"...NA CAPELA ABOBADADA DAS TUAS MÃOS, ERGO UMA ORAÇÃO AOS HOMENS DE BOA-VONTADE!.."
"TODOS SÃO CAPAZES DE DOMINAR UMA DÔR, EXCEPTO QUEM A SENTE!" William Shakespeare
sexta-feira, maio 06, 2005
segunda-feira, maio 02, 2005
A Perda
Dói!
Dói muito e arde na alma porque o espaço ficou lá cheio de imagens e de sentires e de sentimentos... A saudade queima e deixa marca e o gelo não a apaga, nem o secar as lágrimas, nem o fechar os olhos para tentar dormir...
Dói!
Tanto que chega a ser insuportável, infinito porque não há medida para o encaixar num padrão. Fotografias e coisas com cheiro foi o que ficou de palpável, o que não se vê é que não tem lugar onde ser pousado; o coração é agora a moldura.
Dói!
Um latejar de infinito agradecimento pela descoberta de novo sentir e do partilhar do seu sentir, do dar nome a novas maneiras de estar no Mundo dos vivos. Um perpétuo redemoinho de fronteiras pela frente, que agora acabou...
Dói!
Saber que o "que foi não volta a ser!"... Que amar não chega para não perder! Que o Tempo nunca vai apagar o que recebi... porque o mar vai e vem, mas nunca se dá, nunca se entrega. Assim é o Tempo!
Dói!
A ferida ficará sempre e uma ternura imensa pelo que tantas vezes me salvou de ficar só! Assim é a vida. Quem chega e parte ajuda, e nunca voltaremos a ser os mesmos...
Um afago nos olhos mais ternos que não voltarei a ver, pela saudade que deixa e o Bem que fez! Um adeus que não o é!
29 de Abril de 2005
Dói muito e arde na alma porque o espaço ficou lá cheio de imagens e de sentires e de sentimentos... A saudade queima e deixa marca e o gelo não a apaga, nem o secar as lágrimas, nem o fechar os olhos para tentar dormir...
Dói!
Tanto que chega a ser insuportável, infinito porque não há medida para o encaixar num padrão. Fotografias e coisas com cheiro foi o que ficou de palpável, o que não se vê é que não tem lugar onde ser pousado; o coração é agora a moldura.
Dói!
Um latejar de infinito agradecimento pela descoberta de novo sentir e do partilhar do seu sentir, do dar nome a novas maneiras de estar no Mundo dos vivos. Um perpétuo redemoinho de fronteiras pela frente, que agora acabou...
Dói!
Saber que o "que foi não volta a ser!"... Que amar não chega para não perder! Que o Tempo nunca vai apagar o que recebi... porque o mar vai e vem, mas nunca se dá, nunca se entrega. Assim é o Tempo!
Dói!
A ferida ficará sempre e uma ternura imensa pelo que tantas vezes me salvou de ficar só! Assim é a vida. Quem chega e parte ajuda, e nunca voltaremos a ser os mesmos...
Um afago nos olhos mais ternos que não voltarei a ver, pela saudade que deixa e o Bem que fez! Um adeus que não o é!
29 de Abril de 2005
quarta-feira, abril 27, 2005
Uma Pequena Fábula
"- Pobre de mim, o Mundo está a crescer mais pequeno todos os dias. No princípio era tão grande que eu tinha medo e não parava de correr e correr. E fiquei contente quando enfim vi muros ao longe, à esquerda e à direita, mas esses longos muros estreitaram-se tão rapidamente que eu já estou no último aposento, e ali no canto está a armadilha para que devo correr...
- Apenas precisas de mudar de direcção - disse o gato, e comeu-o!"
in "Desiste! E outras histórias ilustradas" - Kafka
- Apenas precisas de mudar de direcção - disse o gato, e comeu-o!"
in "Desiste! E outras histórias ilustradas" - Kafka
BOM CONSELHO
"Ouça um bom conselho que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dôr não passa.
Espere sentado ou você se cansa
Está provado: quem espera nunca alcança.
Venha meu amigo, deixe esse regaço
Brinque com meu fogo, venha se queimar.
Faça como eu digo, faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar.
Corro atrás do Tempo, vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe.
Eu semeio o vento na minha cidade
Vou para a rua e bebo a tempestade."
Chico Buarque
quarta-feira, abril 20, 2005
Escrava de uma ideia maior...
Eva nunca deixava de sentir... não conseguia!
Fechava os olhos e tremia, orgásmica... explosiva, ousada, apenas porque não conseguia ser de outro modo. Ela era o Céu e a Terra, o calor e o gelo - um ser humano em toda a sua plenitude de beatificação perante o pasmo do Mundo. E era escrava! Primeiro de si, pela mão de uma vida feita aos solavancos sem rumo, depois da Humanidade e da humanidade dos que a bafejavam dizendo o seu nome... Um dia escolheu, sem alternativa, ser escrava de uma ideia maior de gente e de sentir... Entregou-se a um homem como nunca o fizera antes, com resignação, a implorar misericórdia quando fechava os olhos e a pedir mais quando os abria, muito mais - o Mundo inteirinho na palma da mão que afagava o sexo e acalmava o ardor acordado. Deu-se de olhos baixos ao homem que a amarrou no seu olhar, um olhar apenas imaginado de quem possui e não abdica. Ofereceu-se enquanto alma cheia de vida e de sentir. Porque ela era assim e não de outro modo... Porque ela era!
Fechava os olhos e tremia, orgásmica... explosiva, ousada, apenas porque não conseguia ser de outro modo. Ela era o Céu e a Terra, o calor e o gelo - um ser humano em toda a sua plenitude de beatificação perante o pasmo do Mundo. E era escrava! Primeiro de si, pela mão de uma vida feita aos solavancos sem rumo, depois da Humanidade e da humanidade dos que a bafejavam dizendo o seu nome... Um dia escolheu, sem alternativa, ser escrava de uma ideia maior de gente e de sentir... Entregou-se a um homem como nunca o fizera antes, com resignação, a implorar misericórdia quando fechava os olhos e a pedir mais quando os abria, muito mais - o Mundo inteirinho na palma da mão que afagava o sexo e acalmava o ardor acordado. Deu-se de olhos baixos ao homem que a amarrou no seu olhar, um olhar apenas imaginado de quem possui e não abdica. Ofereceu-se enquanto alma cheia de vida e de sentir. Porque ela era assim e não de outro modo... Porque ela era!
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