assim consiga.
É assim que eu vejo a dualidade Dom/sub, Dono/escrava, Mestre/kajira.
O facto de a relação D/s ser especial só acontece quando ambos se sentem escolhidos e nenhum dos dois dispensável, senão a entrega é falsa, de ambos os lados às vezes.
É como manter um carro ou uma amante - fácil de ter mas difícil de manter...
A manutenção de uma entrega (ou duas, como defendo) passa sempre pela tomada de consciência de que uma entrega ou/e uma alma (ou ambas) é que tornam a relação especial, não o complemento directo da causa, os actos.
Um submisso que se entrega brevemente para uma prática nao é menos submisso, mas a sua entrega é perene e não chega (na maioria dos casos) para o Dominador se entregar igualmente, como o entendo...
E um e outro dos lados é que fazem a equação resultar - eu só sou especial se a minha entrega for especial; preciso de alguem que ampare a minha entrega e a faça unica, senao seria facil dar-me repetidamente a Dominadores vários e não procurar "o tal", nem desperdiçar a minha entrega. Por outro lado, o Dominador tem de se sentir o unico detentor da entrega do submisso, senao sente que não é especial e a relação D/s nao faz sentido; o Dominador tem de sentir que a entrega lhe é dirigida e nao partilhada, o que o banalizaria e vulgarizaria.
Todos queremos os nossos 15 minutos de fama, mesmo sem consciência do facto.
Os submissos sentem-se especiais ao elegerem o seu Dominador o tal, o único... quem sentem ser capaz de receber a entrega, por ser... especial.
Os Dominadores devem sentir-se especiais porque num universo de chavetas abertas, foram eleitos e são agraciados com a Verdade total - dos sentidos, das palavras, dos actos, da entrega!
E se isso nao chega, não há, decididamente, muito a fazer...
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