"Os amigos...
Temos falado tantas vezes dos nossos parceiros em relações amorosas, mas nunca dissemos que os amigos são o alvo sistemático dos estilhaços. Ainda por cima, amigos um pouco (ou muito!) negligenciados durante paixões violentas, omnipresentes, decididos a não partilhar nada, espaço ou tempo. E os amigos não protestam, limitam-se a esperar o amor (por definição mais tolerante) ou a ruptura, ávida de ombros para chorar saudades e rancores. E lá aturam os nossos lutos pelo outro que perdemos e pela parte de nós que se recusa a deixá-lo. Ouvem, até à exaustão, rosários de queixas, silêncios teimosos, esperanças envergonhadas, tiritam debaixo do dilúvio k segue o outro. Os amigos proporcionam-nos o colo indispensável para sobreviver ao fim do Mundo, ou seja, no meu calão, para regredir e ficar enroscados até ganhar coragem para o "regresso à pista". Para novo round com a mesma pessoa ou para tactear outra relação".
"Lançámo-nos ao trabalho de tirar esqueletos do armário e fazê-los dançar, como aconselhava Bernard Shaw.
Temos falado tantas vezes dos nossos parceiros em relações amorosas, mas nunca dissemos que os amigos são o alvo sistemático dos estilhaços. Ainda por cima, amigos um pouco (ou muito!) negligenciados durante paixões violentas, omnipresentes, decididos a não partilhar nada, espaço ou tempo. E os amigos não protestam, limitam-se a esperar o amor (por definição mais tolerante) ou a ruptura, ávida de ombros para chorar saudades e rancores. E lá aturam os nossos lutos pelo outro que perdemos e pela parte de nós que se recusa a deixá-lo. Ouvem, até à exaustão, rosários de queixas, silêncios teimosos, esperanças envergonhadas, tiritam debaixo do dilúvio k segue o outro. Os amigos proporcionam-nos o colo indispensável para sobreviver ao fim do Mundo, ou seja, no meu calão, para regredir e ficar enroscados até ganhar coragem para o "regresso à pista". Para novo round com a mesma pessoa ou para tactear outra relação".
"Lançámo-nos ao trabalho de tirar esqueletos do armário e fazê-los dançar, como aconselhava Bernard Shaw.
Digerir, o Passado não se esquece, negoceia-se..."
"O Sexo dos Anjos" - Júlio Machado Vaz

