Chegou o dia do lançamento da Revista Dominium, já divulgada aqui antes, destinada a estilos de vida alternativos, em Português...
A primeira apresentação pública acontecerá na II Edição do Salão Erótico de Lisboa entre amigos, visitantes do Salão e comunicação social. De referir que a I Edição contou com 35 mil visitantes, sendo a projecção para a II Edição de 50 mil pessoas.
Um projecto que se destina a divulgar sub-culturas com comunidades internacionais, nem sempre bem tratadas à distância e facilmente condenadas por serem isso mesmo - minorias com afinidades fora do mainstream.
A todos quantos se interessaram pelo desenvolver deste projecto e que procuravam uma data de lançamento, fica aqui não só o obrigado da equipa Dominium como a informação de ser dia 15 de Julho, na FIL, em Lx.
Mais informações em www.salaoerotico.com
"TODOS SÃO CAPAZES DE DOMINAR UMA DÔR, EXCEPTO QUEM A SENTE!" William Shakespeare
sábado, julho 08, 2006
terça-feira, julho 04, 2006
sábado, julho 01, 2006
Um submisso quer-se sentir especial, servindo...
Quando me perguntam porque um Dominador domina um submisso, invariavelmente costumo responder "Porque pode, porque lhe é dado esse poder!..."
Mas nunca me perguntam porque serve um submisso.
Suponho que um submisso serve a um Dominador, uma escrava a um Dono ou uma kajira a um Mestre, porque depois de conferido esse poder, passam a não ter alternativa; por outras palavras, um submisso serve porque não pode evitar de se dar, dando!
Assim sendo, define-se uma relação de reciprocidade, de feed-back, que acaba por ter apenas um objectivo - ambos se fazem especiais, dando e recebendo numa entrega diferente, mas que não deixa de ser entrega mútua.
O submisso sente-se especial por ter quem lhe receba a entrega e o Dominador sente-se especial não só por ser "o tal" no horizonte do submisso mas também por ter uma alma na mão que pode moldar, assim consiga.
É assim que eu vejo a dualidade Dom/sub, Dono/escrava, Mestre/kajira.
O facto de a relação D/s ser especial só acontece quando ambos se sentem escolhidos e nenhum dos dois dispensável, senão a entrega é falsa, de ambos os lados às vezes.
É como manter um carro ou uma amante - fácil de ter mas difícil de manter...
A manutenção de uma entrega (ou duas, como defendo) passa sempre pela tomada de consciência de que uma entrega ou/e uma alma (ou ambas) é que tornam a relação especial, não o complemento directo da causa, os actos.
Um submisso que se entrega brevemente para uma prática nao é menos submisso, mas a sua entrega é perene e não chega (na maioria dos casos) para o Dominador se entregar igualmente, como o entendo...
E um e outro dos lados é que fazem a equação resultar - eu só sou especial se a minha entrega for especial; preciso de alguem que ampare a minha entrega e a faça unica, senao seria facil dar-me repetidamente a Dominadores vários e não procurar "o tal", nem desperdiçar a minha entrega. Por outro lado, o Dominador tem de se sentir o unico detentor da entrega do submisso, senao sente que não é especial e a relação D/s nao faz sentido; o Dominador tem de sentir que a entrega lhe é dirigida e nao partilhada, o que o banalizaria e vulgarizaria.
Todos queremos os nossos 15 minutos de fama, mesmo sem consciência do facto.
Os submissos sentem-se especiais ao elegerem o seu Dominador o tal, o único... quem sentem ser capaz de receber a entrega, por ser... especial.
Os Dominadores devem sentir-se especiais porque num universo de chavetas abertas, foram eleitos e são agraciados com a Verdade total - dos sentidos, das palavras, dos actos, da entrega!
E se isso nao chega, não há, decididamente, muito a fazer...
Mas nunca me perguntam porque serve um submisso.
Suponho que um submisso serve a um Dominador, uma escrava a um Dono ou uma kajira a um Mestre, porque depois de conferido esse poder, passam a não ter alternativa; por outras palavras, um submisso serve porque não pode evitar de se dar, dando!
Assim sendo, define-se uma relação de reciprocidade, de feed-back, que acaba por ter apenas um objectivo - ambos se fazem especiais, dando e recebendo numa entrega diferente, mas que não deixa de ser entrega mútua.
O submisso sente-se especial por ter quem lhe receba a entrega e o Dominador sente-se especial não só por ser "o tal" no horizonte do submisso mas também por ter uma alma na mão que pode moldar, assim consiga.
É assim que eu vejo a dualidade Dom/sub, Dono/escrava, Mestre/kajira.
O facto de a relação D/s ser especial só acontece quando ambos se sentem escolhidos e nenhum dos dois dispensável, senão a entrega é falsa, de ambos os lados às vezes.
É como manter um carro ou uma amante - fácil de ter mas difícil de manter...
A manutenção de uma entrega (ou duas, como defendo) passa sempre pela tomada de consciência de que uma entrega ou/e uma alma (ou ambas) é que tornam a relação especial, não o complemento directo da causa, os actos.
Um submisso que se entrega brevemente para uma prática nao é menos submisso, mas a sua entrega é perene e não chega (na maioria dos casos) para o Dominador se entregar igualmente, como o entendo...
E um e outro dos lados é que fazem a equação resultar - eu só sou especial se a minha entrega for especial; preciso de alguem que ampare a minha entrega e a faça unica, senao seria facil dar-me repetidamente a Dominadores vários e não procurar "o tal", nem desperdiçar a minha entrega. Por outro lado, o Dominador tem de se sentir o unico detentor da entrega do submisso, senao sente que não é especial e a relação D/s nao faz sentido; o Dominador tem de sentir que a entrega lhe é dirigida e nao partilhada, o que o banalizaria e vulgarizaria.
Todos queremos os nossos 15 minutos de fama, mesmo sem consciência do facto.
Os submissos sentem-se especiais ao elegerem o seu Dominador o tal, o único... quem sentem ser capaz de receber a entrega, por ser... especial.
Os Dominadores devem sentir-se especiais porque num universo de chavetas abertas, foram eleitos e são agraciados com a Verdade total - dos sentidos, das palavras, dos actos, da entrega!
E se isso nao chega, não há, decididamente, muito a fazer...
O meu amigo Vanderdecken ofereceu-me um texto para o blog... este!
Chamou-lhe "Dançarina de Gor" e partilho-o agora aqui!
- Lembras-te do papel que caiu do livro? - perguntou ele.
- Sim - disse eu.
- O que é que estava lá escrito? - perguntou ele.
- Estava escrito - disse eu - "sou uma escrava".
- Repete - disse ele.
- Sou uma escrava - disse eu.
Então ele inclinou-se para mim e segurou-me por um braço, o braço esquerdo, e fez-me levantar e puxou-me para junto dele, caminhando ao longo das estantes em direcção à parte aberta da biblioteca, a parte norte, perto da secretária. Quando chegámos soltou-me.
- Ajoelha-te - disse ele. Então ajoelhei-me na carpete. Sem pensar ajeitei a saia translúcida à minhavolta de modo que formasse um padrão redondo e atraente. Ele sorriu. E eu olhei para o chão. O terceiro homem estava nesta área, junto duma das mesas. Pousou sobre a mesa uma pasta de executivo, que abriu.
- Viu-me dançar? Perguntei.
- Olha para mim - disse ele.
Obedeci.
- Sim - disse ele. Olhei para baixo, desconsolada. Não tinha sido minha intenção que ninguém me visse dançar, especialmente vestida como me tinha vestido para dançar esta noite!
- Mas paraste, e paraste antes de teres terminado a tua dança, e sem autorização- disse ele. - Por isso vais dançar outra vez.
Olhei de novo para ele, sobressaltada.
- E esta - disse ele - vai ser a primeira vez que danças, com consciência disso,à frente de homens.
- Como sabe o senhor que eu nunca dancei à frente de homens? - perguntei.
- Pensas que não andaste a ser vigiada, - disse ele - que não sabemos nada sobreti?- Não posso dançar diante de homens - disse eu.
Ele sorriu.
- Não vou dançar! - Disse eu.
Põe-te de pé - disse ele.
Levantei-me e fiquei de pé. O homem que estava junto da mesa rebobinou a fita do gravador.
- Vais começar do princípio - disse ele. - Vais executar a dança completa, do princípio até ao fim, para nós.
- Por favor, não - disse eu. Não podia suportar a ideia, a ideia aterradora, de me apresentar, na beleza da dança, diante de homens como estes. Não podia sequer sonhar deixar que homens como estes me vissem dançar. Era totalmente impensável. Nem sequer nunca tinha ousado mostrar-me nesta figura a homens normais, a homens banais, inofensivos,triviais, vencidos, homens do género daqueles com quem me dava, homens da espécie que eu conhecia. Quem sabe o que esses homens pensariam, como seriam tentados a agir, o que seriam incentivados a fazer? O homem carregou no botão do gravador, e eu dancei.
Chamou-lhe "Dançarina de Gor" e partilho-o agora aqui!
- Lembras-te do papel que caiu do livro? - perguntou ele.
- Sim - disse eu.
- O que é que estava lá escrito? - perguntou ele.
- Estava escrito - disse eu - "sou uma escrava".
- Repete - disse ele.
- Sou uma escrava - disse eu.
Então ele inclinou-se para mim e segurou-me por um braço, o braço esquerdo, e fez-me levantar e puxou-me para junto dele, caminhando ao longo das estantes em direcção à parte aberta da biblioteca, a parte norte, perto da secretária. Quando chegámos soltou-me.
- Ajoelha-te - disse ele. Então ajoelhei-me na carpete. Sem pensar ajeitei a saia translúcida à minhavolta de modo que formasse um padrão redondo e atraente. Ele sorriu. E eu olhei para o chão. O terceiro homem estava nesta área, junto duma das mesas. Pousou sobre a mesa uma pasta de executivo, que abriu.
- Viu-me dançar? Perguntei.
- Olha para mim - disse ele.
Obedeci.
- Sim - disse ele. Olhei para baixo, desconsolada. Não tinha sido minha intenção que ninguém me visse dançar, especialmente vestida como me tinha vestido para dançar esta noite!
- Mas paraste, e paraste antes de teres terminado a tua dança, e sem autorização- disse ele. - Por isso vais dançar outra vez.
Olhei de novo para ele, sobressaltada.
- E esta - disse ele - vai ser a primeira vez que danças, com consciência disso,à frente de homens.
- Como sabe o senhor que eu nunca dancei à frente de homens? - perguntei.
- Pensas que não andaste a ser vigiada, - disse ele - que não sabemos nada sobreti?- Não posso dançar diante de homens - disse eu.
Ele sorriu.
- Não vou dançar! - Disse eu.
Põe-te de pé - disse ele.
Levantei-me e fiquei de pé. O homem que estava junto da mesa rebobinou a fita do gravador.
- Vais começar do princípio - disse ele. - Vais executar a dança completa, do princípio até ao fim, para nós.
- Por favor, não - disse eu. Não podia suportar a ideia, a ideia aterradora, de me apresentar, na beleza da dança, diante de homens como estes. Não podia sequer sonhar deixar que homens como estes me vissem dançar. Era totalmente impensável. Nem sequer nunca tinha ousado mostrar-me nesta figura a homens normais, a homens banais, inofensivos,triviais, vencidos, homens do género daqueles com quem me dava, homens da espécie que eu conhecia. Quem sabe o que esses homens pensariam, como seriam tentados a agir, o que seriam incentivados a fazer? O homem carregou no botão do gravador, e eu dancei.
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